{"id":3739,"date":"2018-12-11T14:20:48","date_gmt":"2018-12-11T16:20:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cidademarketing.com.br\/marketing\/?p=3739"},"modified":"2018-12-11T14:20:51","modified_gmt":"2018-12-11T16:20:51","slug":"ibge-preve-safra-de-graos-17-maior-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cidademarketing.com.br\/marketing\/2018\/12\/11\/ibge-preve-safra-de-graos-17-maior-em-2019\/","title":{"rendered":"IBGE prev\u00ea safra de gr\u00e3os 1,7% maior em 2019"},"content":{"rendered":"\n<p>No segundo progn\u00f3stico para a safra 2019, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 231,1 milh\u00f5es de toneladas, 1,7% acima da safra de 2018, enquanto a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 62,0 milh\u00f5es de hectares, 1,9% maior que na atual safra. Este crescimento deve-se, principalmente, \u00e0s maiores estimativas de produ\u00e7\u00f5es do milho (86,9 milh\u00f5es de toneladas em 16,9 milh\u00f5es de hectares) e caro\u00e7o de algod\u00e3o (3,1 milh\u00f5es de toneladas). Houve decl\u00ednio das estimativas de produ\u00e7\u00e3o para a soja (117,7 milh\u00f5es de toneladas, 35,4 milh\u00f5es de hectares), arroz (11,2 milh\u00f5es de toneladas, 1,7 milh\u00e3o de hectares) e feij\u00e3o (2,9 milh\u00f5es de toneladas, 3,0 milh\u00f5es de hectares).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a 11\u00aa estimativa para a safra de 2018 totalizou 227,3 milh\u00f5es de toneladas, 5,5% inferior \u00e0 obtida em 2017 (240,6 milh\u00f5es de toneladas). A \u00e1rea a ser colhida (60,9 milh\u00f5es de hectares) \u00e9 282,3 mil hectares menor que a obtida em 2017. O arroz, o milho e a soja s\u00e3o os tr\u00eas principais produtos deste grupo, e, somados, representam 93,1% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e respondem por 87,2% da \u00e1rea a ser colhida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve acr\u00e9scimo de 3,0% na \u00e1rea da soja e redu\u00e7\u00f5es de 8,7% na \u00e1rea do milho e de 7,6% na \u00e1rea de arroz. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ocorreram decr\u00e9scimos de 17,8% para o milho, de 5,6% para o arroz e acr\u00e9scimo de 2,6% para a soja.<\/p>\n\n\n\n<p>Regionalmente, a 11\u00aa estimativa para a safra de 2018 aponta produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas com a seguinte distribui\u00e7\u00e3o em toneladas: Centro-Oeste (101,6 milh\u00f5es); Sul (74,9 milh\u00f5es); Sudeste (22,8 milh\u00f5es); Nordeste (19,1 milh\u00f5es) e Norte (8,7 milh\u00f5es). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, foi constatado aumento apenas na regi\u00e3o Nordeste (7,9%) e, nas demais, houve quedas: Sul (-10,8%), Sudeste (-4,4%), Centro-Oeste (-3,8%), Norte (-1,7%). O Mato Grosso liderou como maior produtor, com uma participa\u00e7\u00e3o de 26,8%, seguido pelo Paran\u00e1 (15,4%) e Rio Grande do Sul (14,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2019, o segundo progn\u00f3stico estima safra 1,7% maior que a de 2018<\/p>\n\n\n\n<p>Neste segundo progn\u00f3stico, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 231,1 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o que representou 3,8 milh\u00f5es de toneladas. O crescimento deve-se, principalmente, \u00e0s maiores estimativas de produ\u00e7\u00f5es do milho (5,1 milh\u00f5es de toneladas) e caro\u00e7o de algod\u00e3o (166,4 mil toneladas), j\u00e1 que houve decl\u00ednio das estimativas de produ\u00e7\u00e3o para a soja (236,1 mil toneladas), arroz (533,5 mil toneladas) e feij\u00e3o (38,6 mil toneladas).<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando-se os cinco produtos de maior import\u00e2ncia para a pr\u00f3xima safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, tr\u00eas devem apresentar varia\u00e7\u00f5es negativas na produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior: arroz (4,5%), soja (0,2%) e feij\u00e3o (1,3%), enquanto que, para o caro\u00e7o de algod\u00e3o e para o milho em gr\u00e3o, foram estimados crescimento de 5,5% e 6,2%, respectivamente. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea prevista, apresentam varia\u00e7\u00e3o positiva o algod\u00e3o herb\u00e1ceo em caro\u00e7o (15,9%,) a soja em gr\u00e3o (1,5%), o feij\u00e3o em gr\u00e3o (0,7%) e o milho em gr\u00e3o (3,4%). O arroz em casca apresentou varia\u00e7\u00e3o negativa de 4,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros levantados foram somados \u00e0s proje\u00e7\u00f5es obtidas a partir das informa\u00e7\u00f5es de anos anteriores, para as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o disp\u00f5em das estimativas iniciais. Como este progn\u00f3stico foi realizado por levantamentos e proje\u00e7\u00f5es calculadas, as informa\u00e7\u00f5es de campo representam 81,0%% da produ\u00e7\u00e3o nacional prevista, enquanto as proje\u00e7\u00f5es respondem por 19,0% do total estimado.<\/p>\n\n\n\n<p>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o) \u2013 O segundo progn\u00f3stico da safra de algod\u00e3o para 2019 estimou produ\u00e7\u00e3o de 5,2 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 5,5% em compara\u00e7\u00e3o com a safra de 2018. A \u00e1rea plantada, de 1,3 milh\u00e3o de hectares, apresenta crescimento de 15,9%. Para 2019, os pre\u00e7os favor\u00e1veis do produto devem incentivar os produtores a investirem nas lavouras e aumentarem a \u00e1rea plantada. O Mato Grosso estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 3,6 milh\u00f5es de toneladas, acr\u00e9scimo de 13,7% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2018, devendo, somente esse estado, responder por 69,5% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>ARROZ (em casca) \u2013 A segunda estimativa para a safra nacional 2019 \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de 11,2 milh\u00f5es de toneladas. Santa Catarina, segundo produtor nacional, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 1,1 milh\u00e3o de toneladas. O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do pa\u00eds, deve participar com 71,2% do total a ser colhido em 2019. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi estimada em 8,0 milh\u00f5es de toneladas. Na Regi\u00e3o Centro-Oeste, o Mato Grosso estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 466,7 mil toneladas, decl\u00ednio de 7,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Para Goi\u00e1s, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 111,0 mil toneladas, decl\u00ednio de 18,1% e, para o Mato Grosso do Sul, uma produ\u00e7\u00e3o de 66,9 mil toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 12,7%. Na Regi\u00e3o Nordeste, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed estimaram produ\u00e7\u00e3o de 186,3 e 94,3 mil toneladas, respectivamente, portanto, menores em 16,8% e 13,8% do que no ano anterior. Na Regi\u00e3o Norte, o Tocantins estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 614,1 mil toneladas, decl\u00ednio de 3,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Par\u00e1, com 104,1 mil toneladas, Roraima, com 54,5 mil toneladas e Rond\u00f4nia, com 119,1 mil toneladas, completam o grupo de estados rizicultores mais importantes dessa regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013 A segunda estimativa da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o para a safra 2019 \u00e9 de 2,9 milh\u00f5es de toneladas, retra\u00e7\u00e3o de 1,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2018. A 1\u00aa safra deve produzir 1,4 milh\u00e3o de toneladas; a 2\u00aa safra, 1,1 milh\u00e3o de toneladas, e a 3\u00aa safra, 468,1 mil toneladas. A \u00e1rea a ser colhida na safra de ver\u00e3o (1\u00aa safra) deve se manter pr\u00f3xima \u00e0 de 2018, ou seja, 1,7 milh\u00e3o de hectares, enquanto o rendimento m\u00e9dio deve apresentar queda de 7,1%, ficando em 812 kg\/ha. A produ\u00e7\u00e3o esperada de feij\u00e3o na safra de ver\u00e3o \u00e9 8,0% menor que a obtida na mesma \u00e9poca de 2018. As \u00e1reas de plantio de feij\u00e3o 2\u00aa e 3\u00aa safras dependem dos pre\u00e7os e das expectativas quanto ao clima, pois as lavouras s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es h\u00eddricas.  <\/p>\n\n\n\n<p>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013 O segundo progn\u00f3stico de milho em gr\u00e3o, para 2019, estima uma produ\u00e7\u00e3o de 86,9 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 6,2% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 informa\u00e7\u00e3o do primeiro, um aumento de 5,1 milh\u00f5es de toneladas. Para a 1\u00aa safra de milho, a previs\u00e3o \u00e9 de 25,7 milh\u00f5es de toneladas, 1,2% maior que no 1\u00ba progn\u00f3stico, contudo, 0,6% menor em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018. Apesar dos pre\u00e7os atuais encontrarem-se em patamares superiores \u00e0queles praticados na \u00e9poca da decis\u00e3o de plantio da 1\u00aa safra no ano anterior, os produtores n\u00e3o devem aumentar os investimentos, pois devem priorizar a soja, em fun\u00e7\u00e3o da maior expectativa de rentabilidade. Para o milho 2\u00aa safra, a estimativa \u00e9 de 61,2 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 5,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 informa\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Progn\u00f3stico (55,4 milh\u00f5es de toneladas) e 9,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Na safra 2018, alguns estados importantes na produ\u00e7\u00e3o do cereal enfrentaram problemas clim\u00e1ticos em decorr\u00eancia da menor \u201cjanela de plantio\u201d, limitada pelo in\u00edcio atrasado do plantio da safra de ver\u00e3o. Na safra 2019, aguarda-se uma \u201cjanela de plantio\u201d maior para o milho 2\u00aa safra, uma vez que, em boa parte dos estados produtores, as chuvas chegaram mais cedo, permitindo o plantio antecipado da safra ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013 A segunda estimativa de produ\u00e7\u00e3o para 2019 soma 117,7 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 1,0% em rela\u00e7\u00e3o ao 1\u00ba progn\u00f3stico, em outubro, e decl\u00ednio de 0,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A \u00e1rea a ser plantada \u00e9 de 35,4 milh\u00f5es de hectares, aumento de 0,4%. O rendimento m\u00e9dio estimado \u00e9 de 3.323 kg\/ha, retra\u00e7\u00e3o de 1,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, em decorr\u00eancia das incertezas clim\u00e1ticas, ressaltando que, na safra ver\u00e3o 2018, houve abund\u00e2ncia e regularidade de chuvas nos principais estados produtores, al\u00e7ando-se um recorde hist\u00f3rico de produ\u00e7\u00e3o e, portanto, uma base de compara\u00e7\u00e3o elevada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o Centro-Oeste, o Mato Grosso, que em 2019 deve responder por 27,0% do total a ser produzido pelo Pa\u00eds, estima colher 31,8 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Goi\u00e1s, com 10,9 milh\u00f5es de toneladas, estimou decl\u00ednio de 4,7% na produ\u00e7\u00e3o, enquanto o Mato Grosso do Sul, com 10,2 milh\u00f5es de toneladas, estimou aumento de 3,6%. Na regi\u00e3o Sul, o Paran\u00e1, segundo maior produtor e respons\u00e1vel por 16,8% do total nacional, estima produzir 19,8 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 2,9%. O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 18,6 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 5,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Santa Catarina estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 2,3 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 0,8%. Na regi\u00e3o Sudeste, Minas Gerais, com 5,4 milh\u00f5es de toneladas, estimou aumento de 0,1%, enquanto que em S\u00e3o Paulo, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o, de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, encontra-se 10,2% menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o Nordeste, destaque para Bahia, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed, estados que, juntamente com o Tocantins (Regi\u00e3o Norte), integram o \u201cMATOPIBA\u201d, regi\u00e3o de acelerada expans\u00e3o agr\u00edcola em decorr\u00eancia de abertura de novas \u00e1reas de plantio no bioma Cerrado desses estados. Bahia, com 4,9 milh\u00f5es de toneladas, estimou decl\u00ednio de 20,8%. Maranh\u00e3o, com uma produ\u00e7\u00e3o estimada de 3,0 milh\u00f5es de toneladas, estimou aumento de 10,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, enquanto que o Piau\u00ed, com uma produ\u00e7\u00e3o estimada de 1,9 milh\u00e3o de toneladas, estimou decl\u00ednio de 23,7%. Na regi\u00e3o Norte, os destaques foram Tocantins, Rond\u00f4nia e Par\u00e1, que estimaram produ\u00e7\u00f5es de 2,5, 0,9 e 1,8 milh\u00e3o de toneladas, respectivamente. O plantio de ver\u00e3o adiantou em alguns estados. As chuvas em 2018 come\u00e7aram mais cedo, ganhando for\u00e7a a partir da segunda quinzena de outubro, com os produtores aproveitando o aumento de sua intensidade, para iniciar o plantio, pois propiciaram condi\u00e7\u00f5es adequadas de umidade no solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaques na estimativa de novembro de 2018 em rela\u00e7\u00e3o a outubro<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro, destacaram-se varia\u00e7\u00f5es nas seguintes estimativas, na compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de outubro: castanha de caju (4,0%), tomate (3,4%), caf\u00e9 ar\u00e1bica (2,5%), feij\u00e3o 3\u00aa safra (1,6%), cana-de-a\u00e7\u00facar (0,4%), milho 2\u00aa safra (0,4%), algod\u00e3o herb\u00e1ceo (0,2%), soja (0,2%), feij\u00e3o 2\u00aa safra (0,2%), milho 1\u00aasafra (-0,1%), caf\u00e9 canephora (-0,5%), feij\u00e3o 1\u00aa safra (-1,0%), aveia (-1,3%), trigo (-2,2%), sorgo (-2,9%) e cevada (-9,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o absoluta, os destaques positivos couberam \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar (2.512.285 t), ao milho 2\u00aa safra (197.864 t), \u00e0 soja (189.675 t), tomate (47.377 t), ao caf\u00e9 ar\u00e1bica (64 726 t), ao feij\u00e3o 3\u00aa safra (6 920 t) e \u00e0 castanha-de-caju (4 942 t). Os destaques negativos ficaram com o trigo (126.379 t), o milho 1\u00aa safra (36.170 t), o feij\u00e3o 1\u00aa safra (15.229 t) e o caf\u00e9 can\u00e9fora (4.180 t).<\/p>\n\n\n\n<p>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o) \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o cresceu 0,2%. Para Goi\u00e1s e Minas Gerais, foram estimados aumentos de 8,4% e 0,9% na produ\u00e7\u00e3o, respectivamente. As altera\u00e7\u00f5es representam ajustes normais verificados ao final de fechamento de safra. A produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o somou 4,9 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 28,6% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A \u00e1rea plantada cresceu 23,8% e o rendimento m\u00e9dio 3,9%. Pre\u00e7os compensadores, em decorr\u00eancia do aumento da demanda internacional, maior emprego de tecnologia pelos produtores e clima favor\u00e1vel na Bahia e no Mato Grosso, principais estados produtores do Pa\u00eds, foram os precursores da excelente safra colhida este ano. Esses estados, conjuntamente, responderam por 89,7% da produ\u00e7\u00e3o nacional. <\/p>\n\n\n\n<p>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o) \u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 este ano foi mais um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. Ao todo, o pa\u00eds produziu 3,6 milh\u00f5es de toneladas, ou 59,6 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para o caf\u00e9 ar\u00e1bica, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 2,7 milh\u00f5es de toneladas, ou 44,8 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em novembro, Minas Gerais reavaliou suas estimativas de produ\u00e7\u00e3o, estimando aumento de 3,5% no total a ser colhido. A produ\u00e7\u00e3o mineira deve alcan\u00e7ar 1,9 milh\u00e3o de toneladas, ou 31,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, figurando-se como maior produtor do Pa\u00eds, com participa\u00e7\u00e3o de 70,2% do total produzido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica apresentou crescimento de 28,2%. A excelente safra decorreu da bienalidade positiva, do clima mais chuvoso nas principais regi\u00f5es produtoras e dos maiores investimentos em tratos culturais realizados pelos produtores. Para o caf\u00e9 canephora, a produ\u00e7\u00e3o estimada, de 888,6 mil toneladas, ou 14,8 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, encontra-se 0,5% menor que a do m\u00eas anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro, houve redu\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es de Rond\u00f4nia (1,2%) e Minas Gerais (12,3%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 canephora apresentou crescimento de 30,4%, sendo que os aumentos mais consider\u00e1veis foram informados pelos estados do Esp\u00edrito Santo (53,0%) e Bahia (15,7%). A produ\u00e7\u00e3o desses estados vem se recuperando nos \u00faltimos anos, ap\u00f3s ter sofrido dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o, em decorr\u00eancia de longo per\u00edodo de estiagem.<\/p>\n\n\n\n<p>CANA-DE-A\u00c7\u00daCAR \u2013 A estimativa para a produ\u00e7\u00e3o brasileira, de 675,4 milh\u00f5es de toneladas, apresentou decr\u00e9scimo de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em Alagoas, houve crescimento de 11,1% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o, devendo ser colhidas 17,2 milh\u00f5es de toneladas, enquanto que, em Minas Gerais, houve crescimento de 1,1%. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a estimativa apresenta queda de 1,8%. Importantes \u00e1reas produtoras do Estado de S\u00e3o Paulo foram afetadas pela estiagem que reduziu a produtividade em 2,5%. Al\u00e9m disso, com a baixa rentabilidade, os produtores acabam n\u00e3o reformando suas lavouras na \u00e9poca recomendada, podendo haver decl\u00ednio da produtividade em decorr\u00eancia do envelhecimento dos canaviais.<\/p>\n\n\n\n<p>CASTANHA-DE-CAJU (em am\u00eandoa) \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 129,3 mil toneladas, crescimento de 4,0%, quando comparada ao m\u00eas anterior. O Cear\u00e1, maior produtor nacional, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 70,9 mil toneladas, aumento de 8,5% em rela\u00e7\u00e3o a outubro, sendo respons\u00e1vel por 54,8% do total a ser produzido no pa\u00eds em 2018. O Piau\u00ed \u00e9 o segundo maior produtor, tendo estimado 25,2 mil toneladas, enquanto o Rio Grande do Norte \u00e9 o terceiro, com produ\u00e7\u00e3o estimada de 18,3 mil toneladas. Piau\u00ed e Rio Grande do Norte apresentaram, respectivamente, redu\u00e7\u00f5es de 2,1% e 1,5% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Esses tr\u00eas estados devem ser respons\u00e1veis por 88,4% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de 2018 encontra-se 3,9% menor.<\/p>\n\n\n\n<p>CEREAIS DE INVERNO (em gr\u00e3o) \u2013 Estima-se uma produ\u00e7\u00e3o de 5,7 milh\u00f5es de toneladas de trigo, decl\u00ednio de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para o Paran\u00e1, primeiro produtor brasileiro, foi estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 2,8 milh\u00f5es de toneladas, o que representa 49,6% do total. As lavouras encontram-se em final de colheita e o produto apresenta-se com qualidade vari\u00e1vel. Para o Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro, foi estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 2,1 milh\u00f5es de toneladas, representando 37,0% da produ\u00e7\u00e3o nacional. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de 2018 encontra-se 34,0% maior quando comparada \u00e0 de 2017, ano que o clima desfavor\u00e1vel prejudicou a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha e paranaense. A estimativa para a produ\u00e7\u00e3o de aveia foi de 928,0 mil toneladas, decl\u00ednio de 1,3%% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para a cevada, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 353,3 mil toneladas, decr\u00e9scimo de 9,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013 A safra colhida \u00e9 de 3,0 milh\u00f5es de toneladas, 0,2% menor que a do m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o nacional de feij\u00e3o apresentou decl\u00ednio de 9,8%. A 1\u00aa safra de feij\u00e3o foi estimada em aproximadamente 1,5 milh\u00e3o de toneladas, decl\u00ednio de 1,0% (15.229 toneladas) frente \u00e0 estimativa de outubro. Destaque para Para\u00edba que teve a produ\u00e7\u00e3o reduzida em 24,2% (7.117 toneladas). Minas Gerais tamb\u00e9m reduziu em 6.642 toneladas sua produ\u00e7\u00e3o, o que representou 3,5% desta primeira safra para o estado, relacionada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada (2,5%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o da 1\u00aa safra foi reduzida em 2,6%. A 2\u00aa safra de feij\u00e3o foi estimada com um aumento de 0,2% (1.554 toneladas), frente \u00e0 estimativa de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Goi\u00e1s elevou sua estimativa de colheita do feij\u00e3o 2\u00aa safra em 13,2%. Em Minas Gerais, houve decl\u00ednio de 0,3% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o 2\u00aa safra caiu 15,6%. As maiores redu\u00e7\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, foram verificadas no Paran\u00e1 (19,6%) e Minas Gerais (14,1%). A redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada deveu-se aos pre\u00e7os pouco compensadores do produto na \u00e9poca de plantio. Para a 3\u00aa safra de feij\u00e3o, a previs\u00e3o \u00e9 de aumento de 1,6% na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa anterior. Goi\u00e1s foi o estado com maior influ\u00eancia nesse resultado, pois as estimativas registram aumento de 3,0% na produ\u00e7\u00e3o, apesar de haver redu\u00e7\u00e3o de 2,4% no rendimento m\u00e9dio. Minas Gerais informou um aumento de 1,9% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, com mesma varia\u00e7\u00e3o na \u00e1rea plantada. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a queda na produ\u00e7\u00e3o foi de 17,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o a outubro, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o aumentou em 161,7 mil toneladas. Contudo, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 17,8% menor. A 1\u00aa safra de milho j\u00e1 foi colhida e a produ\u00e7\u00e3o foi de 25,9 milh\u00f5es de toneladas, produ\u00e7\u00e3o 16,7% menor em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Pre\u00e7os pouco compensadores na \u00e9poca de plantio influenciaram os produtores a ampliar as \u00e1reas de plantio de soja em detrimento do milho. No presente m\u00eas, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed ajustaram seus dados. Para o Maranh\u00e3o, houve decl\u00ednio de 0,9% na produ\u00e7\u00e3o. Para o Piau\u00ed, houve retra\u00e7\u00e3o de 1,1% na produ\u00e7\u00e3o. Na maioria das Unidades da Federa\u00e7\u00e3o verificou-se atraso no plantio do milho 2\u00aa safra, uma vez que a colheita das safras de ver\u00e3o atrasou. Com isso, as lavouras ficaram mais expostas aos per\u00edodos de estiagem, comuns no fim da esta\u00e7\u00e3o das chuvas, sobretudo na por\u00e7\u00e3o Centro-Sul do Pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o foi estimada em 56,0 milh\u00f5es de toneladas. A varia\u00e7\u00e3o mensal apontou aumento de 0,4% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o. Os ajustes positivos foram influenciados, sobretudo, por Goi\u00e1s, que informou aumento de 2,9% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o. No Maranh\u00e3o, houve aumento de 0,7% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de milho 2\u00aa safra encontra-se 18,2% menor.<\/p>\n\n\n\n<p>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013 No presente m\u00eas houve destaque para a produ\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s, que elevou sua estimativa em 1,4% (160,9 mil toneladas) na compara\u00e7\u00e3o com outubro.  A produ\u00e7\u00e3o de soja na safra 2018 foi recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica. No total, o pa\u00eds colheu 117,9 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 2,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. Houve atraso das chuvas, por ocasi\u00e3o da \u00e9poca de plantio da safra ver\u00e3o, mas, ap\u00f3s sua chegada, elas se firmaram na maioria das regi\u00f5es produtoras, com exce\u00e7\u00e3o da Sul, onde houve falta ao final do ciclo, comprometendo a produtividade das lavouras e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o, que caiu 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>SORGO (em gr\u00e3o) \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 2,0 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em Goi\u00e1s, maior produtor nacional com participa\u00e7\u00e3o de 44,9% do total produzido pelo pa\u00eds, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o caiu 6,2%. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do sorgo ficou 5,4% menor que em 2018. Cultivado em \u00e9poca de segunda safra na Regi\u00e3o Centro-Oeste, que \u00e9 respons\u00e1vel por 55,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional, normalmente ap\u00f3s a \u201cjanela de plantio\u201d do milho 2\u00aa safra, a amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada com o sorgo depende das expectativas positivas quanto ao clima, pois, apesar de mais resistente \u00e0 seca que o milho, a antecipa\u00e7\u00e3o da \u201c\u00e9poca seca\u201d no bioma Cerrado, tem frequentemente afetado a produtividade e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o do cereal.<\/p>\n\n\n\n<p>TOMATE &#8211; A produ\u00e7\u00e3o de tomate deve alcan\u00e7ar 4,4 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 3,4% em rela\u00e7\u00e3o a outubro. Em novembro, a produ\u00e7\u00e3o goiana foi reavaliada com crescimento de 10,5%. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o de tomate apresentou alta de 1,2 %.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No segundo progn\u00f3stico para a safra 2019, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 231,1 milh\u00f5es de toneladas, 1,7% acima da safra de 2018, enquanto a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 62,0 milh\u00f5es de hectares, 1,9% maior que na atual safra. 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