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11/01/2012 - 19h17

Ford cria Laboratório de Pesquisa e Inovação no Vale do Silício

O objetivo é manter a marca alinhada com as novas tendências e desenvolver soluções de mobilidade para o futuro.
Thales Brandão

CidadeMarketing

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

A Ford anunciou a criação do seu primeiro laboratório de pesquisa no Vale do Silício - região que concentra as principais empresas de tecnologia e informática dos Estados Unidos -, dentro do seu compromisso de tornar a tecnologia acessível para o maior número de consumidores.  "A Ford tem uma incrível herança de 107 anos de liderança em inovação nas áreas de transporte e manufatura", diz Paul Mascarenas, chefe técnico e vice-presidente de Pesquisa e Inovação da Ford. "Agora é tempo de nos prepararmos para os próximos 100 anos, encontrando novos parceiros e inaugurando uma nova era de colaboração para transformar a produção de veículos."

 

O presidente e CEO da Ford, Alan Mulally, fala hoje na feira internacional de eletrônica CES, em Las Vegas, sobre os focos de pesquisa do futuro laboratório e tecnologias inovadoras desenvolvidas pela Ford - como o SYNC, EcoBoost, MyKey e cintos de segurança traseiros infláveis -, em sua quarta apresentação consecutiva no painel Poder da Inovação.  A área de Pesquisa e Inovação da Ford, braço de engenharia avançada da companhia, é responsável pelo novo laboratório no Vale do Silício, que será inaugurado no primeiro quadrimestre deste ano. O objetivo é manter a marca alinhada com as novas tendências e desenvolver soluções de mobilidade para o futuro, usando o poder da conectividade, da computação em nuvem e tecnologias limpas.

 

"Ter uma atitude aberta às novas ideias é essencial para enfrentarmos os futuros desafios ambientais, sociais e do transporte", diz Mascarenas. "Com as pressões crescentes da urbanização e do consumo de energia, vemos a acumulação de energia, a conexão sem fio, o uso de sensores e mesmo veículos autônomos como parte da solução."

 

Rede de inovação

O novo laboratório da Ford ficará na Baía de São Francisco, na Califórnia, e funcionará como um centro para projetos independentes de tecnologia e identificação de novos investidores e parceiros localizados na Costa Oeste dos Estados Unidos. Ele vai criar uma "rede de inovação", conectando o Estúdio Avançado de Design da Ford em Irvine, Califórnia, com os empregados da empresa que trabalham em plataformas de conectividade com a parceira Microsoft, em Redmond, Washington.

 

"No Vale do Silício teremos uma vizinhança dinâmica e com profundo conhecimento em tecnologia, que está longe de Dearborn", diz K. Prasad, líder técnico de Pesquisa e Inovação da Ford. "Com tantas oportunidades e potencial, o novo laboratório nos permitirá acompanhar as novas tecnologias e parceiros em seu próprio ambiente, continuando nossa expansão além da mentalidade tradicional para criar uma nova experiência de mobilidade."  O novo laboratório não vai duplicar ou substituir o trabalho feito no Centro de Inovação e Pesquisa da empresa em Dearborn, EUA, em Aachen, Alemanha, ou no recém-criado escritório de tecnologia em Nanquim, China. O seu time vai se dedicar a desenvolver e descobrir novas tecnologias, tendências, parceiros e projetos conjuntos de pesquisa.


Novas tecnologias

O time global de Pesquisa e Inovação da Ford já trabalha em várias áreas-chaves que serão apoiadas pelo trabalho no novo laboratório, como:

 

• Mobilidade pessoal: atenta às tendências dos consumidores e crescimento das megacidades, a Ford pesquisa novos modelos de negócios que vão ajudar a evitar um impasse mundial, adotando uma visão abrangente do transporte pessoal.
• Kits de desenvolvimento de hardware e software de fonte aberta: junto com a empresa Bug Labs, de Nova York, a Ford está lançando o OpenXC, plataforma de pesquisa que permite o acesso a dados-chaves dos veículos para o desenvolvimento de aplicativos e serviços inovadores baseados na nuvem. O primeiro kit Open XC beta para desenvolvedores será enviado este mês para várias universidades participantes, incluindo o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e as universidades de Michigan e Stanford.
• O carro como agente de informação: pesquisando meios de utilizar os múltiplos sensores dos veículos para melhorar as vias para todos os motoristas, a Ford abre os canais de informação para os desenvolvedores. A empresa Weather Underground, por exemplo, busca meios de aproveitar o uso dos limpadores de para-brisa para melhorar os informes sobre o tempo.


"A Ford utiliza o mesmo nível de tecnologia, software e eletrônica das companhias mais avançadas do mundo - a diferença é que a nossa plataforma está instalada em um carro", diz Mascarenas. "O novo laboratório do Vale do Silício nos permitirá avançar ainda mais, considerando as muitas facetas da vida em que a mobilidade interage com a sociedade e como podemos tornar essas experiências melhores para milhões de consumidores de todo o mundo."

 



 
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