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Grupo Fictor pede recuperação judicial

Pedido foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo e inclui Fictor Holding e Fictor Invest.

Pedido foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo e inclui Fictor Holding e Fictor Invest.
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O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida tem como objetivo reequilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam aproximadamente R$ 4 bilhões.

Em comunicado ao mercado, o grupo informou que pretende quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça a concessão do chamado stay period — prazo legal de 180 dias para a suspensão de cobranças, execuções e bloqueios judiciais. O período é previsto na Lei de Recuperação Judicial e visa permitir negociações com credores sem pressão imediata sobre o caixa da empresa.

De acordo com a Fictor, o pedido é consequência de uma crise de liquidez momentânea, iniciada em 18 de novembro do ano passado, após a liquidação do Banco Master determinada pelo Banco Central do Brasil. Um dia antes da liquidação, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia apresentado uma proposta para aquisição e transferência de controle da instituição financeira.

“Com a liquidação, a reputação do grupo foi afetada por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, impactando duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou a empresa no comunicado.

No pedido apresentado ao TJ-SP, o grupo também solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias. A medida ganhou relevância após, na sexta-feira (30), a companhia sofrer bloqueio cautelar de contas no valor de R$ 150 milhões, determinado pela Justiça paulista, em meio a atrasos nos pagamentos a investidores.

Patrocinadora da Palmeiras desde o ano passado, a Fictor viu sua situação financeira ganhar maior visibilidade pública nos últimos meses. De acordo com o ge, o Grupo Fictor é patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e também estampa sua marca nas costas do uniforme do time profissional. O acordo com o clube paulista tem duração de três anos, com possibilidade de renovação por mais um, e prevê o pagamento de R$ 25 milhões fixos por temporada, podendo alcançar R$ 30 milhões com bônus.

Pedido foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo e inclui Fictor Holding e Fictor Invest.
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No atletismo, o patrocínio envolve a Confederação Brasileira de Atletismo, com um contrato de três anos e meio que totaliza R$ 21 milhões, valor a ser pago pelo grupo de investimentos — com atuação nas áreas de alimentação e infraestrutura — até março de 2029.  O grupo também patrocinou o Festival Internacional de Rodeio de Barretos, com suas marcas estampadas na arena por meio de bandeiras, painéis e estandes promocionais.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diferentes segmentos, como indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento.

No pedido de recuperação judicial, a empresa destacou que as subsidiárias não estão incluídas no processo, devendo manter suas operações, contratos e rotinas normalmente. Para os próximos meses, o grupo afirma que pretende avançar nas negociações com credores e apresentar um plano de recuperação que assegure a continuidade dos negócios e a preservação de valor para investidores, colaboradores e parceiros comerciais.

Nas redes sociais, investidores têm cobrado o pagamento de dividendos que estão em atraso.  “Vocês não estão pagando os proventos aos investidores. Quando vão resolver essa situação?”, questionou um investidor em publicação no LinkedIn.

Outra investidora também se manifestou na rede social: “Tenho um investimento na Fictor cujo resgate total solicitei em 13/11/2025. Foi informado que o pagamento ocorreria em 12/01/2026. No entanto, o depósito não foi realizado, assim como os proventos não foram pagos. Vocês estão violando princípios basilares do mercado financeiro, como a boa-fé objetiva, a segurança jurídica e a confiança. Aguardo o pagamento do valor que me é devido.”

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