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Instituto Identidades do Brasil faz mapeamento sobre a situação de mulheres negras e empreendedoras durante o período de Covid-19

Ação em parceria com Empodera, Empregueafro e Faculdade Zumbi dos Palmares visa entender o cenário e sugerir soluções de curto e médio prazo

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O Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), que busca acelerar a promoção da igualdade racial no mercado de trabalho, realizou um levantamento para mapear como mulheres negras  empreendedoras e profissionais trabalhando em empresas nacionais e multinacionais estão lidando com o período de crise durante a pandemia da Covid-19 e sugerir soluções de curto e médio prazo neste novo cenário. Em parceria com Empodera, Empregueafro e Faculdade Zumbi dos Palmares, a pesquisa aconteceu de 31 de março a 2 de abril e contou com 243 respondentes de 19 estados e Distrito Federal. O resultado será apresentado pelo Instituto e parceiros, via webinar, no dia 9 de abril, às 13h.

 “Mulheres negras representam mais de 60 milhões de pessoas no Brasil e sabemos que são 50% mais vulneráveis ao desemprego que a de mulheres não negras, segundo estudos do IPEA (2018). Precisamos entender quais são as consequências no emprego e renda desta população diante do cenário da Covid-19. Não queremos apenas apresentar resultados, mas sim possibilitar que o mapeamento da situação de mulheres negras no cenário da pandemia da Covid-19 gere ações concretas que as apoiem na redução dos possíveis impactos para suas carreiras e negócios. Seja por meio da obtenção de auxílio financeiro, acesso a informações ou de parcerias que não apenas atenuem os problemas detectados, queremos que impulsionem o seu crescimento futuro”, afirma Luana Génot, Diretora-Executiva do Instituto Identidades do Brasil.

De acordo com a pesquisa, entre as empreendedoras negras, 79,4% não dispõem de reservas financeiras, enquanto 48% apontam que a principal necessidade é garantir recursos para manter o negócio ativo. 56% afirmam ter custo mensal médio entre 1 mil a 5 mil reais, orçamento superior à ajuda oferecida pelo governo, de R$600. Entre as demais urgências apontadas estão a prospecção com potenciais clientes (21,1%), suporte tecnológico (10,3%), mentorias (7,4%) e apoio psicológico (5,1%), demonstrando que, além da estrutura financeira, também carecem de outros apoios para prosseguirem com seus empregos e empreendimentos.

Sobre as profissionais negras que estão alocadas em empresas nacionais e multinacionais, o levantamento aponta que 76,5% têm medo de perder o emprego, enquanto 13,2% temem pela saúde e 10,3% estão receosas com a manutenção de ações de diversidade e inclusão. Entre as principais necessidades, o apoio psicológico lidera com 39,7%.

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