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11/01/2012 - 10h23

Pesquisa Serasa Experian aponta otimismo cauteloso dos empresários para condições de crédito

30% dos entrevistados esperam melhores condições de crédito (limites, juros e prazo). Nos últimos três meses de 2011, este percentual era 25%.
Thales Brandão

CidadeMarketing

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o 1º trimestre de 2012 apurou que 30% dos empresários entrevistados esperam que as condições de crédito melhorem em relação aos três meses anteriores, quando 25% tinham a mesma avaliação. Neste início de 2012, 57% acreditam que esses parâmetros serão iguais aos do 4º trimestre de 2011 e 13% anteveem piora. No 1º trimestre de 2011, 27% previam melhora.  A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o 1º trimestre de 2012 entrevistou 1.015 executivos de todos os setores econômicos, em todo o país e foi a campo de 1 a 7 de dezembro de 2011.  Na análise por porte, neste 1º trimestre, os serviços têm 32% de seus entrevistados apostando em melhores condições de crédito, na comparação com os três meses anteriores. No comércio e na indústria, são 26% em cada setor que compartilham a mesma opinião.

 

Oferta de crédito

Para 51% das instituições financeiras, a oferta de crédito para as empresas crescerá no 1º trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores No caso dos consumidores, a expansão é prevista por 54% das instituições.

 

Investimentos

A expectativa quanto a investimentos (compra de equipamentos, obras de ampliação, aquisições, modernização etc.) é de um ligeiro aumento no 1º trimestre de 2012, de acordo com 33% dos entrevistados. No último trimestre de 2011, 29% falavam em ampliar investimentos.  A Região Norte tem o maior volume de empresários dispostos a aumentar seus investimentos no período, são 48% dos entrevistados. Na sequência, temos o Nordeste, com 36%, o Centro-Oeste e o Sul, com 32% cada, e o Sudeste, com 30% dos entrevistados.  Por porte, as médias empresas têm 35% de seus empresários com intenção de aumentar seus investimentos no 1º trimestre do ano. Nas pequenas são 32% e nas grandes 28%.  Por setor, segundo os executivos das instituições financeiras, são 40% deles com planos de aumentar seus investimentos neste trimestre. Nos serviços são 34%, no comércio 31% e, na indústria, 27%.

 

Faturamento

Neste 1º trimestre, 65% dos entrevistados vão rever seu faturamento, sendo que 82% o farão para cima e 18% para baixo.  Por Região, 92% dos empresários do Norte vão rever para cima seu faturamento no 1º trimestre de 2012. No Nordeste serão 90%, no Centro-Oeste 84%, no Sudeste 82% e no Sul 70%.  Por porte de empresas, as pequenas têm 82% de seus empresários revendo seu faturamento para cima no 1º trimestre de 2012. Nas médias são 75% e nas grandes 64%.  Por setor de atividade, 84% dos empresários dos serviços vão rever seu faturamento para cima neste trimestre. No comércio são 81% e, na indústria, 68%.

 

Quadro de funcionários

Neste 1º trimestre de 2012, 26% dos entrevistados pretendem ampliar o seu quadro de funcionários. No último trimestre de 2011, essa parcela era de 30%.  Por Região, o Norte têm 41% de seus empresários com a intenção de expandir seu quadro de funcionários neste 1º trimestre. No Nordeste são 34%, no Centro-Oeste 32%, no Sul 23% e no Sudeste 22%.  Por porte de empresas, as médias têm 30% de seus empresários com a expectativa de aumentar seu quaro de funcionários. Nas pequenas, são 26% com a mesma expectativa e, nas grandes, 21%.  Por setor, nos serviços são 27% buscando aumentar seu quadro de pessoal no período, na indústria 26%, no comércio 25% e nas instituições financeiras 23%.


Novos acontecimentos globais e 2012

Para 48% dos entrevistados, os novos acontecimentos globais mudam suas expectativas para 2012.  Quando perguntados se para melhor ou pior, 55% dos entrevistados acham que para melhor.  O Nordeste é a região que mais acredita que os novos acontecimentos globais mudam as expectativas de seus empresários para positivas, de acordo com 70% deles. No Centro-Oeste são 62%, no Norte 60% e no Sudeste e Sul, 50% cada um.  Por porte, 57% dos empresários do médio negócio também veem as mudanças para melhor. Nas pequenas empresas são 55% dos empresários e, nas grandes, 45%.  Por setor, 60% dos empresários do comércio vão nessa direção favorável. Com a mesma opinião vão: 54% das instituições financeiras do país, 53% dos empresários dos serviços e 52% dos da indústria.

 

Balanço 2011

De acordo com 60% dos entrevistados, seu faturamento em 2011 foi melhor que em 2010. Para 22% foi igual e para 18% foi inferior. Por porte, as grandes empresas tiveram 66% de seus empresários apontando que seu faturamento em 2011 foi melhor que o do ano anterior. Nas médias, com a mesma opinião foram 63% e nas pequenas 59%.  Por Região, o Norte registrou a maior parcela de empresários, 74%, que teve seu faturamento em 2011 superior ao de 2010. No Nordeste, foram 70% na mesma condição, no Sudeste 59%, no Centro-Oeste 58% e no Sul 49%.   Por setor econômico, os serviços tiveram 62% de seus empresários dizendo que seu faturamento em 2011 foi melhor que em 2010. No comércio foram 58% e, na indústria, 50%.


Impactos da crise em 2011

Para 41% dos entrevistados, a crise teve algum impacto nos resultados de sua empresa em 2011.  Por Região, o Norte, segundo 57% de seus empresários suas empresas tiveram algum impacto ligado à crise em 2011. Na sequência estão: Sul 47%, Nordeste 43%, Sudeste 36% e Centro-Oeste 31%.  Por porte, 43% das grandes empresas sentiram algum impacto da crise em 2011. Nas médias foram 41% e nas pequenas 40%.  Por setor, a indústria registrou impactos, segundo 54% de seus empresários. O comércio aparece com 50%, as instituições financeiras com 40% e os serviços com 35%.

 

Comentários

A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o 1º trimestre de 2012 mostra Regiões, portes e setores com diferentes graus de otimismo. Isto é decorrente dos diferentes impactos da política econômica e da conjuntura internacional.  O comércio e os serviços fazem uma revisão mais otimista para o faturamento no período. Nesses setores predominam as pequenas e médias empresas, que vão na mesma direção. Isto porque as políticas de estímulos ao consumo dão uma nova perspectiva para esses setores e portes.  Em relação ao faturamento, boas expectativas diante dos impactos das reduções da Taxa Selic nos últimos meses de 2011. Além disso, o sentimento de que o pior já está passando para a inadimplência dos consumidores e empresas aumenta o otimismo, sobretudo do comércio e dos serviços.  Também por esse motivo há o destaque nas expectativas de melhores condições do crédito no período.  Já nos investimentos, há um aumento discreto, porque os empresários esperam utilizar a capacidade ociosa presente.  Finalmente, as boas expectativas para 2012, diante dos acontecimentos globais, mostram um otimismo generalizado, que poderá ser reafirmado ou não, entre os primeiro e segundo semestre.

 



 
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