Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou aeronaves Embraer E2 operadas pela Azul na terça-feira, 22 de setembro. Como resultado, a companhia cancelou mais de 80 voos.
Segundo a Azul, os cancelamentos e atrasos impactaram mais de 8 mil clientes. Além disso, os reflexos da ocorrência continuaram afetando a malha aérea nesta quarta-feira, 23 de setembro.
A companhia informou que a instabilidade ocorreu em receptores de sinais GPS fabricados pela Honeywell. O problema também foi registrado em aeronaves de diferentes operadores no mundo.
Falha no GPS afetou aeronaves Embraer E2
A ocorrência envolveu aeronaves da família Embraer E2. Entre os modelos afetados estão os jatos E190-E2 e E195-E2.

A Embraer informou que recebeu relatos de instabilidade no sistema GPS. A empresa também afirmou que acompanha o caso junto aos operadores e ao fabricante do equipamento.
De acordo com a fabricante, a ocorrência pode afetar a programação operacional das companhias aéreas. Entretanto, a Embraer afirma que não existe impacto na segurança dos voos.
A empresa também destaca que a frota global de aeronaves E2 possui sistemas e procedimentos alternativos de navegação. Dessa forma, os aviões podem operar mesmo diante de instabilidades no GPS.
Azul cancela mais de 80 voos
A Azul informou que a instabilidade provocou o cancelamento de mais de 80 voos ao longo de terça-feira. Além disso, outros voos sofreram atrasos em consequência da alteração da operação.
A companhia informou que os impactos atingiram mais de 8 mil clientes. Os reflexos também continuaram na malha aérea da empresa nesta quarta-feira.
A ocorrência provocou mudanças na programação em diferentes aeroportos brasileiros. Relatos publicados nas redes sociais mostraram passageiros diante de cancelamentos, atrasos e alterações na programação.
No Paraná, por exemplo, 12 voos da Azul foram cancelados no Aeroporto Internacional Afonso Pena. Segundo a concessionária responsável pelo terminal, aproximadamente mil passageiros foram afetados no local.
Impacto para passageiros
O impacto operacional não ficou restrito aos cancelamentos. A paralisação de aeronaves também provocou alterações em outros voos da companhia.
Com isso, passageiros precisaram consultar novamente suas reservas. Além disso, alguns consumidores enfrentaram mudanças nos horários previstos para embarque.
A Azul orienta os clientes afetados a verificar a situação das reservas pelos canais oficiais. A recomendação busca evitar deslocamentos desnecessários aos aeroportos.
Nas redes sociais, passageiros compartilharam relatos sobre filas, cancelamentos e dificuldades provocadas pela alteração da malha.
Minha esposa ficou 3h15 na fila da Azul no aeroporto de Congonhas até ser atendida após cancelarem 3 voos (entenda a causa no post anterior). Estava com 2 crianças, uma de 10 anos e outra de 11 anos. Apos 1h30 na fila, elas ganharam biscoito de polvilho. 20 minutos depois veio… pic.twitter.com/GoPwrDefZm
— GugaNoblat (@GugaNoblat) September 23, 2026
E assim se encontra o saguão do aeroporto de Congonhas (SP) neste momento. A Azul cancelou 3 voos que sairiam por aeronaves da Embraer. Deu um problema mundial no sistema de GPS da Embraer. Não decolarão mais os voos para Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. Olha a filinha… pic.twitter.com/8RlttUM99v
— GugaNoblat (@GugaNoblat) September 22, 2026
Azul oferece assistência aos clientes
A companhia informou que os passageiros afetados estão recebendo a assistência prevista pela Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo a Azul, as medidas operacionais foram adotadas com foco na segurança. A empresa também reforçou que esse princípio permanece como prioridade durante a reorganização da operação.
Em casos de cancelamento, atraso ou alteração do voo, os passageiros devem acompanhar as orientações fornecidas pela companhia. A Anac também prevê direitos específicos para passageiros afetados por essas situações.
O que diz a Azul
Em posicionamento enviado ao CidadeMarketing, a Azul explicou que a ocorrência teve alcance global.
“A Azul informa que uma instabilidade global em receptores de sinais GPS da Honeywell afetou aeronaves em diferentes partes do mundo, incluindo modelos da Embraer E2-195”, informou a companhia.
Segundo a empresa, a ocorrência provocou o cancelamento de mais de 80 voos. Além disso, alguns voos sofreram atrasos, impactando mais de 8 mil clientes.
A Azul também informou que os efeitos da ocorrência continuaram afetando sua malha nesta quarta-feira.
“A Azul reforça que os Clientes afetados estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”, afirmou a companhia.
A empresa acrescentou que adotou medidas operacionais priorizando a segurança.
O que diz a Embraer
A Embraer informou ao CidadeMarketing que recebeu relatos de instabilidade no sistema GPS. Segundo a fabricante, o problema afeta alguns tipos de aeronaves, incluindo a família E2.
“A Embraer foi notificada sobre relatos de instabilidade no sistema GPS que afeta alguns tipos de aeronaves, entre elas o E2”, informou a fabricante.
A empresa afirmou que acompanha a situação junto aos operadores e ao fabricante do equipamento. Além disso, oferece suporte técnico aos clientes envolvidos.
Segundo a Embraer, as ações necessárias estão sendo conduzidas para solucionar a questão.
“A ocorrência pode afetar a programação operacional de companhias aéreas, mas não há impacto na segurança de voo”, destacou a fabricante.
Sistemas alternativos mantêm segurança dos voos
A Embraer também destacou que a família E2 possui recursos adicionais de navegação. Esses sistemas permitem que as aeronaves operem diante de determinadas instabilidades no GPS.
“A frota global de aeronaves E2 dispõe de sistemas e procedimentos de navegação para operar mesmo em condições de instabilidade no sistema GPS”, afirmou a empresa.
Segundo a fabricante, esses recursos permitem uma operação segura conforme os requisitos das autoridades de aviação civil.
Assim, o principal impacto identificado pelas empresas está relacionado à programação dos voos. Até o momento, as companhias não apontam comprometimento da segurança operacional.
Operação da Azul passa por ajustes
A ocorrência demonstra como uma instabilidade em um sistema específico pode gerar efeitos sobre toda uma malha aérea. Afinal, aeronaves precisam cumprir diferentes etapas para manter a programação.
Quando parte da frota deixa de operar, a companhia precisa reorganizar aeronaves e horários. Consequentemente, outros voos também podem sofrer reflexos.
A Azul informou que os efeitos da ocorrência ainda impactavam sua malha nesta quarta-feira. Por isso, passageiros devem consultar os canais oficiais antes de seguir para o aeroporto.
A empresa mantém o atendimento aos clientes afetados. Além disso, segue adotando medidas operacionais para normalizar a programação.
Direitos do consumidor e como buscar atendimento
Em casos de cancelamento ou atraso, o passageiro possui direitos previstos na Resolução nº 400 da Anac. A companhia deve informar a situação e oferecer alternativas como reacomodação ou reembolso, conforme o caso. Além disso, a assistência material é gratuita e varia conforme o tempo de espera.
Após uma hora, há direito a meios de comunicação. Depois de duas horas, alimentação deve ser oferecida. Com espera superior a quatro horas, podem existir direitos relacionados à hospedagem e ao transporte.
Caso o consumidor tenha prejuízos ou não receba a assistência prevista, deve guardar comprovantes, mensagens, protocolos e documentos relacionados ao voo. Primeiro, é recomendável registrar a reclamação diretamente com a companhia aérea. Se não houver solução, o passageiro pode registrar a demanda na plataforma Consumidor.gov.br.
A ANAC também disponibiliza o sistema ANAC Passageiro, pelo qual as companhias devem responder às demandas em até dez dias.



























