
A associação Pro Teste de defesa do consumidor enviou um ofício para a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), na última sexta-feira (18/12), cobrando uma promessa de oferta de acesso gratuito à Internet, sem restrições de sites, em todas as áreas dos aeroportos brasileiros, inclusive nas salas de embarque.
"Para a Associação, não se justifica o passageiro já pagar uma das mais altas taxas de embarque para uso dos aeroportos - em torno de 20 reais, e ainda ter que desembolsar 25 reais por dia para poder se conectar do aeroporto em computadores portáteis via rede wireless, enquanto aguarda o horário do voo", afirma a Pro Teste em seu site.
De acordo com a Pro Teste, a internet sem fio provida pela Infraero, prometida para o fim de 2008 e só oferecida de fato em julho de 2009, não permite acessar sites noticiosos, de bancos ou e-mails. O usuário tem que recorrer a conexões privadas e pagar a uma operadora que atue nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), Campinas, Brasília, Belém, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Confins (MG), Salvador e Recife.
Hoje ao abrir o computador portátil no aeroporto, o usuário é direcionado a uma página de autenticação, na qual tem que se identificar e só tem acesso gratuito a sites do governo, com extensão .gov.br. De acordo com a coordenadora de Relações Institucioais da Pro Teste, Maria Inês Dolci, a limitação de acesso não havia sido divulgada e foi verificada após o monitoramento periódico de serviços de comunicação feito pela entidade. "Estamos cobrando do governo uma resposta e detalhes do projeto para saber qual o procedimento para ter sites bloqueados", afirma.
Em resposta ao ofício enviado pela Pro Teste, a Infraero declarou que "já tornou pública a decisão de, inicialmente, disponibilizar apenas os sites .gov por motivos técnicos, jurídicos, comerciais e de segurança", no primeiro semestre do ano. "A melhoria da qualidade da rede foi feita em todos os aeroportos nos quais o serviço foi anunciado como parte do negócio empresa, que é prover infraestrutura aeroportuária", acrescentou o órgão, em um comunicado.
A Pro Teste ainda cobra um prazo para que a Infraero libere o acesso gratuito a outros sites. "Entendemos que milhares de pessoas que transitam nos aeroportos necessitam de acesso à internet, sem restrições", conclui.