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Rendimento de reempregados pode diminuir até 15% em condições desfavoráveis

Pesquisa avaliou que reduções no Brasil são relativamente baixas para o padrão internacional

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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quinta-feira (15/7), mostra que, nos períodos com condições mais desfavoráveis no mercado de trabalho, o efeito do desemprego pode representar uma diminuição de 10% a 15% nos rendimentos dos indivíduos que conseguem se reempregar. Por outro lado, quando o mercado de trabalho se apresenta mais favorável, as transições de emprego parecem relacionadas com reduções pequenas e, em muitos casos, não significativas nos rendimentos dos que conseguem se reempregar no intervalo de um ano. A esse efeito, porém, deve-se somar o processo demorado de retorno ao trabalho, principalmente nos períodos de desemprego elevado.

Segundo o pesquisador do Ipea e autor do estudo Maurício Reis, o mesmo comportamento das variações nos rendimentos como consequência do ingresso no desemprego ao longo dos ciclos econômicos também é observado em diversos outros países. “Mas os resultados estimados para o Brasil indicam reduções nos rendimentos do trabalho relativamente baixas para o padrão internacional, embora o período até que o trabalhador consiga se reempregar seja longo em alguns casos”, avaliou.

O estudo analisou como as saídas do emprego para o desemprego influenciaram os rendimentos de reemprego no Brasil e utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do primeiro trimestre de 2012 ao primeiro trimestre de 2017 – uma vez que em novembro de 2017 entrou em vigor uma ampla reforma da legislação trabalhista, que poderia ocasionar mudanças nos movimentos dos trabalhadores no país. A taxa de desemprego oscilou entre 5% e 7% entre 2012 e 2014, mas daí em diante apresentou trajetória de aumento bem acentuada. De 2015 a 2017, a taxa de desemprego subiu de 6,7% para 11,6%, uma alta de quase 5 pontos percentuais que representou quase 4 milhões de desempregados.

Uma parte das perdas nos rendimentos está associada a transições de empregos com carteira para empregos no setor informal, geralmente de pior qualidade e com remunerações inferiores às do setor formal, que se intensificam nos períodos de desemprego elevado. Neste tipo de transição, as reduções nos rendimentos costumam ser maiores. Da amostra de indivíduos ocupados em 2015 que se tornaram desempregados e se reempregaram em 2016, a porcentagem de empregados com carteira assinada que inicialmente era igual a 64% passou para 45% nesse último ano.

Acesse aqui a íntegra do estudo 

CidadeMarketing com informações do Ipea.

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Editor Executivo do Portal CidadeMarketing.com.br > Mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal de Sergipe. Possui MBA Executivo em Administração com ênfase em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro. Consultor, Palestrante e Pesquisador sobre Empreendedorismo, Marketing, Redes Sociais e Negócios Digitais. Professor, Palestrante TedxTalks e Campus Party.

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