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Revista 29HORAS traz história de William Kamkwamba, “O Menino que Criou o Vento”

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Divulgação

A edição de novembro da Revista 29HORAS já se encontra disponível para retirada gratuita nos terminais de embarque e desembarque dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). A publicação impressa destaca entrevistas exclusivas com duas personalidades internacionais: o malauiano William Kamkwamba, brilhante engenheiro que, aos 19 anos, foi responsável por levar energia elétrica à sua comunidade; e Claude Troigrois, chef de cozinha francês que se consagra entre os profissionais renomados no Brasil e está à frente do programa “Mestre do Sabor”, da Rede Globo.

O Menino que Descobriu o Vento | Já disponível

Ele desafiou o pai, construiu um moinho de vento e ajudou a acabar com a fome em seu vilarejo. Tudo isso aos 13 anos de idade.Baseado em uma história real e inspiradora, O Menino que Descobriu o Vento já está disponível.

Publicado por Netflix en Martes, 12 de marzo de 2019

Edição paulistana – William Kamkwamba

Aos 32 anos de idade, William Kamkwamba carrega consigo uma história de vida inspiradora que, inclusive, virou roteiro de livro e filme. Morador do Malawi, no sudeste do continente africano, William fez algo histórico, quando, aos 19 anos, levou energia elétrica e irrigação pela primeira vez aos moradores de sua comunidade, em Wimbe. O país vive de agricultura e passou por uma forte seca em 2000, levando a morte de mais de 10 mil pessoas. “Tivemos que cavar o solo para achar raízes e cascas de banana, qualquer coisa para forrar o estômago”, lembra.

Na época, ele frequentava escola cuja a anuidade custava US$ 80 e, por causa da situação, seu pai não conseguiu manter os pagamentos. “Tive que parar de estudar aos 14 anos”, conta. Assim, ele decidiu buscar uma solução inovadora e rápida visto às dificuldades em que a comunidade se encontrava. Ele, então, começou a estudar sozinho na biblioteca da escola, encontrou um livro de física com conceitos de geração de energia através do vento. Kamkwamba percebeu que, se tivesse energia para bombear água, podia irrigar as plantações, independente da época do ano. “Poderíamos aumentar a colheita e nós nunca mais passaríamos fome”, recorda.

Com a ajuda de um amigo e um primo, William foi em busca dos materiais necessários para a construção do moinho de vento em um ferro-velho da região. “As pessoas duvidavam, achavam que estávamos loucos carregando os ferros achados no lixo”. E, então, com pedaços de bicicleta, um dínamo, fios e bateria de carro, eles conseguiram gerar energia pela primeira vez na comunidade. “Eu não tinha instruções, mas sabia que, se haviam conseguido antes, eu podia tentar também!”, diz. Seu feito era quase inédito, visto que, em 2009, mais de 90% das pessoas não tinham acesso à energia elétrica na África Subsaariana. A história de William virou livro e filme, sendo que este último, “O Menino que Descobriu o Vento”, foi lançado pela Netflix neste ano.

Depois de construir o moinho de vento, William ficou conhecido no Malawi, deu conferências, se profissionalizou, comanda a organização sem fins lucrativos Moving Windmills Projetct e arrecada dinheiro para construir um centro de inovação no Malawi. “O Centro de Inovação Moving Windmills vai estimular o espírito de inovação em jovens e agricultores. Nosso modelo enfatiza o envolvimento, a ação participativa e o design centrado no ser humano, para criar ferramentas que mudem vidas, aliviem as cargas de trabalho e tragam maior segurança alimentar e liberdade econômica nas nossas comunidades”.

Ao falar sobre as convergências entre as histórias brasileiras e as de países africanos, o engenheiro diz que o respeito pode ajudar a superar as injustiças sociais e econômicas. “Elas ainda são presentes, são reflexos de momentos históricos de exploração e preconceito. Mas você não pode pensar que alguém é menor do que você por causa da cor da pele, de sua nacionalidade ou de sua origem social. Um ser humano é um ser humano”, finaliza.

Edição fluminense – Claude Troisgros

No ar como apresentador do programa “Mestre do Sabor”, exibido às quintas-feiras na Rede Globo, o francês Claude Troisgros é posicionado como um dos grandes nomes atuais da gastronomia brasileira. No país há mais de 35 anos, sua marca registrada por aqui é o cherne com banana caramelizada, criado por ele há 38 anos. “Esse é um prato que sintetiza perfeitamente a gastronomia que eu e o chef Laurent Suaudeau desenvolvemos no Rio, nos anos 1980, misturando técnicas francesas e ingredientes brasileiros”, conta.

Neto de Jean e filho de Pierre Troisgros, Claude relembra que veio ao Brasil inicialmente para passar uma temporada, e hoje só volta à França para visitar familiares e passear. Ele conta, inclusive, que sua vinda ocorreu na mesma época que a do Laurent, seu amigo de longa data. “Eu vim para trabalhar no Le Pré Catelan, comandado por Gaston Lenôtre no hotel Rio Palace, enquanto o Laurent veio para cozinhar no Le Saint Honoré, chefiado por Paul Bocuse na outra extremidade da praia de Copacabana, no hotel Le Meridian. Não foi nada calculado. A verdade é que nós dois começamos a trabalhar com ingredientes brasileiros por dois motivos: primeiramente porque eles são fantásticos, com sabores, aromas e texturas que nós nem conhecíamos lá na França. E, depois, porque lá na Europa nós fomos ensinados a sempre trabalhar com os ingredientes mais frescos”, diz.

Entre os anos de 1994 e 1997, Claude passou uma temporada nos Estados Unidos e comandou em Manhattan o restaurante CT, em que apresentou as maravilhas da gastronomia brasileira ao mundo, sendo muito elogiado pelo New York Times. Apaixonado pelo Brasil, Claude se considera um legítimo cidadão brasileiro. “Vivo como um carioca. Adoro ir à praia, como arroz e feijão diariamente e, quando a seleção francesa de futebol enfrenta a brasileira, torço pelo Brasil. Perdi todos os meus hábitos franceses. Só o sotaque eu não perdi. Meus pais dizem que eu nasci no país errado, e eu sou obrigado a concordar com eles”, brinca.

Atualmente, ao lado de seus filhos, Thomas e Carolina, além do genro, Marcos Porchat, o chef comanda o Grupo Troisgros, com sete empreendimentos gastronômicos, todos no Rio de Janeiro. No entanto, em 2020, Claude tem planos de desembarcar com o Grupo em São Paulo. “Estamos sentindo que pode ser um bom momento para dar um passo importante como esse. Tô animado!”.

Claude também é apresentador do primeiro programa gastronômico que ocupa o horário nobre da Rede Globo: o reality-show “Mestre do Sabor”. Junto com o amigo e paraibano João Batista e outros três chefs (o português José Avillez, o mineiro Leo Paixão e a carioca Kátia Barbosa), eles têm a missão de eliminar um dos cozinheiros que foram selecionados para o reality. O grande vencedor, que será anunciado no dia 26 dezembro, levará para a casa um prêmio no valor de R$ 250 mil e o título de “Mestre do Sabor”. Sobre suas expectativas para o resultado, o chef afirma: “Para ser um mestre do sabor, a pessoa tem que ter o dom da degustação, para conseguir equilibrar o doce, o salgado, o picante, o ácido e o amargo em cada prato que preparar. É claro que também é importante dominar as técnicas culinárias e conhecer os ingredientes, obviamente, mas para ser um cozinheiro diferenciado, precisa ter uma boca afinada”.

Clique aqui para ter acesso a revista na íntegra

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