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Braskem confirma para CVM pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 54 bilhões

Empresa busca proteção de 90 dias para negociar um plano de reestruturação financeira com bancos e detentores de títulos.

Braskem pede recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo para renegociar dívidas de R$ 54 bilhões com bancos e bondholders.

A Braskem pediu recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (24). A empresa acumula aproximadamente R$ 54 bilhões em dívidas com bancos e bondholders.

Com o pedido, a companhia busca obter proteção durante o processo de negociação. O objetivo é construir um plano de reestruturação financeira com os credores.

A empresa deverá contar com um período de 90 dias de proteção para conduzir as negociações. Durante esse período, a Braskem poderá discutir alternativas para reorganizar suas obrigações financeiras.

A informação foi confirmada pela Braskem em comunicado de fato relevante enviado hoje, 24 de agosto, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Braskem enfrenta alto volume de dívidas

O pedido ocorre diante do elevado endividamento da companhia. Segundo as informações divulgadas, as dívidas somam R$ 54 bilhões.

Entre os credores estão instituições financeiras e bondholders, termo utilizado para designar investidores que possuem títulos de dívida da empresa.

A recuperação extrajudicial permite que a companhia negocie uma proposta de reestruturação com seus credores. Dessa forma, o processo busca reorganizar os compromissos financeiros sem necessariamente interromper as atividades operacionais.

Empresa é controlada por IG4 e Petrobras

A Braskem atua no setor petroquímico e está sob controle da IG4 e da Petrobras, conforme as informações apresentadas sobre o pedido.

A companhia possui operações relacionadas à produção de matérias-primas petroquímicas. Entretanto, o pedido de recuperação extrajudicial está relacionado à necessidade de reorganização de suas obrigações financeiras.

Próximos passos

Com a solicitação apresentada à Justiça de São Paulo, a empresa deverá avançar nas negociações com os credores.

O período de 90 dias deverá ser utilizado para discutir as condições de um eventual plano de reestruturação. Além disso, os credores deverão avaliar as propostas apresentadas pela companhia.

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