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IPCA: Energia elétrica sobe 12,31% em 2025

Entenda o que é o IPCA e como o índice é calculado.

Entenda o que é o IPCA e como o índice é calculado.
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou 2025 com alta de 4,26%, abaixo do resultado de 2024 (4,83%) e dentro do teto da meta de inflação (4,5%) definida pelo Conselho Monetário Nacional. O dado foi divulgado pelo IBGE.

Em dezembro de 2025, o IPCA registrou variação de 0,33%, acima de novembro (0,18%), mas inferior ao resultado de dezembro de 2024 (0,52%). Este foi o menor índice para um mês de dezembro desde 2018.

Energia elétrica lidera impacto inflacionário
Entre os 377 subitens que compõem o IPCA, a energia elétrica residencial foi o item com maior impacto individual na inflação de 2025, contribuindo com 0,48 ponto percentual e acumulando alta de 12,31% no ano.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, o resultado reflete reajustes tarifários que variaram de -2,16% a 21,95%, além da maior incidência de bandeiras tarifárias ao longo de 2025. Em 2024, por exemplo, a bandeira verde — sem cobrança adicional — vigorou por oito meses.

Habitação puxa inflação anual
O grupo Habitação foi o que mais acelerou no ano, passando de 3,06% em 2024 para 6,79% em 2025, respondendo pelo maior impacto no índice acumulado (1,02 p.p.). Na sequência, os maiores impactos vieram de:

  • Saúde e cuidados pessoais (5,59% | 0,75 p.p.)
  • Despesas pessoais (5,87% | 0,60 p.p.)
  • Educação (6,22% | 0,37 p.p.)

Juntos, esses grupos representaram cerca de 64% da inflação de 2025.

Alimentação desacelera fortemente
O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, desacelerou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025, influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que saiu de alta de 8,23% para apenas 1,43%.

Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa acumularam queda de 2,69%, beneficiados por maior oferta, segundo o IBGE.

Quedas e altas que marcaram o ano
Entre os principais destaques de alta em 2025 estão:

  • Cursos regulares: 6,54%
  • Planos de saúde: 6,42%
  • Aluguel residencial: 6,06%
  • Lanches: 11,35%

Já entre as quedas, chamaram atenção:

  • Arroz: -26,56%
  • Leite longa-vida: -12,87%
  • Eletrodomésticos e aparelhos telefônicos

Variação acumulada no ano (%) – IPCA e Serviços
Comparativo 2024 x 2025

Item2024 (%)2025 (%)
IPCA4,834,26
Índice de Serviços4,786,01
Alimentação fora do domicílio6,296,97
Aluguel residencial3,456,06
Condomínio6,255,14
Mudança2,402,56
Mão de obra7,077,41
Consertos e manutenção4,296,84
Passagem aérea-22,207,85
Transporte escolar6,824,23
Transporte por aplicativo9,9756,08
Seguro voluntário de veículo6,30-5,67
Conserto de automóvel5,886,94
Estacionamento6,826,42
Pintura de veículo7,087,71
Aluguel de veículo16,594,28
Serviços médicos e dentários7,587,68
Serviços laboratoriais e hospitalares5,985,51
Costureira5,105,02
Manicure10,109,93
Empregado doméstico3,365,36
Cabeleireiro e barbeiro6,098,05
Depilação7,377,85
Despachante3,53-0,33
Serviço bancário8,033,22
Sobrancelha6,886,80
Clube2,6610,07
Tratamento de animais (clínica)2,614,56
Casa noturna4,459,61
Hospedagem8,389,61
Pacote turístico-3,847,09
Serviço de higiene para animais4,587,68
Cinema, teatro e concertos3,227,02
Cursos regulares6,946,54
Cursos diversos5,545,67
Plano de telefonia móvel3,942,82
TV por assinatura4,694,28
Acesso à internet0,000,00
Serviços de streaming10,886,37
Combo de telefonia, internet e TV por assinatura5,131,30

Vitória registra maior inflação regional
Entre as localidades pesquisadas, Vitória (ES) teve a maior inflação acumulada em 12 meses (4,99%), puxada principalmente pela alta da energia elétrica (17,48%) e dos planos de saúde. O menor resultado foi registrado em Campo Grande (3,14%), com destaque para quedas nos preços do arroz, frutas e carnes.

O que é o IPCA e como a pesquisa é realizada
O IPCA mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. A pesquisa é realizada pelo IBGE, com coleta contínua de preços em 16 regiões metropolitanas, além do Distrito Federal e alguns municípios estratégicos.

Os preços são coletados em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, concessionárias e domicílios, refletindo o custo de vida real da população. O IPCA é o índice utilizado pelo Banco Central para definir e monitorar a política monetária do país.

A análise mensal é realizada nos principais centros urbanos do Brasil. Para isso, o IBGE coleta preços nas regiões metropolitanas de Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), além do Distrito Federal. A pesquisa também conta com levantamentos realizados nos municípios de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Aracaju (SE).

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