O BNDES será sócio da nova fábrica da Foxconn no Brasil e já assinou com os empresários Terry Gou e Eike Batista um acordo de confidencialidade para montagem da engenharia societária e financeira do negócio. A primeira etapa do investimento seria de US$ 4 bilhões dos US$ 12 bilhões anunciados pelo empresário taiwanês, destinados à instalação de uma fábrica de telas para televisores. O empresário brasileiro Eike Batista se comprometeu a entrar com US$ 500 milhões na sociedade. Já o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pode bancar até 30% do negócio --US$ 1,2 bilhão.
O presidente-executivo da taiwanesa Foxconn, Terry Gou, quer entrar somente com a sua tecnologia no capital da empresa. O governo contratou uma consultoria para avaliar o valor da tecnologia e ainda espera convencer o empresário a entrar também com capital. Para concluir o investimento, BNDES, Eike e Gou buscam mais sócios. Um do setor de infraestrutura, para construir a unidade, e outro para absorver a tecnologia.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que há 70% de chances de o negócio se concretizar. No mercado, ainda há dúvidas por causa das exigências que a Foxconn deve fazer para se instalar no país, como incentivos fiscais e facilidades de construção ainda não negociados.
Fonte: FolhaOnline