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Um marco na saúde pública: Brasil integra vacina contra a dengue ao SUS

Durante as negociações com o fabricante, o Ministério da Saúde alcançou uma significativa redução de 44% no custo por dose, baixando de R$ 170 para R$ 95.

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Divulgação

Em um marco histórico, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra a dengue, denominada Qdenga, no Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil torna-se o primeiro país do mundo a disponibilizar esse imunizante de forma universal pelo sistema público. A Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) conduziu uma análise ágil, recomendando a incorporação após avaliações criteriosas.


A vacinação inicial terá foco em públicos e regiões prioritárias devido à capacidade restrita de fornecimento pela fabricante, Takeda. A Ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a importância da decisão, destacando que a estratégia inclui uma análise de custo-benefício e considerações sobre o acesso. A redução de 80% no preço inicial representa uma economia significativa de mais de R$380 milhões.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) trabalharão em conjunto para definir estratégias de utilização das doses disponíveis. A previsão é que 5.082 milhões de doses sejam entregues em 2024, com o esquema vacinal composto por duas doses.

 

A rapidez no processo de incorporação envolveu uma consulta pública de 10 dias, com mais de 2 mil contribuições, e negociações que resultaram em uma redução de 44% no custo por dose. Futuros estudos da Takeda devem alinhar-se às necessidades do PNI, e a vacina Qdenga já possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

CRONOGRAMA DE ENTREGA PROPOSTO PELA FABRICANTE

MÊS

NÚMERO DE DOSES

Fevereiro 460 mil
Março 470 mil
Maio 1.650 milhão
Agosto 1.650 milhão
Setembro 431 mil
Novembro 421 mil

Diante do cenário epidemiológico da dengue, que afetou mais de 2 milhões de pessoas até junho de 2023 no mundo, a incorporação da vacina reforça a estratégia de combate às arboviroses. O Brasil, liderando a ocorrência de casos graves na Região das Américas em 2022, enfrentará a alta temporada da doença com investimentos de R$256 milhões na vigilância das arboviroses e a inauguração da Sala Nacional de Arboviroses, um espaço permanente para monitoramento em tempo real da incidência dessas doenças.

A vacina Qdenga obteve aprovação para prevenção da dengue em indivíduos na União Europeia (UE)/Espaço Econômico Europeu (EEE), abrangendo Estados-Membros da UE, Irlanda do Norte, países do EEA (Islândia, Liechtenstein, Noruega) e Grã-Bretanha. A orientação nesses locais é direcionada para viajantes que se deslocam a áreas endêmicas. A Indonésia e a Tailândia também registraram a aprovação da vacina, e a Argentina, embora aprovada, ainda não a incorporou ao sistema de saúde local.

Diante da limitação na capacidade de entrega por parte da fabricante, a Comissão considerou estratégico disponibilizar a vacina. A quantidade insuficiente de doses para atender à demanda nacional levou à discussão das estratégias de vacinação nos Comitês Técnicos Assessores de Imunização e Arboviroses. Para acelerar a incorporação, uma consulta pública sobre a tecnologia foi conduzida em caráter de urgência, recebendo mais de 2 mil contribuições em apenas 10 dias.

Durante as negociações com o fabricante, o Ministério da Saúde alcançou uma significativa redução de 44% no custo por dose, baixando de R$ 170 para R$ 95. Essa conquista não apenas agilizou o processo, mas também resultou em economia de recursos, fortalecendo o compromisso do Brasil no enfrentamento à dengue e outras arboviroses.

Conheça a página oficial do Ministério da Saúde com informação ao combate ao mosquito da dengue, clique aqui.

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