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Taurus tem receita de R$ 439,3 milhões no 3º trimestre de 2023

A modernização fabril, com a aquisição de equipamentos de última geração e o uso de robôs na linha de produção, se traduzem em crescente eficiência e produtividade industrial.

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Marca Taurus

No 3º trimestre, as condições do mercado de armas não apresentaram significativa alteração em relação ao visto desde o começo deste ano. É uma conjuntura oposta ao vivenciado em anos anteriores, quando a questão jurídica relativa ao setor no Brasil estava claramente definida e a demanda estava em forte alta no mercado norte-americano.


A estrutura desenvolvida na Taurus nos últimos anos criou uma Companhia com sólidos fundamentos. As mudanças percebidas nos resultados são reflexos das condições dos ajustes aos mercados em que atua: mercado nacional onde houve a mudança do cenário político, com a edição do Decreto 11.366/23, porém sem sua regulamentação até o momento; no mercado norte-americano, o ajuste do NICS (National Instant Criminal Background System) ao patamar acima da pré pandemia; alta da inflação; adequação de mix de produtos e ajustes dos estoques dos distribuidores para níveis mais baixos, visando reduzir seus custos financeiros; e no mercado mundial, as licitações internacionais estão em processos mais morosos, principalmente, após o início da guerra da Ucrânia.

Para se adaptar aos diferentes momentos dos mercados, a Taurus focou na eficiência e baixo custo de produção, o que permitiu obter resultados dentro das expectativas, com crescimento em relação ao registrado em 2019, período pré-pandemia, e com margens brutas superiores à média de empresas estrangeiras do setor, de 37,5% no 3º trimestre de 2023, frente a 20,5% da Ruger e 26,6% da Smith & Wesson que, como tem seu exercício social encerrado em 31 de abril, se refere ao último resultado divulgado, do 1T24 (maio a julho de 2023).

A Taurus segue monitorando as oportunidades que se apresentam e trabalhando para reforçar a sua posição de destaque na indústria mundial de armas. Exemplo de flexibilidade e agilidade de adaptação é a alteração do mix de produção para acompanhar o comportamento do consumidor. Como a demanda nos EUA atualmente está mais voltada para o segmento de revólveres, a Taurus ampliou a fabricação desses produtos em sua linha de produção na unidade brasileira no decorrer desse ano. A produção de revólveres foi responsável por cerca de 45% do volume total de armas produzidas no 3º trimestre de 2023, ante aproximadamente 30% no mesmo período de 2022, ganhando espaço em relação à produção de pistolas, que passou de 69% no 3º trimestre de 2022 para 55% no 3º trimestre de 2023.

A modernização fabril, com a aquisição de equipamentos de última geração e o uso de robôs na linha de produção, se traduzem em crescente eficiência e produtividade industrial, proporcionando a redução de perdas e, consequentemente, ganhos para a Companhia, mesmo com a redução recente no volume de produção. Ao mesmo tempo, as pesquisas conduzidas pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/EUA da Taurus (CITE) no desenvolvimento de novos processos e uso de novos materiais permitem à Companhia se manter à frente em termos de inovação, apresentando ao mercado produtos diferenciados.

Uma característica da Taurus consolidada nos últimos anos é o contínuo lançamento de modelos, sempre oferecendo novas opções para o consumidor. Acompanhando a robustez do aspecto operacional, teve sucesso em estabelecer também um perfil financeiro equilibrado, com estrutura de capital adequada e baixo nível de alavancagem financeira. Esses fundamentos são consistentes, não sendo abalados por oscilações conjunturais do mercado.

O mercado de armas nos EUA, principal destino de seus produtos, vem consolidando o novo patamar após o período de euforia verificado durante os anos de pandemia. Os dados do NICS, que apresentam o número de intenções de compras de armas nesse país, confirmam a expectativa de que, em 2023, o mercado norte-americano retomaria os níveis observados no período pré-pandemia, com crescimento, quando comparado ao registrado no ano de 2019.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2023, o NICS registrou 11,1 milhões de consultas, nível 20,7% superior ao verificado no mesmo período de 2019. Ao mesmo tempo, tem sido observada uma tendência de mudança no padrão de estoque de produtos mantido pela cadeia de vendas, com os distribuidores buscando aumentar o giro de seus estoques, de modo a se proteger do custo financeiro gerado pelo aumento da inflação norte-americana. Com isso, novas encomendas são postergadas com a intenção de redução dos estoques para níveis capazes de atender as vendas pelo período próximo de um mês, ante um padrão anterior de estoques suficiente para cobrir 3 a 5 meses de vendas.

O NICS do mês de outubro teve o substancial aumento de 20% em relação a setembro, o que indica que as perspectivas para o último trimestre do ano no mercado norte-americano são de aumento da demanda, considerando também a sazonalidade tradicional desse período, ainda que a adequação dos estoques na cadeia de vendas possa reduzir esse efeito para os fabricantes. Já em 2024, por ser um ano de eleições presidenciais nos EUA, há a possibilidade de ocorrer maior movimentação no mercado de armas desse país, pois, historicamente, a insegurança com relação à política a ser adotada para o setor leva ao aumento da demanda.

No Brasil, a economia vem apresentando dados conflitantes que combinam, de um lado, a preocupação com os gastos públicos e o déficit primário e, de outro, a expectativa de crescimento econômico de 3,3%, de acordo com projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, esse crescimento previsto se sustenta no aumento da atividade do setor primário, e não no desempenho da indústria. Os dados de produção industrial até agosto divulgados pelo IBGE mostram recuo da atividade de 0,1% em 12 meses e de 0,3% no acumulado do ano ante o mesmo período de 2022. Para o setor, soma-se ainda o fato de que o mercado doméstico segue extremamente restrito por conta das questões jurídicas, configurando, assim, um ano bastante atípico.

Em 1º de janeiro de 2023 foi publicado o Decreto 11.366 que estabelecia restrições para o setor e deveria ser regulamentado no prazo de três meses, o que não ocorreu. A incerteza paralisou o mercado, com consumidores e lojistas interrompendo suas compras até que a questão fosse definida. Apenas em 21 de julho foi publicado o novo Decreto. No entanto, permanecem algumas incertezas a serem esclarecidas pelos órgãos reguladores, uma vez que foi estabelecido o limite máximo de energia em joules autorizado para as armas a serem vendias no mercado brasileiro, mas sem a apresentação de uma tabela de calibres. Até o momento, novas aquisições de armas por parte de CACs (colecionador, atirador desportivo e caçador) estão basicamente interrompidas.

Assim, a demanda no mercado brasileiro segue reprimida até que o aspecto jurídico esteja plenamente esclarecido e os processos de autorização para a compra de armas normalizados. Quando isso ocorrer, a Taurus está pronta para atender os consumidores. Nesse sentido, continua realizando diversos lançamentos de produtos, tendo apresentado ao mercado 16 novos modelos durante o 3º trimestre de 2023. Com base em sua capacidade de desenvolvimento tecnológico, está criando um calibre .38 dentro do limite máximo de energia estabelecido pela legislação. É uma tecnologia incremental desenvolvida pela Taurus, de um novo calibre para pistolas criado para ocupar o espaço deixado pelo calibre 9mm, que passou a ser de uso restrito. No início de 2024, quando provavelmente já haverá a regulamentação do Decreto 11.366, a empresa pretende lançar as versões das pistolas compactas G2C e GX4 com esse novo calibre.

No mercado internacional, excluído os EUA, a Taurus atende principalmente forças militares e de defesa, com vendas para mais de 100 países. Os baixos custos de produção proporcionam grande competitividade em licitações internacionais, de modo a ter nesse mercado uma opção interessante em momentos de menor demanda em outros mercados. A Companhia está atenta à recente situação de conflito no Oriente Médio, que poderá gerar aumento natural da demanda para o setor. Lembrando que todas as suas exportações devem ser previamente autorizadas pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa do Brasil.

Na Índia, a operação da JD Taurus está para receber nos próximos dias a última licença necessária para o início da produção nas instalações locais. Reforçando a presença da marca na região, a empresa participou da Milipol India, importante feira internacional do setor de segurança itinerante, realizada pela primeira vez na Índia entre 26 e 28 de outubro. A realização dessa feira na Índia confirma a crescente importância desse país no mercado mundial de armas.

O investimento em inovação, voltado para o desenvolvimento de produtos, processos, materiais e equipamentos, é aspecto essencial na estratégia da Taurus. Nesse sentido, a Companhia está firmando mais uma parceria com o centro de pesquisa universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), visando o desenvolvimento de um novo composto “CMT – Catalytic Material Taurus” para ser utilizado na unidade M.I.M. (Metal Injection Molding), reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Além disso, estão em desenvolvimento no CITE diferentes projetos em direção à indústria 4.0, incluindo pesquisas para aplicação de novos materiais na fabricação de armas, como o grafeno, nióbio, polímero de fibras longas e DLC (Diamond Like Carbon).

 

Desde o início desta gestão, em 2018, foi adotado um modelo de trabalho pautado no planejamento estratégico e no tripé definido para atingir o objetivo de colocar a Taurus em posição de crescente destaque no mercado global do setor: “desenvolvimento de pessoas; tecnologia e inovação; e ambiente colaborativo”. Seguindo essas diretrizes estabelecidas, em 2023 a Taurus deu início a mais um projeto de cunho estratégico para a Companhia: “Gestão e metas de indicadores ESG”. Com o monitoramento dos indicadores e o crescente engajamento dos colaboradores, a empresa já teve resultados práticos, como um impacto positivo em termos de redução na emissão de gases de efeito estufa.

A Taurus realizará sua próxima reunião Apimec, voltada à analistas, investidores e acionistas, no dia 6 de dezembro de 2023, em sua loja em São Paulo (AMTT Taurus – Rua Umberto Caputi, 139).

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