O início de 2026 não tem sido como planejado para João Fonseca. O jovem tenista brasileiro anunciou nesta semana a desistência do ATP 250 de Adelaide, na Austrália, tornando-se o segundo torneio consecutivo que ele deixa de disputar neste começo de temporada. Antes disso, Fonseca já havia abandonado o ATP 250 de Brisbane, também por conta de dores na região lombar.
Aos 19 anos, João vive um momento decisivo da carreira. O atleta, que já alcançou a 24ª posição do ranking mundial, ocupa atualmente o 29º lugar da ATP e vinha utilizando a gira australiana como preparação para o primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open. No entanto, o incômodo persistente nas costas mudou os planos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o brasileiro explicou a decisão e tranquilizou os fãs ao afirmar que está priorizando a recuperação para voltar em melhores condições físicas.
“Nos últimos dias, focamos no tratamento e na recuperação da região lombar. Após treinar aqui em Adelaide, fiz uma avaliação com a minha equipe e decidimos concentrar os esforços no Australian Open. Vou continuar me preparando em Adelaide por mais alguns dias e espero voltar para jogar aqui no ano que vem. Obrigado pela hospitalidade”, declarou João Fonseca.
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A estratégia agora é clara: preservar o corpo para estar apto a disputar o Australian Open, que em 2026 promete uma das maiores premiações da história do tênis. O campeão da chave de simples masculina deve embolsar mais de R$ 15 milhões, valor recorde para o torneio.
Até poucas horas antes do anúncio da desistência, o próprio perfil oficial do ATP de Adelaide havia publicado vídeos de João Fonseca treinando em ritmo intenso nas quadras do torneio. As imagens mostravam o brasileiro em plena atividade, realizando batidas fortes do fundo de quadra e exercícios físicos, o que aumentou a expectativa de sua estreia na competição.
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Apesar do contratempo, a equipe de Fonseca acredita que a pausa pode ser decisiva para evitar o agravamento da lesão e garantir que o atleta chegue competitivo ao Grand Slam. O brasileiro é visto como uma das maiores promessas do tênis nacional nos últimos anos e carrega grande expectativa do público e do circuito.
A ausência em Brisbane e Adelaide representa um freio momentâneo no ritmo de jogo, mas também sinaliza maturidade na condução da carreira. Em um circuito cada vez mais exigente fisicamente, saber parar pode ser tão importante quanto saber competir.

























