Início Notícias Pesquisa de Mercado IBGE: cresce número de desalentados e cai o de contratados com carteira...

IBGE: cresce número de desalentados e cai o de contratados com carteira assinada no país

401
0

Mais de 27 milhões de brasileiros estão desocupados, subocupados ou teriam condições de trabalhar mas, não o fazem por diferentes motivos.

O contingente de desalentados no Brasil no segundo trimestre deste ano, que são aquelas pessoas que não conseguiram trabalho adequado por vários motivos, mas que caso conseguissem estariam dispostas a trabalhar atingiu 4,4%, totalizando 4 milhões e 800 mil brasileiros. O resultado é o pior desde 2012, quando começou a ser feito o estudo.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua trimestral, A Pnad Contínua  foram divulgados nesta quinta-feira (16), pelo IBGE.

A pesquisa mostra ainda, que as mulheres tem sofrido mais os revezes do mercado de trabalho do que os homens. Embora as mulheres sejam 52,4% da população em idade de trabalhar, entre as pessoas ocupadas predominam os homens, que representam 56,3% do total.

No Nordeste, a taxa de homens é ainda maior entre a população ocupada, totalizando mais de 60%.

Observando-se apenas a taxa de desocupados, que são as pessoas sem trabalho mas que procuraram alguma colocação nos últimos 30 dias, houve uma ligeira melhora no quadro em comparação ao primeiro semestre. O percentual do país foi de 12,4%, apresentando uma redução 0,7 ponto percentual.

A maior taxa de desocupação foi registrada no Nordeste e a menor no Sul. Novamente há  diferenças significativas entre homens, com 11,0% de desocupação e mulheres , com 14,2%, e entre brancos e negros.

A taxa de desocupação dos que se declararam brancos foi de 9,9% ficando, portanto, abaixo da média nacional, de 12,4%; enquanto a dos pretos, de 15,0%, e a dos pardos, de 14,4% ficaram acima da média nacional.

A comparação com os dados do início da série histórica, em 2012, mostra a persistência da desigualdade, naquele ano a taxa média de desocupados foi estimada em 7,9%, e entre os pretos correspondia a 9,7%; entre os pardos a 9,1% , enquanto entre os brancos a taxa foi de 6,6%.

A Pnad Contínua trimestral mostra também que caiu 0,9 ponto percentual o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 74,9% dos empregados do setor privado.

O país também tinha menos trabalhadores domésticos formalizados no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 30,6% para 29,4% dos trabalhadores domésticos.

Entre os ocupados, 91 milhões e 200 mil brasileiros, mais de 25% trabalhavam por conta própria.

Os dados revelam ainda que não houve aumento nos níveis salariais. O rendimento médio, de R $ 2.198, se manteve praticamente estável em relação ao primeiro trimestre deste ano e ao segundo trimestre do ano passado.

CidadeMarketing com informações da EBC.

Artigo anteriorEstadão realiza evento Cannes Winners 2018
Próximo artigoSBT apresenta primeiro roteiro colaborativo entre agências para “O Melhor Comercial do Brasil”
Editor Executivo do Portal CidadeMarketing.com.br > Mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal de Sergipe. Possui MBA Executivo em Administração com ênfase em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro. Consultor, Palestrante e Pesquisador sobre Empreendedorismo, Marketing, Redes Sociais e Negócios Digitais. Professor, Palestrante TedxTalks e Campus Party.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui