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São Silvestre: corredores ficam sem medalhas na histórica 100ª edição

A organização se pronunciou oficialmente pelas redes sociais.

Corredores denunciam falta de medalhas e falhas na 100ª São Silvestre. Vídeos, vendas irregulares e cobrança por posicionamento oficial.
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A Corrida Internacional de São Silvestre chegou à sua 100ª edição como o maior e mais simbólico evento de corrida de rua do Brasil.  O etíope Muse Gizachew protagonizou um desfecho eletrizante ao vencer a Corrida Internacional de São Silvestre em sua 100ª edição, disputada na manhã desta quarta-feira (31), em São Paulo. Com um sprint decisivo na reta final, Gizachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech nos últimos 50 metros e garantiu o lugar mais alto do pódio, enquanto o brasileiro Fábio Jesus completou a prova na terceira colocação. No feminino, a tanzaniana Sisilia Panga confirmou o favoritismo e conquistou o título, e a brasileira Núbia Oliveira repetiu o desempenho de 2024 ao assegurar novamente o terceiro lugar.

O caráter histórico, porém, acabou ofuscado por uma onda de reclamações nas redes sociais e em grupos de corredores após atletas relatarem que não receberam medalhas, além de falhas na entrega de camisetas, hidratação e brindes ao final da prova.

Kits e valores: o que foi oferecido aos corredores
Para a edição centenária, a organização comercializou diferentes modalidades de kits, com valores elevados e promessa de experiência diferenciada:

Kit Geral (R$ 319,90): camiseta, sacola, medalha e número de peito.
Kit Centenário (R$ 439,90): camiseta, camiseta finisher, pin comemorativo, sacola, medalha e número de peito.
Kit Premium (R$ 990,90): camiseta, camiseta finisher, pin comemorativo, corta-vento, boné, sacola, medalha e serviços exclusivos na Expo e na Arena da prova.

Justamente por se tratar da edição número 100, muitos corredores afirmam que a expectativa em torno da medalha — símbolo máximo da conquista esportiva — era ainda maior.

Falhas antes e depois da largada
Na véspera da corrida, diversos atletas já haviam relatado que não receberam as camisetas durante a retirada dos kits. À época, a organização divulgou nota informando que os itens seriam enviados ao longo do mês de janeiro, o que gerou apreensão entre os participantes sobre a condução do evento.

No dia da prova, os temores se confirmaram: corredores cruzaram a linha de chegada sem receber medalhas, além de relatos de falta de água e de brindes tradicionais, como sorvetes, distribuídos ao final do percurso.

Para muitos atletas, a medalha vai além de um brinde. Ela representa meses de treino, superação pessoal e registro histórico, especialmente em um evento centenário como a São Silvestre.

Vídeos e denúncias agravam a crise
A insatisfação aumentou após a circulação, nas redes sociais, de vídeos que mostram dois homens usando camisetas de “staff” da São Silvestre supostamente tentando comercializar medalhas em uma estação de metrô em São Paulo. No próprio dia da corrida, anúncios de medalhas da 100ª edição da São Silvestre começaram a surgir em plataformas como a OLX, com valores que variavam entre R$ 450 e R$ 1.000. É comum que moedas, medalhas e outros adereços históricos de eventos esportivos sejam comercializados em plataformas C2C, sobretudo para atender colecionadores e amantes do esporte.

Em fóruns, grupos de corrida e comentários online, atletas cobram um posicionamento oficial da organização e discutem, inclusive, a possibilidade de ação judicial coletiva contra os responsáveis pelo evento.

A organização se manifestou pelas redes sociais
O CidadeMarketing tentou contato com a organizadora do evento, a Vega Sports, por meio do número de whatsapp e e-mails faleconosco@saosilvestre.com.br e contato@vegasports.com.br. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. Uma mensagem automática informa que a empresa está em recesso e que os atendimentos serão retomados em 5 de janeiro.

Pelas redes sociais, a organização da Corrida Internacional de São Silvestre informou que um número reduzido de atletas e corredores foi afetado pelos problemas registrados na centésima edição do evento. Segundo os organizadores, será utilizado o apoio de inteligência artificial na construção de um relatório detalhado para apurar a atuação de um grupo que fraudou números de peito, misturou-se aos atletas nos postos de hidratação e subtraiu medalhas.

Em nota oficial, a organização declarou:

“A organização da Corrida Internacional de São Silvestre informa que todas as camisetas e medalhas dos atletas da centésima edição que não foram contemplados serão enviadas até o dia 31 de janeiro.

Uma força-tarefa da equipe da São Silvestre entrará em contato com esse público a partir da próxima segunda-feira (5/1) para conferência e confirmação de dados. Os produtos serão entregues diretamente nas residências dos atletas.

Durante o processo de verificação, qualquer contato pode ser realizado por meio do telefone (11) 9 1345-9749 ou pelo e-mail faleconosco@saosilvestre.com.br.

Os organizadores lamentam que a experiência de uma parcela pequena, porém absolutamente importante, da São Silvestre não tenha sido completa e pedem sinceras desculpas a esse contingente específico, que representa menos de 2% do total de participantes.”

A organização também ressaltou que, apesar de toda a preparação e da operação integrada com as forças de segurança, a edição centenária foi impactada pela reprovável ação de milhares de “pipocas”, como são classificados os invasores de corridas de rua. De acordo com a nota, esse grupo clonou números de peito, misturou-se aos atletas nos pontos de hidratação e subtraiu medalhas, mesmo diante de rigorosos processos de conferência realizados pelo staff da prova.

Ainda assim, a entidade destacou que, apesar da ação infame dos chamados “pipocas”, os 15 quilômetros da prova transcorreram sem registros de violência ou aglomerações, preservando a segurança dos participantes.

A organização informou, ainda, que já iniciou a elaboração de um relatório geral, que será divulgado ao público em fevereiro. Com o auxílio da inteligência artificial — utilizada para cruzamento de dados e identificação de invasores —, foi possível comprovar atos explícitos de clonagem de números de peito, principal registro de identificação dos atletas.

Além disso, segue em apuração o roubo de medalhas por parte de terceirizados contratados especificamente para o evento. Vídeos e anúncios com ofertas desses itens podem ser encontrados com facilidade em sites de revenda e nas redes sociais. No caso das camisetas não entregues durante a Expo São Silvestre, a organização trabalha com a hipótese de extravio e/ou desvio.

Os responsáveis por essas irregularidades, segundo a nota, serão denunciados às autoridades competentes, no momento oportuno.

Apesar das adversidades, a organização reforça que a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre se consolidou como um marco histórico para as provas de rua no Brasil. Com 55 mil inscritos legitimamente, o evento bateu recorde de participação, posicionou-se entre as dez maiores provas de rua do mundo e reafirmou uma tradição iniciada em 1925, mantendo-se como um dos eventos mais democráticos, reverenciados e simbólicos do esporte brasileiro.

Confira o comunicado oficial:

“A organização da Corrida Internacional de São Silvestre informa que todas as camisetas e medalhas dos atletas da centésima edição que não foram contemplados serão enviadas até o dia 31 de janeiro.

Uma força-tarefa da equipe da São Silvestre entrará em contato com esse público a partir da próxima segunda-feira (5/1) para conferência e confirmação de dados.
Os produtos serão entregues diretamente nas residências dos atletas.

Durante o processo de verificação, qualquer contato pode ser realizado por meio do telefone (11) 9 1345-9749 ou pelo e-mail faleconosco@saosilvestre.com.br.

Os organizadores lamentam que a experiência de uma parcela pequena, porém absolutamente importante, da São Silvestre não tenha sido completa e pedem sinceras desculpas a esse contingente específico, que representa menos de 2% do total de participantes.

Infelizmente, apesar de toda a preparação e da operação integrada com as forças de segurança, a centésima edição da São Silvestre foi impactada pela reprovável ação de milhares de “pipocas”, como são classificados os invasores de corridas de rua.
Esse grupo fraudou números de peito, misturou-se aos atletas nos postos de hidratação e subtraiu medalhas, mesmo diante de rigorosa conferência realizada pelo staff da prova.

Apesar da ação infame dos chamados “pipocas”, os 15 km da prova transcorreram sem registros de violência ou aglomerações.

A organização da Corrida Internacional de São Silvestre já iniciou a elaboração de um relatório geral, que será tornado público em fevereiro. Com o auxílio de inteligência artificial, utilizada para cruzamento de informações e identificação de invasores, foi possível comprovar atos explícitos de clonagem de números de peito, que são o principal registro de identificação do participante.

Além disso, a organização apura o roubo de medalhas por parte de terceirizados contratados especificamente para o evento. Vídeos e ofertas desses itens podem ser encontrados com facilidade em sites de revenda e nas redes sociais.
No caso das camisetas não entregues durante a Expo São Silvestre, os organizadores trabalham com a hipótese de extravio e/ou desvio.

Os responsáveis identificados por essas irregularidades serão denunciados às autoridades competentes, no tempo oportuno.

Apesar das adversidades, a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre se consolidou como um marco histórico para as provas de rua no Brasil. Com 55 mil inscritos legitimamente, o evento bateu um recorde histórico de participantes, posicionou-se entre as dez maiores provas de rua do mundo e reforçou uma tradição que se perpetua desde 1925, mantendo-se como um dos eventos mais democráticos, reverenciados e simbólicos do esporte brasileiro.”

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