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01/02/2012 - 22h03

Pesquisa aponta que empresas de serviços serão a maioria no mercado paulista em 2020

Novo estudo do Sebrae-SP indica os serviços de alimentação como os que mais concentrarão MPEs
Thales Brandão

CidadeMarketing

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Intitulado Pesquisa Cenários 2020, novo estudo do Sebrae-SP aponta que entre as empresas paulistas as do setor de serviços são as que, no futuro, terão maior participação relativa no total de empresas no Estado. Essa mudança na composição setorial das micro e pequenas empresas (MPEs) é atribuída a fatores como o aumento da renda populacional, que cria novas oportunidades para atividades do setor, como educação, saúde e lazer. "A terceirização de mão de obra pelas grandes empresas também gera oportunidades de negócios que podem ser aproveitadas pelas MPEs", explica Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP.  Atualmente, a participação do setor de serviços está em 40% do total de MPEs, ou 770 mil estabelecimentos. Comércio ainda lidera, com 48% do total (880 mil), e as indústrias vêm em terceiro, com 12% (220 mil em números absolutos).  Em 2020, a expectativa é que haja 800 mil MPEs a mais no Estado, resultado das taxas de crescimento de 2,8% ao ano para a indústria, 1,4% para o comércio e 6% para as empresas do setor de serviços:

 

Liderança de serviços

O setor de serviços deverá ultrapassar o comércio, em número de MPEs, pela primeira vez em 2015. Atualmente, as atividades de alimentação, compostas principalmente por lanchonetes, bares e restaurantes representam a atividade com maior número de empresas de pequeno porte no setor: 19,4% do total, com taxa de crescimento anual de 3,3%. São mais de 140 mil estabelecimentos no Estado, com 260 mil empregos e R$ 2,7 bilhões em pagamentos de salários. A tendência é que a liderança desta atividade se mantenha, o que abre oportunidades para os empreendedores. "A população continuará investindo cada vez mais na alimentação fora de casa, pela comodidade, praticidade e agilidade", destaca Gonçalves.

 

Em seguida no ranking do setor estão os serviços de escritório e apoio administrativo, representados, principalmente, pelas empresas fornecedoras de serviços, em virtude da forte tendência de terceirização vivida pelo mercado: são 11,5% de participação no número de MPEs, com 6,7% de crescimento médio anual. Em terceiro lugar está a atividade de transporte terrestre de carga, com 9,2% de participação no número de MPEs e 4,8% de crescimento médio anual.

 

A expectativa do Sebrae-SP é que a expansão do segmento de serviços contribua para um forte crescimento no número de MPEs no Estado. "As tendências de crescimento das empresas levam à projeção de que até 2020 o número de micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo deverá crescer de 1,8 milhão para 2,6 milhões", afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. "O ritmo moderado de expansão da economia, o grande número de pessoas em idade de trabalhar e empreender, a desburocratização e as políticas em favor do empreendedorismo contribuem para esse cenário", completa o diretor.

 

Comércio e indústria

O comércio, com atualmente 48% das MPEs no mercado, apresenta a tendência de reduzir sua participação em 9 pontos percentuais até 2020, mantidas as taxas de crescimento observadas nos últimos anos. Entre as atividades com maior representatividade, o varejo de vestuário é o líder, com quase 10% da participação total de MPEs (87 mil MPEs) e taxa de crescimento médio anual de 4,9% no número de estabelecimentos. A atividade é responsável por mais de 145 mil empregos formais e R$ 1,9 bilhão em pagamento de salários.  Varejo de materiais de construção é o segundo colocado, com 6,5% de participação (57 mil MPEs) e 3,1% de crescimento médio anual. Em terceiro lugar está o comércio de autopeças, com 5,8% de participação e taxa de crescimento de 3,4%.

 

No setor industrial, a maior representatividade (15,3% das MPEs) fica por conta da construção, que tem crescimento anual de 8,8% no número de estabelecimentos. Em seguida está a confecção de artigos de vestuário, com 14% de participação e taxa de crescimento de 1,7%, e serviços especializados para a construção, com participação relativa de 12,4%, porém com a maior taxa de crescimento média anual do setor: 15,5%. O crescimento da renda da população e os investimentos em habitação observados últimos anos contribuem para o crescimento expressivo no número de MPEs da atividade.

 



 
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