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Inflação avança na parcela mais pobre da população brasileira no mês de julho, aponta pesquisa do IPEA

Indicador Ipea aponta variação de 0,22% para as famílias de renda muito baixa em julho, e de 0,17% para as mais ricas

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou nesta quarta-feira, dia 21, a seção de inflação da Carta de Conjuntura, que traz previsões para a inflação em 2019 e apresenta o resultado de julho do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. De acordo com o indicador, a inflação da parcela mais pobre da população avançou 0,22% em julho, enquanto a do grupo de renda alta subiu 0,17%. Essa variação mais intensa entre as classes de renda menor reflete não somente o aumento das tarifas de energia elétrica (reajuste de 4,5%), mas também um desempenho menos benéfico dos alimentos no domicílio.

De acordo com o Grupo de Conjuntura do Ipea, o IPCA deve encerrar 2019 com variação acumulada de 3,75%, levemente abaixo dos 3,90% projetados em junho, na edição anterior da Visão Geral da Carta de Conjuntura.

O Grupo de Conjuntura também projetou que a alimentação em domicílio deve encerrar 2019 com alta de 4,7%, pressionando mais a inflação das classes pobres. Por sua vez, o comportamento do preço dos combustíveis deve trazer descompressão na inflação das famílias mais ricas.

A estimativa da inflação dos serviços educacionais para 2019 passou de 5,0% (da divulgação anterior, projetada em junho) para 5,1%. A inflação dos bens livres (exceto alimentos) prevista para 2019 é de 1,5%, inferior aos 2,0% estimados anteriormente. No caso dos serviços livres, excluindo a educação, a projeção manteve-se em 3,3%.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado mensalmente, com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Acesse a íntegra da seção de inflação da Carta de Conjuntura

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