A Ambev (América Latina Norte + América Latina Sul + Canadá) registrou EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) normalizado de R$ 2,95 bilhões no terceiro trimestre de 2011, resultado orgânico 13,5% superior ao alcançado no mesmo período de 2010. A receita líquida do trimestre foi de R$ 6,3 bilhões, 10,6% maior se comparada com o terceiro trimestre de 2010.
O aumento nas despesas financeiras - ocorrido principalmente pelo impacto da desvalorização cambial sobre transações realizadas entre empresas do grupo Ambev e indexadas em dólares americanos e canadenses - impactou no lucro líquido da companhia, que apresentou queda de 9,5%, chegando a R$ 1,6 bilhão (normalizado) no trimestre. "É importante ressaltar que o impacto da desvalorização cambial sobre as transações intercompany no trimestre não tem nenhum efeito-caixa para a companhia", afirma Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e relação com investidores. O volume total de vendas da companhia atingiu 39,9 milhões de hectolitros no terceiro trimestre de 2011, 2,9% a mais na comparação com o mesmo trimestre de 2010. Deste total, as vendas de cerveja chegaram a 28,6 milhões de hectolitros (aumento de 1,8%) e as de refrigeNac (não-alcooolicos e não-carbonatados) a 11,3 milhões de hectolitros (crescimento de 5,7%). Já no acumulado até setembro, o volume total de vendas da companhia foi de 116,9 milhões de hectolitros, aumento orgânico de 0,8% em relação ao mesmo período de 2010.
Desempenho da Ambev no Brasil
"Nosso desempenho no Brasil mostra que temos tomado as decisões corretas, gerando economia com nossa política de gestão de custos e nos beneficiando da melhora no crescimento do volume da indústria nesse trimestre", afirma João Castro Neves, presidente da Ambev. A média de market share de cerveja do terceiro trimestre foi de 69,6%, com um de 1,5 pontos percentuais desde o começo do ano. O volume de cerveja no país aumentou organicamente 1,7% no trimestre, com 20,6 milhões de hectolitros vendidos. A receita líquida na categoria subiu 10,3% no mesmo período. No acumulado até setembro, o volume de cerveja chegou a 59,8 milhões de hectolitros. Já o volume de refrigeNanc avançou 6,4% no trimestre, 7,3 milhões de hectolitros da bebida foram vendidos. A categoria registrou ainda avanço 7,7% nas receitas.
As operações no Brasil alcançaram um EBITDA normalizado de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre, crescimento orgânico de 13,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mantendo a mesma comparação, o aumento orgânico do volume total de vendas no Brasil foi de 2,9%, chegando a 28 milhões de hectolitros.