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Nubank compra Banco Porto Real para manter licença bancária e uso da palavra “bank”

Aquisição será submetida à aprovação do Banco Central e atende às exigências da Resolução Conjunta nº 17, preservando a marca Nubank e ampliando a estrutura regulatória da instituição.

Nubank compra Banco Porto Real para manter licença bancária e uso da palavra "bank"

O Nubank anunciou a aquisição do Banco Porto Real de Investimentos S.A., instituição fundada em 1992 na cidade de Porto Real, no Rio de Janeiro. A operação será submetida à aprovação do Banco Central do Brasil e faz parte da estratégia da companhia para atender às exigências regulatórias relacionadas ao uso da denominação “bank” por instituições financeiras.

A aquisição atende aos requisitos estabelecidos pela Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A norma disciplina a utilização de expressões como “banco” e “bank” por instituições que atuam no sistema financeiro nacional.

Com a conclusão da operação, a licença bancária do Banco Porto Real será incorporada ao conglomerado prudencial da Nu Pagamentos S.A., fortalecendo a estrutura regulatória do Nubank sem alterar seu modelo operacional.

Aquisição amplia estrutura regulatória do Nubank

Mesmo já operando com licenças que permitem oferecer praticamente todos os seus produtos financeiros, o Nubank optou por incorporar uma licença bancária tradicional ao seu grupo.

Atualmente, a instituição atua por meio de diferentes autorizações regulatórias, incluindo Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).

Com a aquisição do Banco Porto Real, o conglomerado passa a contar também com uma licença bancária plena, atendendo às exigências da regulamentação mais recente do Banco Central. Segundo a companhia, todas as obrigações assumidas pelo Banco Porto Real serão mantidas e cumpridas conforme os termos previstos no acordo de aquisição.

Nada muda para os clientes

O Nubank informou que a operação não provoca qualquer alteração para seus 115 milhões de clientes brasileiros.

O aplicativo continuará funcionando normalmente. Os produtos, serviços, cartões, contas digitais, investimentos e demais soluções permanecerão inalterados. A marca Nubank também será preservada, assim como toda a experiência oferecida aos consumidores.

A empresa destacou ainda que a incorporação da licença bancária não gera exigências adicionais de capital ou liquidez, preservando a solidez financeira da instituição.

Brasil permanece no centro da estratégia

O fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, afirmou que o Brasil continua sendo o principal mercado da companhia.

“O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala. Treze anos depois, segue sendo nosso principal foco, um mercado onde ainda podemos expandir significativamente nossa participação e continuar impulsionando a transformação do setor”, diz David Vélez, fundador e CEO global do Nubank.

Treze anos após sua criação, a empresa acredita que ainda existe amplo espaço para ampliar sua participação no mercado brasileiro e continuar promovendo mudanças no setor financeiro.

Já Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil e da operação para a América Latina, reforçou que a inovação permanece como um dos pilares estratégicos da companhia.

“Nosso DNA de inovação segue intacto e seguimos comprometidos em aprofundar nossa relação com cada cliente, oferecendo mais soluções com a mesma simplicidade que sempre nos definiu”, diz Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil e para América Latina.

Expansão acompanha crescimento da instituição

A aquisição ocorre em um momento de forte expansão do Nubank no Brasil. Em março deste ano, a instituição tornou-se associada à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), consolidando sua posição entre os principais participantes do sistema financeiro nacional.

Pouco antes, o Nubank havia alcançado outro marco importante ao se tornar a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes.  A companhia também anunciou investimentos de R$ 45 bilhões no mercado brasileiro ao longo deste ano, praticamente o dobro do montante investido nos dois anos anteriores.

Crescimento aliado à satisfação dos clientes

Além da expansão da base de usuários, o Nubank destaca indicadores relacionados à qualidade do atendimento.  A instituição possui um dos menores índices de reclamações registrados pelo Banco Central entre os maiores bancos do país.

Outro reconhecimento veio do mercado consumidor. O Nubank conquistou, por nove anos consecutivos, o Prêmio Reclame Aqui, concedido às empresas com melhor desempenho no relacionamento com os clientes.

Nubank impulsionou inclusão financeira

O impacto da companhia também aparece nos indicadores de inclusão financeira. Segundo dados apresentados pela instituição, cerca de 31,5 milhões de brasileiros passaram a ter acesso a conta digital, crédito e produtos para formação de patrimônio por meio do Nubank.

O número representa aproximadamente um em cada cinco adultos brasileiros, reforçando o papel da fintech na ampliação do acesso aos serviços financeiros.  O reconhecimento dos consumidores também aparece no levantamento NPS Prism, elaborado pela Bain & Company referente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo o estudo, o Nubank é atualmente a instituição financeira preferida dos brasileiros para concentrar salário, pagamentos e produtos financeiros.

Aquisição reforça estratégia de longo prazo

A compra do Banco Porto Real vai além do cumprimento de uma exigência regulatória. A operação fortalece a estrutura institucional do Nubank em um momento de expansão acelerada no mercado brasileiro.

Ao incorporar uma licença bancária tradicional sem alterar sua operação digital, a fintech reforça sua estratégia de crescimento sustentável, preserva sua identidade de marca e amplia sua capacidade de atuação dentro das normas estabelecidas pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional.

E-mail sobre “liquidação” gerou repercussão e esclarecimentos

A aquisição também ocorre após um episódio que gerou repercussão no mercado financeiro. Em junho, um disparo de e-mail enviado a diversos clientes do Nubank comunicou, de forma equivocada, a suposta “liquidação extrajudicial” da instituição, provocando dúvidas e especulações sobre sua situação financeira.

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