A Ri Happy mantém suas operações e os preparativos para a Black Friday e o Natal, mesmo após protocolar um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A iniciativa faz parte de uma reestruturação financeira e operacional conduzida pela nova gestão, após a aquisição do grupo pela BluSun Capital Partners.
O pedido foi apresentado à Justiça de São Paulo em 18 de outubro de 2026 e envolve seis empresas do grupo, incluindo a PBKids. Segundo informações publicadas pelos portais g1 e Exame, credores que representam R$ 308,8 milhões em créditos já aderiram ao plano, o equivalente a aproximadamente 42,38% do total abrangido pela negociação.
Em posicionamento enviado ao CidadeMarketing, a companhia afirmou que as lojas físicas e os canais digitais seguem funcionando normalmente. Além disso, informou que suas equipes estão concentradas no atendimento aos consumidores e na preparação para os dois períodos comerciais mais relevantes do calendário do varejo de brinquedos.
Ri Happy aposta na reestruturação financeira e operacional
A recuperação extrajudicial integra a agenda de transformação iniciada em 31 de agosto de 2026, quando a BluSun Capital Partners assumiu o controle do Grupo Ri Happy. A companhia foi fundada por Héctor Nuñez, que também passou a liderar a operação como CEO.
A nova estrutura de gestão reúne Carlos Fernandes, como COO; Diego Motta, como CFO; Sandra Haddad, como diretora comercial; Alexandra Carrão, como diretora de Gente e Gestão; e Robledo Castro, como CIO/CDO.
De acordo com a empresa, a estratégia busca reequilibrar a estrutura de capital, aumentar a eficiência operacional e aprimorar o atendimento às crianças e às famílias brasileiras. Ao mesmo tempo, a gestão pretende estabelecer condições para a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
A companhia também informou que vem adotando medidas voltadas ao controle de liquidez, à readequação da estrutura de capital e à disciplina de custos. Essas iniciativas acompanham a revisão do desempenho das lojas físicas e dos canais digitais, além de melhorias na experiência de compra.
Pedido envolve R$ 827,4 milhões em dívidas
O plano de recuperação extrajudicial abrange a renegociação de R$ 827,4 milhões em dívidas. Até a apresentação do pedido, credores com R$ 308,8 milhões em créditos haviam aderido à proposta, conforme informações divulgadas pela imprensa.
O mecanismo permite que uma empresa negocie condições de pagamento diretamente com seus credores e, posteriormente, submeta o plano à homologação judicial. Portanto, o protocolo do pedido não significa que a renegociação esteja definitivamente aprovada.
A iniciativa ocorre em um cenário de pressão sobre o varejo brasileiro. Entre os fatores apontados pela companhia estão os juros elevados, as mudanças no comportamento de consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia.
Além disso, o grupo informou que realizou ajustes nas equipes corporativas e iniciou a preparação para a mudança de sede. Segundo a empresa, as medidas procuram adequar a estrutura administrativa e financeira às necessidades da operação.
Black Friday e Natal seguem no planejamento da companhia
Apesar do processo de renegociação, a Ri Happy afirma que mantém o atendimento ao consumidor e os preparativos comerciais para a Black Friday e o Natal.
As duas datas concentram oportunidades relevantes para o segmento de brinquedos, presentes e produtos infantis. Por isso, a continuidade das operações é um ponto central na estratégia comunicada pela empresa durante a reestruturação.
A varejista pretende preservar a experiência de compra em suas lojas e plataformas digitais, mantendo a oferta de marcas e produtos associados à sua trajetória no mercado brasileiro.
Entretanto, a continuidade das operações não elimina os desafios financeiros enfrentados pelo grupo. A renegociação busca justamente reorganizar os compromissos financeiros e criar condições para a manutenção das atividades comerciais.
Relacionamento com fornecedores e parceiros é prioridade
A Ri Happy também destacou o fortalecimento das relações com fornecedores, franqueados, instituições financeiras, shopping centers e demais parceiros comerciais.
Segundo a companhia, o diálogo com esses públicos é fundamental para buscar soluções conjuntas durante o processo de transformação. A empresa reconhece que a cadeia de negócios depende da colaboração entre diferentes agentes, desde o fornecimento de produtos até a comercialização nas lojas.
Nesse contexto, a gestão afirma que pretende combinar disciplina financeira, eficiência operacional e qualidade no atendimento. A estratégia busca preservar a relação com consumidores e parceiros enquanto o grupo reorganiza suas obrigações.
Nova fase busca preservar a operação da Ri Happy
A recuperação extrajudicial representa uma etapa da reestruturação financeira da Ri Happy após a mudança de controle acionário. Ao mesmo tempo, a empresa procura manter a operação comercial ativa durante um período decisivo para o varejo.
Em seu posicionamento ao CidadeMarketing, o grupo afirmou que pretende preservar a cultura construída ao longo de sua trajetória e continuar evoluindo com clientes e parceiros.
A companhia também reforçou o compromisso com as famílias brasileiras e com as diferentes formas de comprar, brincar, colecionar e se conectar.
Com a proximidade da Black Friday e do Natal, o foco declarado da gestão é manter a operação funcionando, aprimorar a experiência de compra e avançar na reorganização financeira. O andamento do processo e a adesão dos credores serão elementos importantes para os próximos passos da reestruturação.



























