O tomate e a batata-inglesa foram os principais responsáveis pela alta dos alimentos em junho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prévia da inflação ficou em 0,41%, abaixo dos 0,62% registrados em maio.
Entre os alimentos, a batata-inglesa subiu 29,42% no mês, enquanto o tomate avançou 17,27%, figurando entre os produtos com maior impacto sobre a inflação. Também registraram altas expressivas o feijão-carioca (14,29%) e a cebola (9,54%).
Tomate e batata mais que dobraram de preço no semestre
No acumulado do primeiro semestre de 2026, os aumentos chamam ainda mais atenção. O tomate acumula alta de 103,84%, a cenoura avançou 103,10% e a batata-inglesa registra aumento de 100,20%, segundo os dados do IBGE.
Apesar da desaceleração da alimentação no domicílio, que passou de 1,73% em maio para 0,87% em junho, esses produtos continuaram pressionando o orçamento das famílias brasileiras.
Energia elétrica também impactou a inflação
Além dos alimentos, a energia elétrica residencial apresentou alta de 2,04%, influenciada pela bandeira tarifária amarela e por reajustes em algumas regiões do país.
Entre os itens que contribuíram para reduzir a inflação aparecem a gasolina (-0,73%), o etanol (-5,30%), o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).
No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 3,45%. Em 12 meses, a inflação chega a 4,80%.



























