{"id":3500,"date":"2018-12-05T18:52:00","date_gmt":"2018-12-05T20:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cidademarketing.com.br\/marketing\/?p=3500"},"modified":"2018-12-05T18:52:00","modified_gmt":"2018-12-05T20:52:00","slug":"pessoas-na-pobreza-sobe-de-257-para-265-de-2016-para-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cidademarketing.com.br\/marketing\/2018\/12\/05\/pessoas-na-pobreza-sobe-de-257-para-265-de-2016-para-2017\/","title":{"rendered":"Pessoas na pobreza sobe de 25,7% para 26,5% de 2016 para 2017"},"content":{"rendered":"<p>A S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS) analisou o tema pobreza utilizando diferentes medidas que mostram o aumento da pobreza entre 2016 e 2017. Segundo a linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimento de at\u00e9 US$ 5,5 por dia, ou R$ 406 por m\u00eas), a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no Brasil era de 25,7% da popula\u00e7\u00e3o em 2016 e subiu para 26,5%, em 2017. Em n\u00fameros absolutos, esse contingente variou de 52,8 milh\u00f5es para 54,8 milh\u00f5es de pessoas, no per\u00edodo. Nessa mesma an\u00e1lise, a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 14 anos que viviam rendimentos de at\u00e9 US$ 5,5 por dia passou de 42,9% para 43,4%, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>J\u00e1 o contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140 por m\u00eas), que estariam na extrema pobreza de acordo com a linha proposta pelo Banco Mundial, representava 6,6% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 2016, contra 7,4% em 2017. Em n\u00fameros absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milh\u00f5es em 2016 para 15,2 milh\u00f5es de pessoas em 2017.<\/p>\n<p>Em 2017, o rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar per capita no pa\u00eds foi de R$ 1.511. As menores m\u00e9dias foram no Nordeste (R$ 984) e Norte (R$ 1.011), regi\u00f5es onde quase metade da popula\u00e7\u00e3o (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo. Estas s\u00e3o algumas informa\u00e7\u00f5es da S\u00edntese de Indicadores Sociais 2018, que analisou o mercado de trabalho, aspectos educacionais e a distribui\u00e7\u00e3o de renda da popula\u00e7\u00e3o brasileira, a partir dos dados da PNAD cont\u00ednua do IBGE e de outras fontes.<\/p>\n<p>A SIS 2018 mostrou que 27 milh\u00f5es de pessoas (13,0% da popula\u00e7\u00e3o) viviam em domic\u00edlios com ao menos uma das quatro inadequa\u00e7\u00f5es analisadas. O adensamento excessivo (domic\u00edlio com mais de tr\u00eas moradores por dormit\u00f3rio) foi a inadequa\u00e7\u00e3o domiciliar que atingiu o maior n\u00famero de pessoas: 12,2 milh\u00f5es, ou 5,9% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 2017.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise educacional, a SIS 2018 mostrou que a propor\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas por cotas no ensino superior p\u00fablico triplicou nos \u00faltimos 7 anos: de 2009 a 2016, esse percentual subiu de 1,5% para 5,2%. Nas institui\u00e7\u00f5es privadas, no mesmo per\u00edodo, o percentual de matr\u00edculas com PROUNI subiu 28,1%, passando de 5,7% para 7,3%.<\/p>\n<p>A taxa de ingresso ao ensino superior dos alunos oriundos da escola privada era 2,2 vezes a dos que estudaram na rede p\u00fablica. Entre os que conclu\u00edram o n\u00edvel m\u00e9dio na rede p\u00fablica, 35,9% ingressaram no ensino superior, contra 79,2% dos que cursaram a rede privada.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise do mercado de trabalho, a SIS 2018 mostrou que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o era de 6,9% em 2014 e subiu para 12,5% em 2017. Isso equivale a 6,2 milh\u00f5es de pessoas desocupadas a mais entre 2014 e 2017. Nesse per\u00edodo, a desocupa\u00e7\u00e3o cresceu em todas as regi\u00f5es e em todos os grupos et\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em 2017, o trabalho informal alcan\u00e7ou 37,3 milh\u00f5es de pessoas, o que representava 40,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores do pa\u00eds. Esse contingente aumentou em 1,2 milh\u00e3o desde 2014, quando representava 39,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada.<\/p>\n<p>Em 2017, os trabalhadores brancos (R$ 2.615) ganhavam, em m\u00e9dia, 72,5% mais que os pretos ou pardos (R$ 1.516) e os homens (R$ 2.261) recebiam 29,7% a mais que as mulheres (R$ 1.743). O rendimento-hora dos brancos superava o dos pretos ou pardos em todos os n\u00edveis de escolaridade, e a maior diferen\u00e7a estava no n\u00edvel superior: R$ 31,9 por hora para os brancos contra R$ 22,3 por hora para pretos ou pardos. O material de apoio da SIS 2018 est\u00e1 nesta p\u00e1gina.<\/p>\n<p><strong>Propor\u00e7\u00e3o de pessoas na pobreza sobe de 25,7% para 26,5% de 2016 para 2017<\/strong><\/p>\n<p>Na aus\u00eancia de uma linha oficial de pobreza no pa\u00eds, a S\u00edntese de Indicadores Sociais analisou este tema utilizando diferentes medidas que, em sua maioria, mostram o crescimento da pobreza, entre 2016 e 2017.<\/p>\n<p>Considerando-se a linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimentos de at\u00e9 US$ 5,5 por dia, ou R$ 406 por m\u00eas), a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no Brasil subiu de 25,6% da popula\u00e7\u00e3o, em 2016, para 26,5%, em 2017. Em n\u00fameros absolutos, esse contingente era de 52,8 milh\u00f5es, em 2016, e subiu para 54,8 milh\u00f5es de pessoas, em 2017.<\/p>\n<p>No Nordeste, 44,8% da popula\u00e7\u00e3o estava em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, o equivalente a 25,5 milh\u00f5es de pessoas. Por outro lado, a Regi\u00e3o Sul possu\u00eda cerca de 3,8 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, o equivalente a 12,8% dos quase 30 milh\u00f5es de habitantes. No Sudeste, o percentual de pessoas abaixo dessa linha subiu para 17,4% da popula\u00e7\u00e3o, abarcando 15,2 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Porto Velho (RO) e Cuiab\u00e1 (MT) tamb\u00e9m se destacam, pois foram as duas \u00fanicas capitais onde a propor\u00e7\u00e3o de pessoas abaixo da linha dos US$ 5,5 por dia superava a dos respectivos estados: em Porto Velho era 27,0%, contra 26,1% em Rond\u00f4nia; em Cuiab\u00e1, 19,2%, contra 17,1% em Mato Grosso.<\/p>\n<p><strong>Pa\u00eds tinha 15,2 milh\u00f5es de pessoas na extrema pobreza em 2017<\/strong><\/p>\n<p>O contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140 por m\u00eas), que estariam na extrema pobreza de acordo com a linha estabelecida pelo Banco Mundial, representava 6,6% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, em 2016, participa\u00e7\u00e3o que aumentou para 7,4% em 2017. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas abaixo dessa linha aumentou em todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o do Norte, que ficou est\u00e1vel. Em n\u00fameros absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milh\u00f5es em 2016 para 15,2 milh\u00f5es de pessoas, em 2017.<\/p>\n<p><strong>Cresce a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes abaixo da linha de pobreza<\/strong><\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 14 anos que viviam em domic\u00edlios com renda de at\u00e9 US$ 5,5 por dia (R$ 406 por m\u00eas) passou de 42,9% para 43,4%. A S\u00edntese de Indicadores Sociais do IBGE tamb\u00e9m analisa a preval\u00eancia de pobreza considerando as caracter\u00edsticas das pessoas de refer\u00eancia dos domic\u00edlios.<\/p>\n<p>Do total de moradores em domic\u00edlios em que a pessoa de refer\u00eancia era uma mulher sem c\u00f4njuge e com filhos de at\u00e9 14 anos, 56,9% estavam abaixo dessa linha. Se a respons\u00e1vel pelo domic\u00edlio era uma mulher preta ou parda (igualmente sem c\u00f4njuge e com filhos no mesmo grupo et\u00e1rio), essa incid\u00eancia subia para 64,4%.<\/p>\n<p><strong>A intensidade da pobreza aumentou entre 2016 e 2017<\/strong><\/p>\n<p>O hiato da pobreza \u00e9 um c\u00e1lculo aproximado do montante necess\u00e1rio para erradicar a pobreza. Em 2017, foi estimado em R$ 10,2 bilh\u00f5es mensais, perfeitamente alocados, para que as pessoas com rendimentos inferiores a US$ 5,5 por dia atingissem essa linha. A dist\u00e2ncia m\u00e9dia do rendimento dos pobres em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linha aumentou, entre 2016 e 2017, de R$ 183 para R$ 187 reais.<\/p>\n<p>O hiato da pobreza tamb\u00e9m pode ser calculado para outras linhas. Para a linha de extrema pobreza (R$ 140 por m\u00eas ou US$ 1,90 por dia), o montante necess\u00e1rio para que todos alcancem essa linha era de R$ 1,2 bilh\u00e3o por m\u00eas.<\/p>\n<p>Dado que a pobreza \u00e9 um fen\u00f4meno din\u00e2mico o hiato apenas traz um elemento de estima\u00e7\u00e3o do valor de sua erradica\u00e7\u00e3o no ano em que foi calculado.<\/p>\n<p><strong>Em 2017, o Distrito Federal era l\u00edder em desigualdade, segundo o \u00cdndice de Palma<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, os 10% das pessoas com os maiores rendimentos (de todas as fontes) do pa\u00eds acumulavam 43,1% da massa total desses rendimentos, enquanto os 40% com os menores rendimentos detinham apenas 12,3%. Esse estrato do topo concentrava 3,51 vezes mais rendimentos do que a base, raz\u00e3o conhecida como o \u00cdndice de Palma. Nessa mesma compara\u00e7\u00e3o, o Distrito Federal foi a unidade da federa\u00e7\u00e3o mais desigual, onde os 40% das pessoas com os menores rendimentos acumularam 8,4% da massa e os 10% das pessoas com os maiores rendimentos detinham 46,5%. Em 2017, a raz\u00e3o entre esses dois valores chegou a 5,57 no DF, e superou as outras 26 unidades da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Metade da popula\u00e7\u00e3o de Norte e Nordeste vive com at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, o rendimento m\u00e9dio mensal per capita domiciliar no pa\u00eds foi de R$ 1.511. As menores m\u00e9dias foram no Nordeste (R$ 984) e Norte (R$ 1.011), regi\u00f5es onde quase metade da popula\u00e7\u00e3o (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento m\u00e9dio de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ainda nessas regi\u00f5es, apenas 7,8% e 7,7% das pessoas possu\u00edam rendimento mensal (de todas as fontes) superior a dois sal\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Pretos ou pardos continuam a predominar entre os mais pobres<\/strong><\/p>\n<p>Entre os pretos ou pardos, 13,6% estavam entre os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os menores rendimentos. No outro extremo, por\u00e9m, apenas 4,7% deles estavam entre os 10% com maiores rendimentos. J\u00e1 entre os brancos, 5,5% integravam os 10% com menores rendimentos e 16,4% os 10% com maiores rendimentos.<\/p>\n<p>Por faixa de renda, os pretos ou pardos representavam, em 2017, 75,2% das pessoas com os 10% menores rendimentos, contra 75,4% em 2016. Na classe dos 10% com os maiores rendimentos a participa\u00e7\u00e3o de pretos ou pardos aumentou: de 24,7% em 2016, foram para 26,3% em 2017. Apesar dessa evolu\u00e7\u00e3o, a desigualdade permanece alta.<\/p>\n<p><strong>Pretas ou pardas sem c\u00f4njuge e com filhos t\u00eam mais restri\u00e7\u00f5es a direitos e servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise por restri\u00e7\u00e3o de acesso a bens em m\u00faltiplas dimens\u00f5es complementa a an\u00e1lise monet\u00e1ria e permite avaliar as restri\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social, \u00e0 moradia adequada, aos servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico e \u00e0 internet.<\/p>\n<p>Nos domic\u00edlios cujos respons\u00e1veis s\u00e3o mulheres pretas ou pardas sem c\u00f4njuge e com filhos at\u00e9 14 anos, 25,2% dos moradores tinham pelo menos tr\u00eas restri\u00e7\u00f5es \u00e0s dimens\u00f5es analisadas. Esse \u00e9 tamb\u00e9m o grupo com mais restri\u00e7\u00f5es \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social (46,1%) e \u00e0 moradia adequada (28,5%).<\/p>\n<p><strong>Acesso \u00e0 internet aumenta para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza<\/strong><\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com acesso \u00e0 internet no domic\u00edlio passou de 67,9% em 2016 para 74,8% em 2017. Entre a popula\u00e7\u00e3o com renda domiciliar per capita inferior a R$ 406 por m\u00eas (US$ 5,5 por dia), a alta foi mais intensa, de 47,8% em 2016, para 58,3% em 2017.<\/p>\n<p>A desigualdade de acesso entre o total da popula\u00e7\u00e3o e aqueles abaixo da linha da pobreza \u00e9 mais marcante no acesso por computador, 40,7% contra 14,5%, do que no acesso por meio de outros equipamentos como tablets, celulares e televisores, 73,7% frente a 57,5%.<\/p>\n<p><strong>Moradia inadequada afeta 27 milh\u00f5es de pessoas<\/strong><\/p>\n<p>A SIS mostrou que 27 milh\u00f5es de pessoas (13,0% da popula\u00e7\u00e3o) viviam em domic\u00edlios com ao menos uma das quatro inadequa\u00e7\u00f5es analisadas. O adensamento excessivo (resid\u00eancia com mais de tr\u00eas moradores por dormit\u00f3rio) foi a inadequa\u00e7\u00e3o domiciliar que atingiu o maior n\u00famero de pessoas, foram 12,2 milh\u00f5es (5,9% da popula\u00e7\u00e3o) em 2017.<\/p>\n<p>O \u00f4nus excessivo com aluguel (quando o aluguel supera 30% do rendimento domiciliar) afetou 10,1 milh\u00f5es de pessoas (4,9%), num contexto em que 17,6% dos im\u00f3veis residenciais s\u00e3o alugados. Essa inadequa\u00e7\u00e3o foi mais presente no Distrito Federal (9,1%) e S\u00e3o Paulo (7,1%), as duas unidades da federa\u00e7\u00e3o com maior renda m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Em 2017, 5,4 milh\u00f5es de pessoas (2,6% da popula\u00e7\u00e3o) viviam em domic\u00edlios sem banheiro de uso exclusivo. Da popula\u00e7\u00e3o com renda inferior a R$ 406 por m\u00eas (US$ 5,5 por dia), 28,6% tinham pelo menos uma inadequa\u00e7\u00e3o domiciliar (contra 13,0% da popula\u00e7\u00e3o em geral).<\/p>\n<p>Ainda entre as pessoas abaixo dessa linha de pobreza, 57,6% tinham restri\u00e7\u00e3o a pelo menos um servi\u00e7o de saneamento (contra 37,6% da popula\u00e7\u00e3o em geral).<\/p>\n<p><strong>Mais de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem acesso ao servi\u00e7o de esgoto<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, mais de um ter\u00e7o (35,9%) da popula\u00e7\u00e3o tinha restri\u00e7\u00e3o de acesso ao servi\u00e7o de esgotamento sanit\u00e1rio por rede coletora ou pluvial. O Piau\u00ed registrou a maior propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com essa restri\u00e7\u00e3o, 91,7%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a aus\u00eancia de coleta direta ou indireta de lixo atingiu 10,0% da popula\u00e7\u00e3o e 15,1% do total de pessoas n\u00e3o era abastecida por rede geral de \u00e1gua. Uma propor\u00e7\u00e3o de 37,6% residia em domic\u00edlios onde faltava ao menos um desses tr\u00eas servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao abastecimento de \u00e1gua por rede, a maior restri\u00e7\u00e3o foi em Rond\u00f4nia (54,0%). A maior restri\u00e7\u00e3o \u00e0 coleta de lixo foi no Maranh\u00e3o (32,7%).<\/p>\n<p><strong>Cear\u00e1 e Piau\u00ed t\u00eam maiores taxas de acesso \u00e0 pr\u00e9-escola<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2016 e 2017, a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 0 a 5 anos que estava frequentando escola ou creche passou de 50,7% a 52,9%. No grupo de crian\u00e7as de 4 e 5 anos, para quem a frequ\u00eancia a escola ou creche \u00e9 obrigat\u00f3ria, esse percentual passou de 90,2% para 91,7%, insuficiente para atingir a meta de universaliza\u00e7\u00e3o proposta pelo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE). O PNE tinha como prazo, para o grupo de crian\u00e7as de 4 e 5 anos, o ano de 2016.<\/p>\n<p>Nenhuma das grandes regi\u00f5es ou unidades da federa\u00e7\u00e3o atingiu a meta da universaliza\u00e7\u00e3o. Nordeste (94,8%) e Sudeste (93,0%) alcan\u00e7aram taxas acima da m\u00e9dia nacional e o Norte (85,0%) teve o menor \u00edndice. Entre as UFs, as maiores propor\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as de 4 e 5 anos frequentando escola ou creche estavam no Cear\u00e1 (97,8%) e Piau\u00ed (97,6%) e as menores, no Amap\u00e1 (72,4%), Amazonas (77,8%) e Acre (79,5%).<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com 4 anos de idade frequentando escola ou creche no Brasil era de 87,1%. Na compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o Brasil fica imediatamente abaixo da m\u00e9dia de 88,0%, ocupando o 27\u00ba lugar entre 35 pa\u00edses, \u00e0 frente de Chile, Finl\u00e2ndia e Estados Unidos, por exemplo.<\/p>\n<p>Entre as crian\u00e7as de 0 a 3 anos, 32,7% frequentavam escola ou creche em 2017. Para este grupo et\u00e1rio, a meta de frequ\u00eancia \u00e0 escola ou creche \u00e9 atingir os 50% at\u00e9 o ano de 2024. Em 2017, a Regi\u00e3o Norte teve o menor percentual de frequ\u00eancia escolar nesse grupo et\u00e1rio, com 16,9%. As maiores taxas estavam no Sudeste (39,2%) e no Sul (40,0%). Amap\u00e1 (6,2%), Amazonas (10,3%) e Acre (18,0%) tiveram os menores percentuais de frequ\u00eancia escolar. Os maiores foram apresentados por Santa Catarina (46,1%) e S\u00e3o Paulo (46,0%).<\/p>\n<p><strong>Acesso \u00e0 escola ou creche \u00e9 menor nas \u00e1reas rurais<\/strong><\/p>\n<p>A frequ\u00eancia escolar de crian\u00e7as residentes em domic\u00edlios rurais era de 43,4%; a das residentes em domic\u00edlios urbanos era de 54,7%, em 2017. As disparidades em fun\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio urbano\/rural s\u00e3o ainda mais marcantes entre as crian\u00e7as de 0 a 3 anos de idade: para domic\u00edlios urbanos a taxa foi de 35,4% e, para rurais, 18,3%, diferen\u00e7a de 17,1 p.p.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as de 0 a 5 anos residentes em domic\u00edlios cujo n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o do morador mais escolarizado era o fundamental incompleto ou equivalente foram as que menos frequentavam escola ou creche em 2017 (46,9%). Com a maior frequ\u00eancia escolar (62,2%) estavam as crian\u00e7as em domic\u00edlios com, pelo menos, um morador com ensino superior completo.<\/p>\n<p><strong>Rede p\u00fablica atende 74,1% da educa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-escolar<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, 74,1% das crian\u00e7as de 0 a 5 anos frequentavam escola ou creche da rede p\u00fablica de ensino. Essa propor\u00e7\u00e3o aumenta \u00e0 medida que cai a renda domiciliar per capita: o quinto com renda mais baixa concentra 92,9% de crian\u00e7as na rede p\u00fablica e o da mais alta, 25,1%.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia \u00e0 escola ou creche na rede privada prevaleceu entre as crian\u00e7as de 0 a 5 anos residentes em domic\u00edlios com algum morador com ensino superior, com propor\u00e7\u00e3o de 62,9%. Entre os domic\u00edlios em que o morador mais escolarizado tem superior incompleto, 33,8% das crian\u00e7as est\u00e3o na rede privada. Quando a escolariza\u00e7\u00e3o mais alta \u00e9 o fundamental incompleto ou sem instru\u00e7\u00e3o, 96,2% est\u00e3o na rede p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>A propor\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas por cotas triplicou nos \u00faltimos 7 anos<\/strong><\/p>\n<p>De 2009 a 2016 a propor\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas por cotas no ensino superior p\u00fablico cresceu 3,5 vezes, passando de 1,5% para 5,2%. Nas institui\u00e7\u00f5es privadas, no mesmo per\u00edodo, a propor\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas com PROUNI subiu 28,1%, passando de 5,7% para 7,3%. Logo, a rede p\u00fablica foi a principal respons\u00e1vel pelo aumento de matr\u00edculas que adotaram crit\u00e9rios de democratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior previstos na meta 12 do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos cursos de bacharelado (n\u00edvel superior) presencial nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, houve aumento de 809 mil para 1,2 milh\u00e3o no total de matr\u00edculas. Nas institui\u00e7\u00f5es privadas, no mesmo per\u00edodo, as matr\u00edculas nesses cursos subiram de 2,8 milh\u00f5es para 3,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de alunos que frequentavam o bacharelado presencial nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas por meio de cotas quadriplicou de 2009 a 2016, passando de 5,6% para 22,7%, atingindo 270,6 mil matr\u00edculas em 2017.<\/p>\n<p>Do total de 2,84 milh\u00f5es de matr\u00edculas no setor privado em cursos de bacharelado presenciais em 2009, 26,3% contavam com algum tipo de aux\u00edlio financeiro, seja por meio de financiamentos sem contra\u00e7\u00e3o de d\u00edvida por parte do aluno, seja atrav\u00e9s de subs\u00eddios aos juros. Em 2016, mais da metade (52,0%) das 3,88 milh\u00f5es de matr\u00edculas no setor privado nesses cursos se beneficiava de algum tipo de aux\u00edlio financeiro.<\/p>\n<p><strong>Taxa de ingresso no ensino superior da escola privada era 2,2 vezes a da p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, entre a popula\u00e7\u00e3o com ensino m\u00e9dio completo, apenas 43,2% entraram no ensino superior. Entre os que conclu\u00edram o n\u00edvel m\u00e9dio na rede p\u00fablica, 35,9% ingressaram no ensino superior, contra 79,2% dos que cursaram a rede privada. Assim, a taxa de ingresso no ensino superior dos alunos oriundos da escola privada era 2,2 vezes a dos que estudaram na rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>A desigualdade de acesso ao ensino superior tamb\u00e9m se manifesta na an\u00e1lise por cor ou ra\u00e7a. Em 2017, 51,5% dos brancos com ensino m\u00e9dio completo foram para o ensino superior, enquanto 33,4% dos pretos e pardos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es tiveram acesso a esse n\u00edvel. A taxa de ingresso dos brancos provenientes da rede p\u00fablica foi de 42,7% e a dos pretos ou pardos dessa mesma rede, de 29,1%. A taxa de ingresso dos brancos provenientes do ensino m\u00e9dio privado foi de 81,9% e a dos pretos ou pardos, de 71,6%.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o ocupada diminui 1,1% nos \u00faltimos tr\u00eas anos<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2012 e 2014, o n\u00famero de trabalhadores no pa\u00eds aumentou 3,1%, para depois recuar 1,1% nos tr\u00eas anos seguintes. De 2012 a 2017, as quatro atividades que perderam trabalhadores foram Agropecu\u00e1ria (-15,9%), Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (-12,14%), Ind\u00fastria (-7,9%) e Constru\u00e7\u00e3o (-6,4%). J\u00e1 os Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (0,7%) percorreram uma trajet\u00f3ria inversa: redu\u00e7\u00e3o de 2,9% at\u00e9 2014 e eleva\u00e7\u00e3o de 3,7% de 2014 a 2017.<\/p>\n<p>De 2012 e a 2017, o rendimento m\u00e9dio habitual mensal da popula\u00e7\u00e3o ocupada cresceu 2,4%, em termos reais, passando de R$ 1.992 para R$ 2.039. Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (14,6%), Agropecu\u00e1ria (11,9%) e Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (9,7%) foram as atividades que apresentaram maiores crescimentos. Por outro lado, Constru\u00e7\u00e3o (-0,7%), Com\u00e9rcio e repara\u00e7\u00e3o (-7,1%) e Demais servi\u00e7os (-3,8%) registraram quedas no rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Segundo a posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o, os Empregadores possu\u00edam o rendimento m\u00e9dio mensal mais elevado (R$5.211) e o mais baixo, os Empregados sem carteira de trabalho assinada (R$1.158), que recebiam o equivalente a 56,8% do rendimento do Empregado com carteira (R$ 2.038).<\/p>\n<p><strong>Brancos ganhavam 72,5% mais que pretos ou pardos<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, os a popula\u00e7\u00e3o ocupada de cor branca (R$ 2.615) ganhava, em m\u00e9dia, 72,5% mais que a preta ou parda (R$ 1.516) e os homens (R$ 2.261) recebiam 29,7% a mais que as mulheres (R$ 1.743).<\/p>\n<p>O rendimento-hora dos brancos superava o dos pretos ou pardos em todos os n\u00edveis de escolaridade, e sendo a maior diferen\u00e7a no n\u00edvel superior: R$ 31,9 por hora para os brancos contra R$ 22,3 por hora para pretos ou pardos.<\/p>\n<p>Em 2017, os trabalhadores pretos ou pardos possu\u00edam maior inser\u00e7\u00e3o em atividades com menores rendimentos m\u00e9dios: Agropecu\u00e1rias (60,8%), Constru\u00e7\u00e3o (63,0%) e Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (65,9%). J\u00e1 os brancos tinham maior participa\u00e7\u00e3o nas atividades de Educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais (51,7%).<\/p>\n<p>Os rendimentos m\u00e9dios das pessoas ocupadas nas Regi\u00f5es Norte e no Nordeste equivaliam, respectivamente, a 77,0% e 69,1% da m\u00e9dia nacional. Os menores rendimentos m\u00e9dios eram do Maranh\u00e3o (R$ 1.170), Piau\u00ed (R$ 1.233) e Alagoas (R$ 1.309), e os maiores, do Distrito Federal (R$ 3.805), S\u00e3o Paulo (R$ 2.609) e Santa Catarina (R$ 2.259).<\/p>\n<p><strong>N\u00famero de desocupados cresceu 6,2 milh\u00f5es entre 2014 e 2017<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o era de 6,9% em 2014 e subiu para 12,5% em 2017. Esse aumento equivale a 6,2 milh\u00f5es de pessoas desocupadas a mais entre 2014 e 2017.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o cresceu em todas as regi\u00f5es: no Norte, passou de 7,5% para 11,9%; no Nordeste, de 8,5% para 14,7%; no Sudeste, de 7,0% para 13,3%; no Sul, de 4,3% para 8,3% e no Centro-Oeste, de 6,0% para 10,5%.<\/p>\n<p>A desocupa\u00e7\u00e3o cresceu tamb\u00e9m em todos os grupos et\u00e1rios. Entre as pessoas com 14 a 29 anos de idade, a taxa era de 13,0% em 2014 e aumentou para 22,6% em 2017. Entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade a taxa havia se mantido abaixo de 2,0% entre 2012 e 2014, mas ultrapassou pela primeira vez os 4,0% em 2017.<\/p>\n<p>Ao longo de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta ou parda foi maior do que a da popula\u00e7\u00e3o branca, tendo alcan\u00e7ado a maior diferen\u00e7a em 2017 (4,76 p.p.).<\/p>\n<p><strong>Mulheres s\u00e3o minoria entre os ocupados, mas predominam entre os subocupados<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, as mulheres representavam 43,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada, mas eram 53,6% da popula\u00e7\u00e3o subocupada por insufici\u00eancia de horas, ou seja, aqueles que trabalham menos de 40h semanais, e gostariam e est\u00e3o dispon\u00edveis para trabalhar mais.<\/p>\n<p>Outros grupos estavam em situa\u00e7\u00e3o similar: os pretos ou pardos eram 53,2% dos ocupados, mas 65,4% dos subocupados; os trabalhadores de 14 a 29 anos eram 26,6% dos ocupados, mas 34,1% dos subocupados e os trabalhadores sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto eram 27,6% dos ocupados e 37,7% dos subocupados.<\/p>\n<p><strong>Em 2017, dois em cada cinco trabalhadores do pa\u00eds eram informais<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, o trabalho informal alcan\u00e7ou 37,3 milh\u00f5es de pessoas, o que representava 40,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada (ou dois em cada cinco trabalhadores). Esse contingente aumentou em 1,2 milh\u00e3o desde 2014, quando representava 39,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2016, a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores informais permaneceu em torno de 39,0%. J\u00e1 em 2017, o emprego formal continuou a cair e o n\u00famero de postos informais aumentou. Assim, a propor\u00e7\u00e3o de informais subiu para 40,8%, com destaque para o crescimento das categorias dos empregados sem carteira assinada 13,0 milh\u00f5es, em 2014, para 13,5 milh\u00f5es, em 2017) e trabalhadores por conta pr\u00f3pria n\u00e3o contribuintes (de 15,5 milh\u00f5es, em 2014, para 16,1 milh\u00f5es, em 2017).<\/p>\n<p>Em 2017, a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores informais era de 59,5% na regi\u00e3o Norte e 56,2% no Nordeste. J\u00e1 no Sudeste e no Sul, as propor\u00e7\u00f5es eram de 33,8% e 29,1%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Informalidade atinge mais de 2\/3 dos Servi\u00e7os dom\u00e9sticos e da Agropecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, as atividades com as maiores propor\u00e7\u00f5es de trabalhadores informais eram os Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (70,1%) e a Agropecu\u00e1ria (68,5%), ou seja, mais de 2\/3 do pessoal ocupado em cada atividade. Com exce\u00e7\u00e3o da Agropecu\u00e1ria, a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores informais cresceu em todas as outras atividades, de 2014 a 2017, com destaque para Constru\u00e7\u00e3o (+4,7 p.p.), Ind\u00fastria (+4,4 p.p.) e Demais servi\u00e7os (+4,2 p.p.).<\/p>\n<p>Em 2017, entre as mulheres, as taxas mais elevadas de informalidade eram nas atividades de Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (71,2%) e na Agropecu\u00e1ria (75,5%). J\u00e1 o trabalho informal masculino predominava na Agropecu\u00e1ria (66,8%) e na Constru\u00e7\u00e3o (63,7%).<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta ou parda em trabalhos informais (46,9%) superava a dos trabalhadores brancos (33,7%). Entre os ocupados sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto, a participa\u00e7\u00e3o dos informais era de 60,8%, contra 19,9% para aqueles com ensino superior completo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS) analisou o tema pobreza utilizando diferentes medidas que mostram o aumento da pobreza entre 2016 e 2017. 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