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Impactada pelo novo varejo e com dívida de R$ 674 milhões, Saraiva pede recuperação judicial

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Divulgação

Maior rede de livrarias do país, a Saraiva fez pedido de recuperação judicial nesta sexta-feira (23). A decisão foi tomada depois de não conseguir um acordo para renegociar as pendências financeiras com os fornecedores de livros, que somam R$ 675 milhões.  O pedido foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo. Em comunicado, a Saraiva afirmou que o pedido de recuperação não altera o funcionamento das unidades espalhadas por 17 Estados do país. “A recuperação judicial não altera, de forma alguma, o funcionamento da área de varejo, que segue, na data de hoje, com 85 lojas físicas em todo o Brasil e com sua operação de comércio eletrônico”, dizia um trecho do texto.

A marca vinha enfrentando dificuldades financeiras há tempos, levando-a a atrasar pagamento de fornecedores.

“No início deste ano, a Laselva, famosa por sua presença em aeroportos, fechou as portas após ter sua falência decretada pela Justiça. Em março, a francesa Fnac anunciou o fim de suas operações no Brasil, e em outubro o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, deferiu o pedido de recuperação judicial protocolado pela Livraria Cultura. O movimento do mercado, em que os custos de produção aumentaram, o poder de compra dos consumidores diminuiu afetando a demanda e a concorrência acirrada do novo varejo orientado ao mercado digital, acarretou a essas marcas acumularem perdas, as quais passaram a ter fluxo de caixa negativo nos últimos anos. Com dívidas exorbitantes e impactadas pelas inovações de empresas como Amazon, as livrarias no Brasil tendem a desaparecerem”, afirma Thales Brandão, editor executivo do Portal CidadeMarketing e mestre em comunicação e sociedade.

Confira a nota completa da Saraiva:

 Saraiva S.A. Livreiros Editores (B3: SLED3 e SLED4)(“Saraiva” ou “Companhia”), em atendimento ao art. 157, §4º da Lei nº 6.404/76 e nos termos da Instrução CVM nº 358/02, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que ajuizou, nesta data, pedido de recuperação judicial junto à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, sob o n º 1119642-14.2018.8.26.0100 (“Recuperação Judicial”), a fim de reorganizar as obrigações junto a seus credores. A Companhia optou por esse movimento devido à necessidade de buscar proteção para a repactuação de seu passivo e de sua controlada, Saraiva e Siciliano S.A. (“Varejo”), junto aos seus fornecedores, e garantir a perenidade da operação.

A Companhia tem tomado diversas medidas para readequar seu negócio a uma nova realidade de mercado, com quedas constantes no preço de seu principal produto, o livro, e aumento da inflação.

Desde o início deste ano a Companhia vem propondo, sem sucesso, a renegociação de seu passivo com os fornecedores. Em decorrência do agravamento de sua situação, a Companhia julga que a apresentação do pedido de Recuperação Judicial é a medida mais adequada nesse momento, no contexto da crise no mercado editorial, reflexo do atual cenário econômico do país. O objetivo da operação é proteger o Caixa, fazendo com que a Companhia retome sua estabilidade e, posteriormente, seu crescimento econômico, bem como garantir a preservação da continuidade de sua operação nas lojas físicas e e-commerce.

O total de débitos da Companhia e do Varejo informado no pedido de Recuperação Judicial soma, aproximadamente, R$ 675 milhões. O plano de recuperação será apresentado aos credores em breve.

A Recuperação Judicial não altera, de forma alguma, o funcionamento do Varejo, que segue, na data de hoje, com 85 lojas físicas em todo o Brasil e com sua operação de e-commerce, um dos maiores canais de comércio online do País.

A Saraiva é uma companhia com 104 anos de história e detém uma das maiores redes varejistas de educação, cultura e entretenimento do País, presente em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal, além da relevante operação de e-commerce que cobre todo o território nacional.

A Companhia participa ativamente da vida de crianças, jovens a adultos, e seguirá acreditando na transformação das pessoas por meio do acesso à cultura e educação e na leitura como um dos pilares essenciais para o desenvolvimento do Brasil. A documentação e as informações relativas à Recuperação Judicial estão à disposição na sede da Companhia, na página de Relações com Investidores da Companhia (http://www.saraivari.com.br/) e no site da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br).

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