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E as tais redes e mídias sociais?

Com o poder da coletividade, as opiniões dos consumidores ganham força sem precedentes exigindo uma reengenharia nos processos empresariais.

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A socialização é um fato histórico. O homem carrega uma estrutura social desde a antiguidade quando buscava estrutura de sobrevivência: proteção, busca de alimentos e relacionamentos afetivos.   Não existe mistério para diferenciar conceitualmente redes e mídias sociais – pois os dois em sua essência são estruturas sociais formadas por pessoas e conexões humanas. Redes sociais são definidas como nodos ligados por relações sociais estruturados por pessoas em função de um interesse em comum e mídias sociais associam-se a conteúdos (textos, imagens, vídeos, entre outros) gerados e compartilhados pelas pessoas nas redes sociais.

• Redes Sociais (conexão de pessoas com outras pessoas): Orkut, Facebook, MySpace e Flickr;
• Mídias Sociais (conteúdos gerados e compartilhados por usuários): Twitter, SlideShare, Youtube, Digg e Delicious;

O conceito é deturpado quando atrelam redes e mídias sociais exclusivamente a tecnologia. A tecnologia apenas é uma ponte que facilita e contribui para a interação das pessoas, desenvolvimento e compartilhamento de conteúdos.
A confusão dos conceitos entre redes e mídias sociais é natural.

Existe uma lacuna grande de entendimento no cenário empresarial sobre uso das ferramentas digitais, em especiais, Twitter e Facebook como espaço agregador de valor. Muitas empresas continuam criando perfis e gritando para seus clientes/consumidores “Estou nas redes sociais! Ebaaa! Sigam-me”. Organizações com essas características não se atentam para os riscos presentes nos espaços digitais, que poderão trazer sérios danos à imagem de suas marcas, caso não tenham estratégias e profissionais especializados em negócios digitais. Além disso, percebemos também muitas empresas atuando com estratégias restritas, pois utilizam os espaços digitais somente para ações promocionais de seus produtos/serviços.

São nas redes e mídias sociais que os consumidores expõem seus sentimentos – angústia, amor, ódio, insatisfação, prazer… Atitudes sentimentais que se multiplicam quando são retweetadas ou compartilhadas – formando um poder coletivo. Empresas que não conseguem absorver os diálogos digitais dos novos consumidores podem ter sérios prejuízos, arranhando de forma significativa seus produtos, serviços e consequentemente a reputação de marca.

O autor Michael Solomon em seu recente livro “O comportamento do Consumidor – Comprando, possuindo e sendo – 9ª Edição” afirma que poucos duvidam que a revolução digital seja uma das influências mais significativas sobre o comportamento do consumidor, e o impacto da Web continuará a se expandir à medida que cada vez mais pessoas por todo mundo se conectam à rede. Muitos de nós somos ávidos internautas, e é difícil imaginar uma época em que e-mails, Twitter ou Blackberries não faziam parte da vida cotidiana.

Como pesquisador no segmento de negócios digitais estou constantemente dialogando nas mídias sociais para que as empresas comecem a profissionalizar suas ações digitais.

• Contratem pessoas inquietas: nerds, blogueiros e pesquisadores digitais com identidade e sangue da geração Y e Z;
• Implantem estratégias de presença digital alinhadas com a identidade organizacional;
• Monitorem e mensurem permanentemente as ações digitais;
• Crie uma cultura de colaboração;
• Estejam preparados para gerir riscos e crises, pois todas as organizações passam por fases turbulentas;
• Interajam de forma transparente e ética com todos os stakeholders (grupo de interesses);

Com o poder da coletividade, as opiniões dos consumidores ganham força sem precedentes exigindo uma reengenharia nos processos empresariais. Repensar o modelo organizacional tradicional é ponto chave para inserir as marcas nos ambientes digitais.  Penso que através de planos estratégicos digitais as empresas contemporâneas conseguirão tangibilizar os conceitos, diferenças e essências das redes e mídias sociais agregando valor ao seu negócio.

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