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Grendene amplia receita de exportação no primeiro trimestre de 2022

Resultado no mercado internacional foi 16,4% superior ao do mesmo período no ano passado; e-commerce da Melissa nos EUA, que passou a ser gerido pela Grendene Global Brands a partir da segunda quinzena de janeiro, apresentou crescimento de 100% nas vendas, ante o 1T21

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No primeiro trimestre do ano, a Grendene alcançou receita bruta de R$ 630,8 milhões, queda de 2,1% ante os primeiros três meses de 2021, enquanto o volume de pares embarcados recuou 19,1%, para 28,6 milhões. No período, a empresa enfrentou contextos distintos mercado de calçados no Brasil e no exterior.

“O primeiro trimestre foi desafiador para as empresas de consumo em geral. No entanto, a recuperação observada ao longo desses três meses, tanto no sell in como no sell out, indica uma melhora da atividade na ponta e sinaliza que o pior ficou para trás, esboçando que os próximos meses serão mais fortes no mercado doméstico”, afirma Alceu Albuquerque, diretor de Relações com Investidores da Grendene.

Fora do país, a redução de casos da COVID-19 permitiu a reabertura dos mercados e a volta do turismo. A busca por diversificação de fornecedores e a elevação dos fretes internacionais da Ásia propiciaram a forte retomada das exportações dos calçados brasileiros.

Assim, as vendas externas da companhia foram mais representativas, passando a representar 31,9% do faturamento total versus 26,8% no 1T21. Na comparação com o mesmo período do no passado, a receita bruta cresceu 16,4%, para R$ 200,9 milhões; e o volume de pares embarcados, 18,9%, para 9,7 milhões. A Grendene ampliou em 8% o número de destinos de suas exportações, com América do Norte apresentando resultados robustos no primeiro trimestre.

O processo de transição das operações nos Estados Unidos, Canadá, China e Hong Kong para a Grendene Global Brands continuou ao longo do trimestre, com foco na construção da infraestrutura necessária para garantir o crescimento da operação no médio e longo prazo. A GGB assumiu a gestão da distribuição das marcas nesses países e o e-commerce e as cinco lojas próprias da Melissa nos Estados Unidos.

“Já começamos a observar os primeiros reflexos positivos da operação da nova empresa. O e-commerce, por exemplo, que passou a ser gerido pela GGB na segunda quinzena de janeiro, apresentou crescimento de 100% em comparação aos primeiros três meses de 2021”, aponta Albuquerque. “Uma série de pequenas melhorias resultou na superação de todas as métricas de desempenho do site da Melissa nos EUA.”

No Brasil, o ambiente econômico foi mais desafiador, com inflação e juros elevados e alto nível de desemprego, derrubando o poder de compra da população brasileira, especialmente das classes mais baixas. Dessa forma, a receita bruta da companhia recuou 8,9% no trimestre, para R$429,9 milhões, enquanto o volume de pares vendidos foi de 18,9 milhões, queda de 30,4%.
Apesar de as vendas no varejo no mercado doméstico terem começado o ano mais fracas, foi possível notar a recuperação no consumo ao longo do trimestre. Já os canais autosserviço e indireto tiveram queda de representativas dentro da matriz de distribuição da Grendene.

Primeiro trimestre de 2022
A queda na receita bruta de janeiro a março é fruto de uma conjunção de fatores, envolvendo: consumo mais fraco no mercado brasileiro pelos motivos citados acima; vendas do Natal de 2021 abaixo do esperado no varejo, afetando reposições e aberturas para novos lançamentos do 1T22; antecipação de compras em dezembro do ano passado por uma parcela dos clientes para evitar o reajuste de preços promovido em janeiro; e forte base de comparação com o primeiro trimestre de 2021.

No mesmo período do ano passado, a empresa fez entregas de 5 milhões de pares, que estavam previstos para dezembro de 2020, em virtude da utilização da totalidade da capacidade produtiva no 4T20, ainda reflexo da interrupção das atividades da companhia em virtude da pandemia.

A receita líquida da Grendene, de janeiro a março, foi 1% menor do que a registrada no mesmo período de 2021, chegando a R$ 517,9 milhões, em linha com o comportamento da receita bruta.

Apesar de os custos das principais matérias-primas não foram impactados pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, mantendo-se relativamente estáveis, os insumos continuaram pressionando o CPV (custo do produto vendido) no primeiro trimestre por carregarem reajustes de preços realizados ao longo do ano passado. O menor volume de pares ao mercado doméstico impactou a produtividade da mão de obra na fabricação, trazendo pressão adicional ao CPV no período.

Por conta desses fatores, o lucro bruto caiu para 16,9% contra o 1T21 para R$ 196,2 milhões, enquanto a margem bruta recuou 7,2 p.p. para 37,9%. As despesas operacionais avançaram 13,4%, representando 29% da receita operacional líquida em comparação a 25,3% no primeiro trimestre do ano passado, fruto da ampliação das despesas comerciais relacionadas a fretes, ao comércio digital e da intensificação dos investimentos em publicidade.
Esses investimentos mostraram-se acertados, as lojas on-line apresentaram o segundo trimestre consecutivo de resultado positivo, com recorde histórico de 16 milhões de sessões no e-commerce, alta de cerca de 240% em comparação a igual período do ano passado e de 13,9% contra o 4T21, que naturalmente tem maior fluxo de visitas em função de datas como Black Friday e Natal.

O EBIT recorrente atingiu R$ 46,0 milhões, ante R$ 106,8 milhões (-57,0%) no 1T21. No EBIT, os itens não recorrentes montam R$ 155 mil no trimestre e estão relacionados a despesas referentes à Covid-19, PDD de cliente e crédito de processo IRRF – serviços. A margem EBIT recorrente foi de 8,9% no trimestre, queda de 11,5 p.p. frente ao 1T21, devido à pressão de custos das matérias-primas e da mão de obra e da intensificação dos investimentos em publicidade e despesas comerciais relacionadas ao e-commerce.

A companhia encerrou o trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 125,3 milhões, queda de 4,9% versus o 1T21. A margem líquida recorrente sofreu redução de 1,0 p.p. ante o 1T21.

Nos primeiros três meses do ano, o caixa gerado nas atividades operacionais foi de R$ 225,5 milhões. Com isso, a Grendene encerrou o trimestre com caixa de R$1,8 bilhão, mantendo sólida situação financeira.

“Nós mantemos nossa visão otimista para o ano, com crescimento de receita e de volumes e recomposição de margens, porém sem desconsiderar a conjuntura econômica desafiadora do país”, conclui Albuquerque.

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