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Atuação da Casa Natura Musical é reconhecida com o Selo Municipal de Direitos Humanos e Diversidade 2020

O Selo conquistado pela Casa atesta suas ações afirmativas e cria um ambiente de compartilhamento de experiências com as outras 65 empresas laureadas em sua categoria

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Divulgação

A Casa Natura Musical foi reconhecida com o Selo Municipal de Direitos Humanos e Diversidade 2020 por sua diretriz de diversidade e inclusão LGBTI, incorporada na proposta artística e ampliada nos canais de comunicação. Todas essas ações, que foram nomeadas como a iniciativa Amplifica e Transforma, têm como objetivo estimular o poder de transformação da comunidade LGBTI no Brasil, evidenciando artistas que compõem essa cena e dando visibilidade aos seus discursos.

Segundo Suyanne Keidel, diretora executiva do espaço, “a curadoria artística da Casa e os conteúdos criativos que vão para os nossos canais de comunicação sempre são pensados em conjunto. Além de promover entretenimento, procuramos nortear todas as nossas frentes a partir de valores humanos de fortalecimento das diversidades raciais, de gêneros e sexualidades em consonância com a pluralidade da cultura brasileira”.

Tomando a música como agente transformador, a Casa amplifica vozes de diferentes ritmos, movimentos e artistas, buscando criar diálogos e construir conexões e reflexões que primam por uma sociedade mais diversa, inclusiva e sustentável. As ações, que fazem parte das propostas de atuação da Casa desde sua inauguração, em 2017, prosseguiram durante a quarentena em um reforço de redes sociais, operado por meio de lives com apresentações artísticas, debates, playlists e conteúdos sobre música e cultura.

“Ao ter conhecimento do Selo, percebemos que fazia todo sentido reunir estas práticas numa diretriz, que chamamos de Amplifica e Transforma, que afirmasse a nossa transparência e consolidasse o compromisso em promover ações relevantes para o progresso dos direitos humanos e diversidade na nossa esfera de atuação, da música e da cultura. Assim fizemos e ficamos muito felizes em receber o Selo de Direitos Humanos Diversidade como reconhecimento e também como um incentivo para ampliarmos ainda mais estas práticas”, diz Clara Nobre de Camargo, coordenadora de comunicação da Casa Natura Musical e responsável pela inscrição do projeto.

Durante o período da quarentena, as ações online da diretriz Amplifica e Transforma movimentaram as redes sociais do equipamento cultural. A série #CasaIndica trouxe dicas e informações sobre a origem do Dia Internacional contra a LGBTfobia com os artistas Johnny Hooker, Mel e Gali Galó, além do professor de Direito e ativista Renan Quinalha.

O Instagram @casanaturamusical também recebeu 11 lives musicais com artistas LGBTI pelo projeto Sala da Casa; três diálogos sobre visibilidade, resistência e Orgulho LGBTI pelo projeto Afetos; conteúdo para o Youtube e redes sociais sobre a diversidade da cultura LGBTI; playlist elaborada pelo bloco de carnaval Siga Bem Caminhoneira contra a lesbofobia e a série de vídeos Já Ouviu? Queernejo, Já Viu? Ballroom e“Com a Palavra: gente que faz a diferença. O espaço também realizou a programação online Pajuball em Casa, com lives sobre a cultura Ballroom e a festa Amem online, um baile voguing virtual que arrecadou ingressos para o #AmemEmCasa, projeto criado para ajudar pessoas negras LGBTI em tempos de isolamento social.

Em agosto, foi produzida uma série de lives e conteúdos nas redes alinhadas ao Dia da Visibilidade Lésbica (29/8). Nas próximas semanas de novembro, artistas como Hiran, Lei Di Dai, Maria Pérola, Preta Rara, Khrystal, Raphael Sales, Thais Badu, Mestrinho, Toinho Melodia e Nath Rodrigues compõem a programação musical nas redes sociais da Casa em comemoração ao Mês da Consciência Negra. Haverá também diálogos entre artistas pretos e uma conversa entre Xande de Pilares e Tássia Reis pelo projeto Seguindo a Canção, parceria de conteúdo entre a Casa e a Faculdade Descomplica.

As ações presenciais do equipamento cultural que reforçam a diretriz Amplifica e Transforma também respondem a causas humanitárias e sustentáveis. Em 2019, algumas delas foram os shows Somos Moçambique, Demarcação Urgente, Festival Latinidades e FILHXS&NETXS –  sendo esse o primeiro show de rua promovido pela Casa com acesso gratuito, encabeçado pelo rapper Rico Dalasam.

A Casa também recebeu o Coletivo Amem em agosto/2019, Mês do Orgulho LGBTI, para realizar o evento gratuito Pajuball, uma noite dedicada a debates sobre a cultura ballroom e um baile voguing – a festa aproximou ainda mais o espaço da comunidade negra, LGBTI periférica e possibilitou a realização de uma segunda edição, a Kiki Ball Afrodiaspórica, que propôs reflexões sobre africanidades, brasilidades e vivências LGBTI periféricas em novembro, Mês da Consciência Negra.

Ainda em 2019, um painel de LED da fachada da Casa foi inaugurado como uma plataforma de mostras digitais chamada NA FAIXA. A primeira exposição foi a Mídias Afetivas, com obras de quatro artistas que trouxeram reflexões e provocações sobre diversidade de gêneros, sexual, de raça e corpos. Já o show O Fervo reuniu no dia 29/1/20 (Dia da Visibilidade Trans) As Bahias e a Cozinha Mineira, Liniker e Tássia Reis no lançamento do documentário de mesmo nome dirigido por Adriana Couto e produzido por Marcos Maciel.

“Estamos comprometidos em garantir que todas as pessoas sejam ouvidas e respeitadas, valorizando suas lutas e apreciando suas ideias, sempre trazendo a público reflexões necessárias e importantes”, reforça Douglas Silva, da área de planejamento e comunicação da Casa e que, ao lado de Clara, foi responsável pela inscrição do projeto.

Sobre o Selo

O Selo Municipal de Direitos Humanos e Diversidade 2020, que está em sua terceira edição, reconhece empresas privadas, empresas públicas e de economia mista, órgãos públicos, organizações do terceiro setor e grupo de organizações que promovem ações de inclusão e promoção de direitos humanos e diversidade. Essas iniciativas devem ser consideradas práticas inovadoras na promoção da empregabilidade, gestão de pessoas, cultura organizacional, investimento social e posicionamento de marca, bem como no enfrentamento de qualquer tipo de discriminação e desigualdade, como forma de promoção da diversidade e da cidadania.

As categorias que são contempladas pelo Selo são Igualdade Racial, Infância e Adolescência, Juventude, LGBTI, Mulher, Pessoa com Deficiência, Pessoa Idosa, Pessoa em Situação de Rua, Pessoa Imigrante, Pessoa Privada de Liberdade e Egressa e Transversalidades. A iniciativa é da Prefeitura do Município de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Os resultados da 3ª edição, realizada em 2020, estão disponíveis neste link.

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