O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty), condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã, ocorridos na madrugada deste sábado (28/2), por volta das 3h (horário de Brasília).
Segundo relatos internacionais, a ofensiva teria sido coordenada e ocorreu em meio a um processo de negociações diplomáticas entre as partes. O Irã reagiu lançando mísseis contra bases militares americanas localizadas no Oriente Médio. A imprensa local também reporta que um ataque atingiu uma escola em território iraniano, deixando mais de 50 mortos, incluindo crianças.
Nota oficial do Itamaraty
Em comunicado, o governo brasileiro expressou “grave preocupação” com a escalada das hostilidades e reiterou sua posição histórica em defesa da solução diplomática para conflitos na região.
“Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.
O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.”
O Itamaraty informou ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com atenção especial às comunidades brasileiras nos países afetados. O embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com cidadãos brasileiros para atualização e orientações de segurança.
Impacto geopolítico e reflexos nos mercados
Especialistas em mercado internacional alertam que a ofensiva reacende preocupações quanto à estabilidade no Oriente Médio e ao impacto sobre a oferta global de commodities, especialmente petróleo.
O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia e controla um dos lados do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente 20% do consumo global diário de petróleo e quase um terço do volume transportado por via marítima.
Analistas já projetam volatilidade nos mercados globais, com possibilidade de alta nos preços do petróleo e reflexos nas bolsas internacionais.



























