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CEO da Azul agradece à LATAM por ajuda durante crise causada por falha no GPS

John Rodgerson destacou apoio da concorrente para acomodar clientes após instabilidade que deixou parte da frota Embraer E2 em solo.

Aeronave da Azul em voo, representando a operação da companhia após falhas no sistema GPS que afetaram voos e milhares de passageiros.
Reprodução/Youtube

O CEO da Azul, John Rodgerson, agradeceu à LATAM pelo apoio durante a crise operacional provocada por uma instabilidade no GPS. O problema afetou aeronaves Embraer E2.

Rodgerson publicou o agradecimento em seu perfil no LinkedIn. Segundo o executivo, os últimos dias foram alguns dos mais difíceis desde a fundação da Azul.

A instabilidade afetou diretamente a operação da companhia. Além disso, a Azul enfrentou uma segunda contingência no Aeroporto de Viracopos.

Falha no GPS afetou aeronaves Embraer E2

A instabilidade global no sistema GPS afetou aeronaves Embraer E2 utilizadas pela Azul. Como consequência, a companhia precisou alterar sua programação operacional.

A Azul informou que mais de 80 voos foram cancelados na terça-feira, 22 de setembro. Além disso, atrasos ampliaram os impactos para mais de 8 mil clientes.

A Embraer informou que o problema afetou alguns tipos de aeronaves. A fabricante também destacou que não houve impacto na segurança dos voos.

Segundo a Embraer, os jatos E2 possuem sistemas e procedimentos de navegação alternativos. Dessa forma, as aeronaves podem operar diante de determinadas instabilidades no GPS.

Viracopos também enfrentou falta de energia

A crise operacional da Azul teve ainda outro fator. Segundo Rodgerson, o Aeroporto de Viracopos, principal hub da companhia, ficou sem energia durante horas.

O executivo afirmou que o aeroporto movimenta quase 200 voos diários. Assim, a interrupção energética aumentou a complexidade da operação.

“Ontem e hoje foram alguns dos dias mais difíceis desde que fundamos a Azul, com duas contingências que impactaram diretamente a nossa operação”, afirmou Rodgerson.

O CEO explicou que a empresa precisou administrar simultaneamente os efeitos dos dois problemas. Por isso, a recuperação da malha exigiu mobilização durante a noite.

Mais de um terço da frota ficou em solo

Rodgerson também destacou o impacto da instabilidade nos jatos Embraer E2. Segundo o executivo, mais de um terço da frota da Azul ficou em solo.

A paralisação reduziu a capacidade operacional da companhia. Consequentemente, a empresa precisou replanejar voos, buscar alternativas e reorganizar o atendimento aos passageiros.

A Azul informou que as medidas foram tomadas priorizando a segurança. Além disso, a companhia manteve equipes mobilizadas para reduzir os impactos aos clientes.

“Nossos Tripulantes fizeram o que fazem de melhor. Estiveram na linha de frente, orientando Clientes, replanejando operações, buscando alternativas e trabalhando incansavelmente”, afirmou Rodgerson.

LATAM ofereceu ajuda para acomodar passageiros

Durante a crise, Rodgerson recebeu contatos de executivos da LATAM. Segundo o CEO, a concorrente ofereceu apoio para acomodar clientes da Azul.

O gesto chamou atenção porque Azul e LATAM disputam diariamente passageiros no mercado brasileiro. Entretanto, a situação excepcional criou uma oportunidade de cooperação entre as empresas.

“Ao longo do dia, recebi várias ligações da LATAM Airlines, oferecendo ajuda para acomodar nossos Clientes e apoiar nossa operação”, relatou Rodgerson.

O executivo destacou que a aviação possui uma dinâmica competitiva. Porém, também ressaltou que existem situações nas quais a cooperação ganha importância.

“Em um momento difícil, eles mostraram que o bem-estar dos Clientes pode estar acima da concorrência”, afirmou o CEO da Azul.

CEO da LATAM responde ao agradecimento

O CEO da LATAM Airlines Brasil, Jerome Cadier, respondeu à publicação de Rodgerson no LinkedIn.

Cadier afirmou que a companhia está disponível para apoiar a Azul em situações semelhantes. Além disso, lembrou que a parceria entre empresas pode funcionar nos momentos de dificuldade.

“John, conte sempre com a Latam em situações como a de ontem assim como nos contamos sempre com vocês quando passamos por situações difíceis”, escreveu Cadier.

O executivo também destacou a prioridade compartilhada pelas empresas.

“Nós competimos comercialmente, mas a segurança e a operação estarão sempre em primeiro lugar”, completou o CEO da LATAM.

Abra Group também se colocou à disposição

Rodgerson também agradeceu ao Abra Group, controlador de companhias como Avianca e GOL. O grupo enviou uma mensagem e ofereceu apoio durante a situação.

“Também quero agradecer ao Abra Group, que me enviou uma mensagem e se colocou à disposição para ajudar no que fosse necessário”, afirmou.

O gesto amplia o exemplo de cooperação entre empresas do setor. Afinal, diferentes companhias podem enfrentar situações operacionais extraordinárias.

Concorrência pode dar lugar à cooperação

O episódio mostra uma dimensão importante do setor aéreo. As empresas disputam clientes, rotas e participação de mercado diariamente.

Entretanto, uma contingência operacional pode ultrapassar os limites da concorrência comercial. Nesse cenário, a cooperação pode ajudar a reduzir impactos para passageiros.

A situação também envolve elementos externos à gestão cotidiana das companhias. Problemas técnicos, infraestrutura aeroportuária e sistemas de navegação podem exigir respostas rápidas.

Por isso, a atuação conjunta pode contribuir para preservar a continuidade da operação. Além disso, pode ajudar passageiros que precisam chegar aos seus destinos.

O objetivo não elimina a concorrência. Porém, demonstra que empresas concorrentes podem cooperar quando existe um interesse comum maior.

Segurança permanece como prioridade

Rodgerson reforçou que a segurança orientou as decisões tomadas pela Azul durante a crise. Segundo o executivo, nenhuma alternativa deveria comprometer esse princípio.

A Embraer também afirmou que a instabilidade no GPS não representou risco à segurança dos voos. A fabricante destacou os sistemas e procedimentos disponíveis na família E2.

A Azul, por sua vez, informou que adotou medidas operacionais para lidar com a situação. A companhia também declarou que os clientes afetados receberam assistência prevista pela Resolução 400 da Anac.

Rodgerson destacou o trabalho dos tripulantes e das equipes mobilizadas. Além disso, reconheceu publicamente empresas concorrentes que ofereceram apoio.

“Gestos como esses mostram que, quando a Segurança e o cuidado com os Clientes estão em jogo, a indústria aérea sabe se unir em torno daquilo que realmente importa”, concluiu o CEO da Azul.

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