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Produção de motocicletas pode ultrapassar 1 milhão de unidades

Setor registra alta de 19% na produção acumulada de janeiro a novembro, encerra o ciclo de quedas anuais seguidas e projeta crescimento de 4,3% para o próximo ano

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A produção de motocicletas manteve a curva ascendente entre janeiro e novembro de 2018. Neste período, foram fabricadas 968.860 unidades, o que representa alta de 19% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando saíram das linhas de montagem das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM 813.868 unidades. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo.
Na avaliação de Marcos Fermanian, presidente da entidade, o desempenho expressivo do setor no acumulado do ano reflete a recuperação do cenário econômico, aumento da oferta de crédito e, principalmente, a volta da confiança do consumidor. “Outro fator foi o significativo aumento de lançamentos de produtos. Foram mais de 40 modelos ante 32 em 2017”, comenta Fermanian.
Com isso, a Abraciclo revisou para cima sua projeção referente ao fechamento de 2018 que, inicialmente, totalizava 980 mil unidades, com avanço de 11% sobre as 882.876 mil unidades registradas em 2017. A nova projeção totaliza 1.035.000 motocicletas produzidas em 2018, significando alta de 17,2% ante o ano passado.
Para 2019, a entidade projeta um crescimento na produção de 4,3%, totalizando 1.080.000 unidades.
Segundo Fermanian, o segmento está confiante no aumento dos negócios, mas é necessário aguardar os impactos das medidas que serão implementadas pelo novo governo.
As projeções revisadas para 2018 e as referentes a 2019 encontram-se nos quadros apresentados a seguir.

DESEMPENHO MENSAL
Ainda de acordo com os números da entidade, somente em novembro foram fabricadas 90.108 motocicletas, correspondendo a um aumento 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado (83.106 unidades).
No entanto, na comparação com outubro deste presente ano (101.111 unidades), houve uma queda de 10,9%.
VENDAS NO ATACADO
Nas vendas no atacado – das fabricantes para suas concessionárias – no acumulado de janeiro a novembro, o setor registrou uma alta de 19,4%. No total, foram comercializadas 890.703 unidades, ante as 746.039 negociadas no mesmo período do ano passado.
Somente em novembro foram vendidas 87.041 motocicletas no atacado, correspondendo a um aumento de 19,1% sobre o mesmo mês de 2017 (73.069 unidades). Na comparação com outubro do presente ano (91.915 unidades) houve um recuo de 5,3%.
DESEMPENHO POR CATEGORIA
Entre as categorias de motocicletas mais comercializadas no acumulado de janeiro a novembro os destaques foram a Street, que obteve 50,6% de participação (451.084 unidades), seguida da Trail, com 21,2% (188.833 unidades). Em seguida, destacaram-se a Motoneta, com 14,8% (132.015 unidades), Scooter, com 7% (62.070 unidades) e a Naked, com 2,3% (20.805 unidades).
No que diz respeito somente a novembro, a Street aparece com 50,1% (43.567 unidades), seguida da Trail, com 20,5% (17.819 unidades), Motoneta, com 15,2% (13.205 unidades), Scooter, com 6,4% (5.550 unidades) e Naked, com 2,3% (1.991 unidades).
Confira a seguir as características básicas das motocicletas de cada categoria:
Street – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso urbano.
Trail – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto em terreno não pavimentado.
Motoneta – motociclo underbone, pilotado com o condutor na posição sentado, destinado ao uso urbano, de baixa cilindrada e dotado de câmbio automático ou semiautomático.
Scooter – Motociclo pilotado com o condutor na posição sentado e dotado de câmbio automático ou semiautomático, concebido para privilegiar o conforto.
Naked – Motocicleta sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho, concebida para a utilização em terrenos pavimentados. Semelhante a uma motocicleta versão “sport”, sem a carenagem.
Big Trail – Motocicleta de média ou alta cilindrada destinada ao uso misto em terrenos pavimentados e não pavimentados.
Off Road – Motocicleta de qualquer cilindrada destinada exclusivamente à utilização em pisos não pavimentados.
Custom – Motocicleta caracterizada por sua vocação para percursos de estrada, destacadamente os mais longos, chamadas de “estradeiras”, que não priorizam velocidade e, sim, conforto.
Sport – Motocicletas de cilindradas médias ou superiores com carenagem que privilegia a aerodinâmica e o alto desempenho.
Ciclomotor – Veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a 50 cm³.
Touring – Motocicletas usualmente de alta cilindrada concebidas para a utilização em turismo e viagens de grandes distâncias.

EMPLACAMENTOS
Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), de janeiro a novembro deste ano foram emplacadas 856.045 motocicletas, significando uma alta de 10,7% na comparação com o mesmo período de 2017 (773.576 unidades).
Somente em novembro foram licenciadas 76.792 motocicletas, com um aumento de 17,6% sobre o mesmo mês de 2017 (65.277 unidades) e recuo de 7,8% sobre outubro (83.325 unidades).
Entretanto, a média diária de novembro (3.840 unidades) ficou 1,4% superior à registrada em outubro do presente ano (3.788 unidades). É importante destacar que novembro teve 20 dias úteis, ou seja, dois a menos que outubro, devido aos feriados. Em comparação com novembro de 2017 (3.264 unidades), a média diária de vendas cresceu 17,6%.
EXPORTAÇÕES
Dados da Abraciclo mostram, também, que o desempenho das exportações nos 11 meses do ano apresentou queda de 12,9%, totalizando 65.062 unidades, ante 74.682 unidades no mesmo período do ano passado. O recuo está diretamente ligado à redução da demanda da Argentina, que é o principal destino das motocicletas fabricadas no PIM.
Somente em novembro, as exportações atingiram 3.571 unidades, o que representa uma queda de 53,5% na comparação com o mesmo período de 2017 (7.677 unidades). Em relação a outubro do presente ano (4.360 unidades), houve retração de 18,1%.
Segundo levantamento do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC analisado pela Abraciclo, nos 11 meses do ano a Argentina absorveu 70,8% do volume exportado, seguida dos Estados Unidos (8,8%) e Colômbia (7,5%).
Somente em novembro, Argentina foi o destino de 61,7% das exportações de motocicletas brasileiras. Na sequência, ficaram os Estados Unidos (19,5%) e a Colômbia (15,1%).

Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas
Com 42 anos de história e contando com 14 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – representa, no país, os interesses dos fabricantes de veículos de duas rodas, além de investir em ações visando a paz no trânsito e a prática da pilotagem segura. A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as oito maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram mais de 12 mil empregos diretos no PIM.

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