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Abipla lança Anuário 2021

Produção e número de empresas se mantiveram estáveis em 2020, enquanto outros setores e o PIB sofreram queda. Empregos e vendas tiveram alta no varejo

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A ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional acaba de lançar o Anuário 2021 da entidade. Entre os dados revelados, destaque para a manutenção dos números de produção e de empresas pertencentes ao setor, os bons índices de emprego – agora apurados com maior precisão, por conta das alterações provocadas pelo e-Social – e a alta das vendas no varejo, em Reais. “Em 2019, o faturamento das vendas no varejo somava cerca R$ 26 bilhões – o equivalente, à época, a US$ 6,6 bilhões. Em 2020, atingiu cerca de R$ 30 bilhões, mas, por conta da intensa desvalorização do Real no ano passado, o valor, em dólares, foi de US$ 5,5 bilhões”, diz o diretor-executivo da entidade, Paulo Engler.

Segundo a publicação, a produção de saneantes fechou 2020, praticamente estável, com retração de 0,3%. O número é bastante superior ao da produção industrial brasileira, que apresentou baixa de 4,5% no ano passado – e ao do próprio PIB nacional, que teve queda de 4,1% no mesmo período. Além disso, o total de empresas que compõem o setor também apresentou estabilidade: eram 2.611, em 2019, contra 2.589, em 2020. “Temos apresentado números superiores ao PIB já há alguns anos. Dadas as dificuldades enfrentadas, por toda economia mundial no ano passado, acredito que os resultados tenham sido positivos”, afirma Engler. “Para 2021, a expectativa é de que a produção do setor cresça 3%”, completa.

Empregos

Os dados de empregos, por sua vez, apresentaram evolução, em parte por conta da nova metodologia de aferição adotada pelo Governo Federal, que agora usa dados do e-Social, que reflete melhor o universo de trabalhadores temporários e terceirizados. Dessa forma, os empregos diretos saltaram de cerca de 58 mil, em 2019, para 87 mil, em 2020. “Na prática, hoje se verifica que o volume de movimentações no e-Social é superior ao do CAGED, isso se explica pelo fato de que o e-Social capta melhor os temporários, já que a declaração deste tipo de vínculo era opcional no CAGED, enquanto no e-Social é obrigatório”, justifica Engler.

Apesar das mudanças na metodologia, Engler afirma que, mesmo considerando apenas os dados do CAGED, os fabricantes de limpeza registram saldo positivo de vagas, nos últimos anos. “O setor é um grande gerador de empregos e, independentemente do modelo adotado, temos registrado saldo positivo de vagas, mesmo que, até 2020, não tenhamos captado, totalmente, o total de empregos terceirizados ou temporários”.

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Editor Executivo do Portal CidadeMarketing.com.br > Mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal de Sergipe. Possui MBA Executivo em Administração com ênfase em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro. Consultor, Palestrante e Pesquisador sobre Empreendedorismo, Marketing, Redes Sociais e Negócios Digitais. Professor, Palestrante TedxTalks e Campus Party.

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