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BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,4 bilhões no 2T19; Rendas de Tarifas crescem 9,5%

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O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,4 bilhões no 2T19, crescimento de 36,8% em relação ao 2T18. O resultado foi influenciado pelos aumentos da margem financeira bruta e das rendas de tarifas além do controle de custos, que desempenharam abaixo da inflação. O crescimento do RSPL mercado de 13,2% para 17,6%, reforça o compromisso de aumento da rentabilidade. O cálculo do RSPL anualizado (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) foi feito nas tabelas acima utilizando a anualização de forma linear, isto é, a multiplicação do resultado trimestral por quatro e o resultado semestral por dois. Esta metodologia passou a ser utilizada a partir da publicação do relatório do 1T19.

Margem Financeira Bruta cresce 2,5%
Os principais destaques da MFB no trimestre foram: I Crescimento nas receitas financeiras com operações de crédito em R$ 278 milhões, impactadas principalmente pelo crescimento das receitas do crédito a pessoas físicas e pessoas jurídicas, impulsionadas pela evolução da carteira em linhas de maior retorno. II A despesa financeira de captação impactada principalmente pela elevação no saldo de depósitos judiciais e LCA, e por maiores despesas nos depósitos a prazo do Banco Patagonia. A elevação nas despesas de captação institucional foi influenciada principalmente pelo aumento do saldo de captações no exterior. III O resultado de tesouraria foi influenciado positivamente pelo crescimento no volume de TVM e pelas receitas impactadas pela reavaliação curva no Brasil e na tesouraria do Banco Patagonia. Além disso, o modelo de apropriação de receitas e despesas, influenciado pela quantidade de dias úteis e corridos, gerou efeito positivo em linhas como as de operações compromissadas.

Despesa com PCLD cresce 4,2%
A despesa com PCLD – Risco de Crédito aumentou 4,2% em relação ao 1T19, alcançando R$ 5,1 bilhões no 2T19, influenciado pelo aumento da PCLD da carteira PJ (16,5%). A despesa de PCLD Líquida, que considera a Recuperação de Crédito, aumentou 13,9% na comparação com o 1T19, impactada pela menor recuperação no período (redução de 13,4%).

Rendas de Tarifas crescem 9,5%
As receitas com prestações de serviços e tarifas bancárias cresceram 9,5% em relação ao 1T19, o que demonstra o sucesso da estratégia de relacionamento e da especialização e inovação na oferta de produtos financeiros. No comparativo 2T19/1T19 destaque para o aumento de 106,8% em Rendas do Mercado de Capitais devido, principalmente, à oferta de ações (IPO) da Neoenergia em que o BB atuou como coordenador líder. Desempenho positivo em Administração de Fundos com aumento de R$ 91,8 milhões em relação ao trimestre anterior, fruto do aumento dos recursos administrados em jun/19, que alcançou recorde R$ 1,1 trilhão ante R$ 981,7 bilhões em mar/19; crescimento de R$ 70,7 bilhões no trimestre. O crescimento das rendas com Seguros, Previdência e Capitalização, na comparação com 1T19, ocorreu devido às maiores rendas com corretagem, especialmente em previdência com captação líquida de R$ 2,9 bilhões no 2T19, ante R$ 938 milhões em 1T19.

Índice de Eficiência de 36,2%
Em relação ao 2T18, as despesas administrativas reduziram 1,1%, resultando em um índice de eficiência em 12 meses de 36,2% no 2T19, melhora de 170 bps. Trata-se do melhor índice da série histórica.

Carteira de Crédito
A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 686,6 bilhões, próximo à estabilidade na comparação com junho/18 (-0,4%).

A carteira PF ampliada cresceu 7,8% em relação a junho/18 (+R$ 14,7 bilhões), fruto do desempenho positivo em crédito consignado (+R$ 6,0 bilhões), em empréstimo pessoal (+R$ 4,8 bilhões) e financiamento imobiliário (+R$ 2,5 bilhões). A carteira de crédito classificada PJ retraiu 7,8% em relação a junho/18, principalmente pelo volume de amortizações no segmento de grandes empresas (-R$ 17,0 bilhões). No segmento MPME, que considera clientes com faturamento anual de até R$ 200 milhões, destaque para o crescimento de 37,1% na linha capital de giro (+R$ 6,9 bilhões). O crédito rural apresentou desempenho positivo de 0,7% em relação a junho/18 (R$ 1,1 bilhão), com destaque para a carteira de FCO Rural (R$ 2,6 bilhões), Investimento Agropecuário (R$ 2,5 bilhões) e Pronaf (R$ 231 milhões), que compensou a queda do Pronamp (R$ 1,1 bilhão). O BB desembolsou R$ 82,3 bilhões no Plano Safra 2018/2019, aumento de 2,4% em relação ao plano anterior. O índice de inadimplência INAD+90d (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) alcançou 3,25% em junho/19. Ao desconsiderar o efeito de caso específico o índice seria de 2,61%.

Otimização dos Investimentos Estratégicos
Em 2019, com objetivo de otimizar o valor dos investimentos estratégicos do BB houve: I Alienação da participação indireta, via BB Seguridade, no capital do IRB – Brasil Resseguros S.A. (IRB). Estima-se impacto positivo no resultado do terceiro trimestre de 2019 de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, líquido de impostos e aumento positivo residual no índice de capital principal, conforme fato relevante de 19 de julho de 2019. II Alienação da participação do BB Banco de Investimento S.A. (BB-BI) nas ações da Neoenergia S.A.. Os impactos no resultado e no índice de Capital Principal foram residuais e ocorreram no segundo trimestre de 2019, conforme comunicado ao mercado de 28 de junho de 2019. III Alienação direta na Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE). Os impactos no resultado e no índice de Capital Principal foram residuais e ocorreram no segundo trimestre de 2019, conforme comunicado ao mercado de 28 de maio de 2019. IV Dissolução e início da liquidação da BB Turismo, conforme comunicado ao mercado de 10 de junho de 2019. V Alienação direta e indireta, por meio do BB-BI, na Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec). Os impactos são residuais no resultado e no capital do terceiro trimestre de 2019, conforme comunicado ao mercado de 24 de julho de 2019.

Reorganização Institucional
De forma a ampliar a competitividade, por meio da transformação digital e do dinamismo do modelo de atendimento e relacionamento, o Conselho de Administração (CA) do BB aprovou um conjunto de ações para a reorganização institucional: I Transformação digital: criação da Unidade Inteligência Analítica, que acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com Inteligência Analítica e Inteligência Artificial. II Melhor experiência aos clientes e incrementar a eficiência operacional: criação de 42 Agências Empresas, transformação de 333 agências em Postos de Atendimento Avançado (PAA) e outros 49 PAAs em agências. III Otimizar a distribuição da força de trabalho: Programa Adequação de Quadros (PAQ) que visa equacionar as situações de vagas e de excessos nas unidades do Banco. A implementação dessas ações ocorrerá no segundo semestre de 2019 e o impacto financeiro do programa será divulgado até o final de agosto e não altera as Estimativas 2019, conforme fato relevante de 29 de julho de 2019.

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