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11/01/2012 - 17h43

Pesquisa revela que mercados emergentes impulsionarão economia global através do consumo

Último relatório MasterCard Insights prevê que gasto do consumidor de países desenvolvidos e emergentes deve se igualar em até cinco anos
Thales Brandão

CidadeMarketing

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

De acordo com o novo relatório Insights, da MasterCard Worldwide, os consumidores de mercados emergentes devem impulsionar o crescimento da economia mundial durante os próximos cinco anos, em uma inversão no consumo global, do Ocidente para o Oriente.  O relatório Previsão de Gastos do Consumidor e a Criação de Valor na Nova Economia Global aponta que, entre 2012 e 2016, os mercados emergentes[1] devem gerar para a economia mundial uma média anual de US$1,2 trilhão em consumo, ao passo que os mercados desenvolvidos2 devem acrescentar cerca de US$ 700 bilhões. Os mercados em transição3 - as maiores economias do Leste Europeu - devem somar outros US$ 95 bilhões.  O objetivo do relatório é examinar as implicações econômicas dessas mudanças do padrão de consumo global para as empresas, destacando a relação entre o consumo e a criação de valor em uma economia de mercado.

 

"É a demanda do consumidor que determina se as empresas conseguiram criar valor depois de investir no desenvolvimento dos seus produtos e serviços", explica Dr. Yuwa Hedrick-Wong, assessor econômico mundial da MasterCard Worldwide.  Entre 2008 e 2016, a participação dos mercados desenvolvidos no consumo familiar deverá cair de 77,4%, registrado em 2008, para 58,3%, em 2016. Já em mercados emergentes, essa participação deverá saltar de 19,5%, em 2008, para 38,7% em 2016. Para os mercados em transição, não há previsão de mudança. Juntos esses três grupos de mercado representam a maior parte do crescimento mundial de consumo.

 

Durante os próximos cinco anos, a participação dos mercados desenvolvidos e emergentes no crescimento do consumo de supérfluos será praticamente igual (49% versus 47,8%), e essa mudança terá um forte impacto sobre os negócios. Entre 2000 e 2008, os mercados desenvolvidos chegaram a responder por 88,2% do crescimento mundial do consumo de supérfluos, enquanto os mercados emergentes representaram apenas 9,2%, seguidos pelos mercados em transição, com 2,6%.  "É um marco significativo, pois provavelmente será a primeira vez na história em que os consumidores de mercados emergentes geram valores na mesma medida que os consumidores de mercados desenvolvidos", comenta Dr. Hedrick-Wong.

 

Ainda segundo o relatório, o consumo familiar em mercados emergentes representará aproximadamente 66% do consumo familiar de mercados desenvolvidos em 2016. Em 2008, esse número representava 25%.  O número de "consumidores ativos", definidos como pessoas entre 16 e 65 anos, deve continuar crescendo nos próximos anos em mercados emergentes, mas deve se manter estável em mercados desenvolvidos. Dessa forma, o segmento de jovens consumidores terá implicações de longo alcance em termos de como se aproveitar as tendências tecnológicas, o engajamento on-line e os canais de marketing.

 

"Os mercados emergentes estão prestes a assumir a liderança nos próximos anos. O consumidor destes mercados deve ditar as regras em relação às inovações tecnológicas. Com isso, eles irão orientar a criação de valor", explica Dr. Hedrick-Wong. "Quando a dinâmica de demanda muda nos mercados de consumo, as repercussões são profundas para as empresas globais. Isso acontece porque o consumo é a base para a criação de valor em uma economia de mercado.", acrescenta.

 

Para acessar o relatório completo, acesse: www.masterintelligence.com .

 



 
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