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Poesia e religiosidade no documentário sobre o músico baiano Dorival Caymmi

Curta! tem 24 horas de programação especial no Dia da Consciência Negra

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O cantor e compositor Dorival Caymmi (Foto: Divulgação/Canal Curta!)

A obra de Dorival Caymmi, um dos cantores e compositores mais icônicos da Bahia, se confunde com uma maneira muito própria de viver. O documentário experimental “Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar”, do diretor Henrique Dantas, estreia na TV pelo canal Curta! e pretende contemplar sua forma de existir e de pensar, como se o artista pudesse se transformar em um verbo: “dorivar”.

Caymmi, falecido em 2008, foi o primeiro a cantar os orixás do candomblé na música popular brasileira. Ele transportou para a música e para a pintura — outro de seus talentos — sua religiosidade, os misticismos de um povo e toda uma poética fortemente ligada à praia. O filme segue uma linha poética em que artista transcende a morte; Caymmi, portanto, não morreu. Virou mar.

O longa conta com imagens de arquivo em que o próprio Caymmi fala de suas percepções e filosofias de vida, além de depoimentos de artistas como Gilberto Gil, Tom Zé, Jussara Silveira, Adriana Calcanhotto, entre outros que desfrutaram da companhia do compositor ou que regravaram suas canções.

“Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar” é uma produção da Hamaca viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia é na Segunda da Música, 16 de novembro, às 22h20.

Curta! tem 24 horas de programação especial
no Dia da Consciência Negra

Durante o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o canal Curta! terá uma programação especial completamente focada na reflexão sobre questões raciais. De 0h de sexta-feira até o último programa do dia, serão exibidos documentários e séries que irão abordar noções de raça, discutir o impacto do racismo e da escravidão, além de relembrar e celebrar o legado de grandes ativistas pelos direitos civis dos negros e negras.

Entre os documentários, estão “Libertem Angela Davis”, sobre a filósofa e ativista norte-americana; “A Última Abolição”, sobre o período da abolição da escravidão no Brasil; e “Palmares: Coração Brasileiro, Alma Africana”, sobre o ataque ao quilombo dos Palmares e a trajetória de Zumbi dos Palmares, símbolo de resistência e de luta. Entre as séries, estão “Rotas da Escravidão” e “O Movimento Negro nos Estados Unidos desde Martin Luther King”. A exibição é na Sexta do Pensamento, Dia da Consciência Negra, 20/11, o dia todo.

Segunda da Música – 16/11

22h20 – “Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar” 
Ele foi o primeiro a cantar os orixás e a introduzir o tempo do candomblé na música popular brasileira. Desafiou a própria morte ao se entregar nos braços de Iemanjá e — Obá de Xangô consagrado que era — não morreu. Dorival Caymmi virou mar. É nessa linha poética que o novo documentário experimental em longa-metragem do diretor Henrique Dantas mergulha na vida do mais icônico compositor que a Bahia já produziu. “Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar” reúne depoimentos, lembranças e reflexões de artistas como Gilberto Gil, Tom Zé, Jussara Silveira, Tiganá Santana, Arlete Soares, Adriana Calcanhotto, entre outros que desfrutaram do privilégio de terem convivido com ele, ou que regravaram sua obra. O filme aborda conceitos presentes na vida e obra de Caymmi e apresenta falas reveladoras do compositor, garimpadas em antigas entrevistas radiofônicas, nas quais ele mostra alguns de seus posicionamentos estéticos e políticos. No documentário, Caymmi é representado como uma maneira de ser, de existir, de pensar. Direção: Henrique Dantas. Duração: 88 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 17 de novembro, terça-feira, às 02h20 e às 16h20; 18 de novembro, quarta-feira, às 10h20; 21 de novembro, sábado, às 15h20; 22 de novembro, domingo, às 22h20.

Terça das Artes – 17/11

22h20 – “Bernardes” (documentário)
Com narrativa não linear, o filme aborda de forma contundente e clara a polêmica vida profissional e familiar do arquiteto, urbanista, designer, escritor, poeta e inventor Sergio Bernardes. Um homem de personalidade afiada e corajosamente inventiva, questionadora e extremamente bem-humorada. Diretores: Gustavo Gama Rodrigues e Paulo de Barros. Duração: 85 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 18 de novembro, quarta-feira, às 2h20 e às 16h20; 19 de novembro, quinta-feira, às 10h20; 22 de novembro, domingo, à meia-noite.

 

Quarta de Cinema – 18/11

23h40 – “Grandes Cenas” – Ep. “Pixote, a Lei do Mais Fraco” 
O diretor Hector Babenco relembra a cena da amamentação em “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), um momento mágico que sintetiza o filme, sua delicadeza e brutalidade. Diretor: Ana Luiza Azevedo, Vicente Moreno. Duração: 15 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 19 de novembro, quinta-feira, às 3h40 e 17h40; 21 de novembro, sábado, às 21h40.

Quinta do Pensamento – 19/11

19h – “Cidades Possíveis” – Ep. “Água Potável e Saneamento”
Fundamentais para a manutenção do equilíbrio ambiental, saúde e bem-estar da população urbana, as questões da água de qualidade e saneamento básico lidam com a sustentabilidade ambiental. Neste episódio, são apresentadas alternativas ecológicas para o tratamento de efluentes, apontando para exemplos em Campinas (SP), cidade que detém os melhores índices de coleta de esgoto e abastecimento de água entre as capitais do Brasil. Além de práticas de saneamento ecológico, são apresentadas, ainda, possibilidades de aproveitamento de energia a partir do esgoto e iniciativas para a conservação dos mananciais hídricos e recuperação de nascentes. Duração: 26 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: dia 21 de novembro, sábado, às 09h30; dia 23 de novembro, segunda-feira, às 7h.

Sexta da Sociedade – 20/11

25 horas deEspecial Consciência Negra” 
Documentários e séries relacionados às questões raciais.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA: https://canalcurta.tv.br/Programacao/Default.aspx?data=20201120 

DESTAQUES:

20h40 –Libertem Angela Davis” (Documentário)
O documentário retrata a vida de Angela Davis, professora universitária nascida no Alabama e conhecida pelo seu interesse na defesa dos direitos humanos. Ao ficar do lado de três prisioneiros negros nos anos 1970, ela entra para a lista das dez pessoas mais procuradas do FBI e se torna a mulher mais caçada dos Estados Unidos. Diretores: Shola Lynch. Duração: 97 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 23 de novembro, segunda-feira, às 14h40.

22h30 –A Última Abolição” (Documentário)
O Brasil foi o último país ocidental a abolir a escravidão, fato que se deu apenas em 1888. O documentário “A Última Abolição” aborda a escravidão no Brasil, com especial enfoque no período da abolição, destacando os movimentos abolicionistas, a resistência escrava, o papel das mulheres negras na resistência, as discussões da elite do país no período, culminando com a assinatura da Lei Áurea e suas consequências para a população negra. Diretora: Alice Gomez. Duração: 81 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 21 de novembro, sábado, às 2h25; 23 de novembro, segunda-feira, às 16h35.

Sábado – 21/11

19h45 – “Geografia da Arte” (Série) – Ep. “Donald Judd + Marfa”
Um dos artistas americanos mais importantes do século XX, Donald Judd tinha uma carreira de sucesso em Nova York nos anos 70 quando resolveu se mudar para uma pequena cidade quase abandonada, no deserto do estado do Texas. Quando decidiu procurar o isolamento total depois de se tornar famoso no badalado mundo das artes dos anos 70, ele construiu uma das mais fascinantes utopias artísticas do mundo, que inclui hoje a Chinati Foundation e inúmeras outras instituições de arte contemporânea. Diretores: Guto Barra e Tatiana Issa. Duração: 52 min. Classificação: Livre Horários alternativos: 22 de novembro, domingo, às 10h30.

Domingo – 22/11

20h35 – Sessão Tamanduá: “Cinema Novo”
Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, lançou grandes diretores (como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues) e criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema brasileiro.   Diretor: Eryk Rocha. Duração: 93 min. Classificação: Livre.


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