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Ministério Público de Minas Gerais afirma que houve crime de homicídio doloso praticado pela Vale no rompimento da barragem em Brumadinho/MG

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Integrantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal e polícias Civil e Militar forneceram detalhes, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira, sobre a operação desta manhã que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária expedidos pelo Juízo de Brumadinho, visando apurar responsabilidade criminal pelo rompimento das barragens na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

O promotor de Justiça de Brumadinho William Garcia Pinto falou sobre as investigações. “A barragem rompeu com toda a sua fúria num evento que representantes da Vale insistem em afirmar que foi acidente, mas o Ministério Público e as polícias de Minas Gerais têm hoje a convicção de que ocorreu a prática de um crime doloso e um crime de homicídio, por meio do qual diversos atores assumiram o risco de produzir centenas de mortes”, afirmou.

Os oito investigados presos são funcionários da Vale, entre eles, quatro gerentes (dois deles, executivos) e quatro integrantes das respectivas equipes técnicas. Conforme apurado, todos são diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da Barragem 1, rompida no dia 25 de janeiro.

As prisões temporárias foram decretadas pelo prazo de 30 dias, tendo em vista razões de autoria ou participação dos investigados na prática de crimes de homicídio qualificado, considerados hediondo. Os presos estão sendo ouvidos pelo MPMG, em Belo Horizonte. Também são apurados possíveis crimes ambientais e de falsidade ideológica.

Foram, ainda, alvos de busca e apreensão, em São Paulo e Belo Horizonte, quatro funcionários (um diretor, um gerente e dois integrantes do corpo técnico) da empresa alemã Tüv Süd, a qual prestou serviços para a Vale, referentes à estabilidade da barragem rompida. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na sede da empresa Vale, no Rio de Janeiro.

Os documentos e provas apreendidos foram encaminhados ao MPMG para análise.

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