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Por dentro da nova logomarca: diretora de Comunicação comenta os caminhos da Coca-Cola Brasil rumo a uma ‘empresa total de bebidas’

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‘Estamos nos consolidando como uma empresa total de bebidas, reconfigurando estratégia de crescimento e modelo operacional para atender cada vez mais às demandas das pessoas’, diz diretora de Comunicação, Marina Peixoto Mirian Fichtner

De uma icônica garrafinha de Coca-Cola para mais de 200 produtos. Ao longo dos seus 76 anos, a Coca-Cola Brasil vem crescendo e inovando para levar às pessoas os sabores que mais amam, em diversas ocasiões. Conforme o mundo e as pessoas mudam, a empresa se transforma e, a partir de agora, esse dinamismo se reflete também em uma nova logomarca corporativa. Isso mesmo, a Coca-Cola Brasil está de “cara” nova. A logo, que antes usava a tipografia de seu principal produto — a Coca-Cola — ganha uma nova fonte, rodeada por ícones que representam as diversas opções de produtos que a empresa oferece ao consumidor para as 24 horas do dia. Mas 2018 trouxe também outras novidades, como a inauguração de um centro de inovação dentro da própria sede, no Rio de Janeiro.“Estamos evoluindo para ser cada vez mais uma empresa total de bebidas. Como disse o CEO da The Coca-Cola Company, James Quincey, a Coca-Cola sempre será o coração e a alma da companhia, mas a empresa foi além, e precisa ser maior do que a própria marca que a originou”, explica Marina Peixoto, diretora de Comunicação, que conversou com o Journey sobre essa e outras mudanças.


Journey: Por que mudar a logo da Coca-Cola Brasil?

Marina Peixoto: O mundo está mudando e, nós, como empresa, também. Então, a mudança da logomarca é um reflexo natural desse processo. Alinhados com a The Coca-Cola Company, que adotou a nova logo no ano passado, estamos nos consolidando como uma empresa total de bebidas, reconfigurando estratégia de crescimento e modelo operacional para atender cada vez mais às demandas das pessoas. Com a nova logo, deixamos de usar a tipografia do nosso principal produto para destacar essa visão de um portfólio cada vez mais amplo, focado no consumidor. A nova logo traz numa mandala, além do refrigerante, alguns dos diferentes produtos que podem fazer parte do cotidiano do consumidor em diversas ocasiões, ao longo das 24 horas do dia. Como disse o CEO da The Coca-Cola Company, James Quincey, a Coca-Cola sempre será o coração e a alma da companhia, mas a empresa foi além, e precisa ser maior do que a própria marca que a originou. Nunca perderemos a essência, mas estamos sempre nos modernizando e nos colocando à frente da mudança, de visão, de cultura. Em setembro, por exemplo, inauguramos um centro de pesquisa e desenvolvimento dentro da nossa própria sede, no Rio de Janeiro, o que trará ainda mais agilidade nesse processo de transformação.
‘O mundo está mudando e, nós, como empresa, também. Então, a mudança da logomarca é um reflexo natural desse processo’

Quais são as novidades e qual é o principal conceito por trás da nova logomarca?
É a primeira vez que a The Coca-Cola Company altera a fonte da assinatura corporativa, desde a sua criação, em 1886. Desenvolvida pela Brody Associates em parceria com a equipe global de design, a nova logo mistura elementos da herança de Coca-Cola em uma forma mais contemporânea. A paleta de cores reflete a diversidade do nosso portfólio, das diferentes culturas em que operamos e dos diferentes consumidores que atendemos. Além disso, o nome da companhia se torna o centro de gravidade e, em volta dele, temos uma referência circular com múltiplos simbolismos: das 24 horas do nosso dia, da variedade de nosso portfólio em diferentes momentos dessas 24 horas, do impacto do nosso negócio no planeta, ou de uma simples gota de água, base de todos os nossos produtos.

A variedade de portfólio representada na logo reflete quais mudanças práticas na Coca-Cola Brasil?
Hoje, o nosso portfólio tem 213 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria, e já atuamos em nove segmentos: refrigerantes, água, café, chás, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e bebidas vegetais. Desde 2017, entre os novos negócios, estão o lançamento de Fanta Guaraná, Crystal Sparkling, Del Valle 100% Origens, a aquisição da Laticínios Verde Campo e a incorporação de AdeS em nosso portfólio, com as novas bebidas vegetais de amêndoas e coco. Mas não estamos pensando somente no lançamento de novas bebidas. Nos últimos três anos, repensamos as receitas de 27 produtos por meio de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Em 2017, reduzimos o açúcar adicionado em 17 produtos, além de torná-los mais nutritivos, com a adição de vitaminas e minerais. Cerca de 75% das nossas 20 marcas têm versões de baixa caloria. Em relação a embalagens, além de investir em tamanhos menores, também estamos investindo mais em retornáveis, focando no nosso compromisso com a sustentabilidade e com um mundo sem resíduos.

Esse conceito da nova logomarca corporativa também reflete uma mudança cultural na empresa, certo? Poderia falar um pouco sobre isso?
Claro! Para refletir cada vez mais essa visão de empresa total de bebidas, nossa estrutura, ano passado, sofreu alterações e criamos duas novas vice-presidências: uma focada em bebidas não carbonatadas e outra focada na transformação digital. Estamos num processo de mudança cultural bastante forte, e essa nova mentalidade tem sido realidade em todas as áreas da companhia. Parafraseando novamente James Quincey, para se tornar uma empresa de total bebidas, precisamos ser curiosos e entender melhor nossos consumidores, clientes e competidores. Precisamos ser empoderados para encontrar meios de tornar ideias em realidade e gerar crescimento. E crescimento só acontece quando colocamos algo em ação, tomando risco, aprendendo e melhorando. Também crescemos mais e mais rápido quando envolvemos todos. A nova logo é um símbolo dessa mudança que estamos vivendo todos os dias e de cada uma das decisões que tomamos como parte do nosso negócio. E só o começo de uma nova jornada, conectada com as mudanças dentro e fora da companhia.

Texto produzido por Colabora Marcas

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