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Kotler abre eWMS com indagações e conjecturas instigantes

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Às 21 horas, de Brasília, o idealizador e realizador do evento, Philip Kotler, proferiu palestra densa, que mesclou informações, visão de mundo privilegiada e muitas perguntas, que pedem respostas no contexto da pandemia Covid-19. Em meia hora, conforme previsto na programação do eWMS, o pai do marketing moderno, que completa 90 anos em 27 de maio de 2021, ratificou a lucidez e o brilho que marcam sua trajetória.

Ao discorrer sobre o papel da liderança em tempos de incerteza, Kotler sugere um novo olhar sobre as relações profissionais, em um mundo pós-Covid. Com determinação, convoca as empresas para que liderem a transição necessária para a realidade atual. Líderes de todos os mercados vivem um momento inédito e desafiador.

Aponta ser necessário saber como superar os impactos econômicos e sociais, para se retomar o desenvolvimento. Buscou, o tempo todo, instigar os atores que tocam as empresas, ao redor do mundo. Objetivo: encontrar respostas, reduzir incertezas e contribuir, coletivamente, para a necessária construção da vida. #JuntosAgora o ativismo das marcas deve prevalecer com foco no bem comum.

“Temos de aprender a fazer conjecturas sobre como planejar hipóteses em relação à pandemia. Quanto tempo vai durar esse processo de rearranjo profundo?” – indaga Kotler. Para ilustrar sua exposição, desfila uma série de inovações em curso, que em muitos aspectos, estão apenas no começo. A Inteligência Artificial, por exemplo, constitui valor e conquista com desdobramentos desconcertantes, que impactam todos os quadrantes da civilização contemporânea.

No campo da IA, passa pelas aplicações em curso da IoT (Internet das Coisas); pelas inovações no campo da robótica que não param de surpreender. “Os japoneses conseguiram desenvolver e produzir, em série, exemplares de gatos que exibem um realismo impressionante. Há pesquisas avançadas, que apontam caminhos inusitados para a psiquiatria do futuro. Cresce o aprimoramento dos algoritmos, para o equacionamento das perdas de tempo”, assegura o guru.

Acrescenta a estratégia relacionada à criação de personas, para efeito de melhores resultados em RH. Passa pelos avanços do neuromarketing, quando examina o impacto dos anúncios publicitários nas pessoas. E não deixa de abordar o papel das mídias sociais, no que diz respeito ao marketing de influência. Ou seja: que resulta em ações focadas nos indivíduos que exerçam influência ou liderança sobre potenciais clientes de uma marca.

No fecho de sua palestra, recomenda às lideranças empresariais que não percam de vista o simples. O básico. O essencial. Que levem em conta o lean marketing (marketing enxuto), que se baseia na ideia de ‘mudar para melhor’. Ao adotarem os princípios do lean marketing, as empresas eliminam desperdícios e criam valor para o cliente.

Acrescenta que “todos devemos nos preparar para uma recuperação lenta, que vai implicar, inclusive, na reconstrução de infraestruturas. Isso vai levar, acredito, em torno de quatro anos. Os países deixarão de sobrevalorizar o conceito de PIB clássico, para se dedicarem à melhoria da taxa de felicidade. No Brasil, por exemplo, há muitos bilionários. E, também, uma enorme quantidade de gente ficando mais pobre. São discrepâncias que pedem a saída de um capitalismo tradicional para um capitalismo mais social”.

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