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Argentino é campeão do Rio Open 2026

Número 51 do mundo derrota Alejandro Tabilo em final de mais de três horas após disputar semifinal e decisão no mesmo dia.

Tomás Etcheverry segurando o troféu de campeão do Rio Open 2026 na quadra de saibro do ATP 500 no Rio de Janeiro.
Tomás Etcheverry comemora o título do Rio Open 2026 após vitória emocionante sobre Alejandro Tabilo na final do ATP 500 no Rio de Janeiro. ©Fotojump
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O argentino Tomás Martín Etcheverry é o grande campeão do Rio Open 2026. Em uma decisão marcada por resistência física, superação e condições climáticas adversas, o número 51 do mundo derrotou o chileno Alejandro Tabilo por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/6 (7/3) e 6/4, após mais de três horas de batalha na quadra de saibro carioca.

Jornada dupla e superação sob chuva e calor intenso

Etcheverry precisou disputar semifinal e final no mesmo dia. As fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro e, posteriormente, o calor intenso, provocaram alterações na programação do torneio. Na semifinal, o argentino já havia enfrentado uma partida extenuante de quase quatro horas.

Mesmo desgastado, voltou à quadra para a final e protagonizou outro duelo físico e técnico de alto nível. Foram 14 aces do argentino contra as potentes batidas do canhoto Tabilo, em um confronto equilibrado decidido nos detalhes.

Em final de mais de três horas, Etcheverry vence Tabilo de virada e conquista seu primeiro título ATP 500 no Rio Open 2026.
Tomás Etcheverry segurando o troféu de campeão do Rio Open 2026 na quadra de saibro do ATP 500 no Rio de Janeiro.

Primeiro título ATP 500 da carreira

Após campanhas como vice-campeão no ATP 250 de Santiago (2023), no ATP 250 de Houston (2023) e no ATP 250 de Lyon (2024), Etcheverry finalmente conquistou seu primeiro título de um torneio ATP 500, justamente em solo brasileiro.

A vitória no Rio Open também representa um salto significativo no ranking: o argentino sobe para a 33ª posição do mundo, aproximando-se de sua melhor marca na carreira (27º).

Premiação milionária e impacto no ranking

Pelo título, Etcheverry recebe uma premiação de aproximadamente R$ 2,4 milhões, enquanto Tabilo leva cerca de R$ 1,2 milhão pelo vice-campeonato.

A conquista reforça a força da Argentina no saibro sul-americano. Etcheverry se torna o terceiro argentino campeão do Rio Open, juntando-se a:

  • Diego Schwartzman (campeão em 2018)
  • Sebastián Báez (campeão em 2024 e 2025)

No simples, o Brasil ainda busca seu primeiro título na história do torneio.

Domínio argentino no torneio

O Rio Open 2026 contou com forte presença argentina, com nove representantes na chave principal:

  • Sebastián Báez
  • Román Andrés Burruchaga
  • Francisco Cerúndolo
  • Juan Manuel Cerúndolo
  • Francisco Comesaña
  • Tomás Martín Etcheverry
  • Mariano Navone
  • Thiago Agustín Tirante
  • Camilo Ugo Carabelli

Número do Etcheverry no Rio Open 2026

Na campanha do título no Rio Open, Etcheverry somou 13 horas e 47 minutos em quadra, com todos os jogos durando mais de duras horas.

O campeão venceu na primeira rodada o compatriota Francisco Comesaña em 2 horas e 36 minutos, passou pelo lituano Vilius Gaubas em 2 horas e 7 minutos, pelo português Jaime Faria em 2 horas e 3 minutos, pelo tcheco Vit Kopriva em 3 horas e 57 minutos, jogo mais longo da história do Rio Open, além da final em 3 horas e 4 minutos contra Tabilo.

Em final de mais de três horas, Etcheverry vence Tabilo de virada e conquista seu primeiro título ATP 500 no Rio Open 2026.
Tomás Etcheverry executando forehand durante a final contra Alejandro Tabilo no Rio Open 2026.
©Fotojump

O que disse o campeão

“Não sei, é um dia muito precioso. Queria conseguir um título um dia, tinha perdido 3 finais e trabalhei muito por este momento, estou muito feliz. Não sei como eu fiz, tirei forças de onde não tinha e a verdade é que não consigo acreditar”, disse o campeão.

“É o dia mais feliz da minha vida. Ganhei o meu primeiro título, não consigo acreditar”, completou ainda na quadra durante a premiação.

A vitória consolida a tradição argentina no saibro e reforça o protagonismo do país no circuito sul-americano.

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