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07/11/2011 - 15h19

Ranking mostra os dez piores países para se fazer negócios

Na lista liderada pela Venezuela, o Brasil aparece na oitava posição; elevada carga tributária é um dos principais problemas apontados
Redação

CidadeMarketing com informações da iG

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Um levantamento elaborado pela rede americana CNBC aponta os dez piores países do mundo para se fazer negócios. A lista liderada pela Venezuela, o Brasil aparece como o oitavo país com o pior ambiente para se fazer negócios.  De acordo com a publicação, os mercados emergentes ganham cada vez mais destaque com os Estados Unidos e a Europa tendo que lidar com a crise e a desaceleração de suas economias. Com isso, mais empresas dessas regiões estão buscando aproveitar o crescimento dos mercados emergentes para a expansão de suas atividades e elevação dos lucros.  Os níveis recordes de investimentos estrangeiros em países como Brasil, Rússia e Indonésia, que estão em níveis recordes, comprovam essa tese. Somente o Brasil atraiu cerca de US$ 48,4 bilhões de IED em 2010, um crescimento de aproximadamente 87% sobre o desempenho verificado em 2009.

 

Mas a pesquisa mostra que embora seja difícil resistir as oportunidades de crescimento e retorno oferecida pelos países emergentes, tornar um negócio bem sucedido em muitos destes países está longe de ser fácil.  O ranking leva em conta dez indicadores principais, tais como a facilidade de começar um negócio, obter licenças de construção, pagamento de impostos e leis de proteção ao investidor entre outros.  Para a elaboração do ranking a rede americana utilizou dados das 50 maiores economias como os números de investimento estrangeiro direto (IED) em 2010, disponibilizados pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e informações do estudo do Banco Mundial "Facilidade para se fazer Negócios", com análises sobre 183 nações.

 

Brasil

No caso específico do Brasil, o levantamento destaca que a economia do País é sólida e como sede dos principais eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, oferece grandes oportunidades para investimentos. Mas o Brasil tem como principal ponto negativo uma das maiores cargas tributárias do mundo, em torno de 37% do PIB. As empresas gastam cerca de 2.600 horas por ano, equivalente a três meses e meio, preenchendo formulários de impostos no Brasil. A taxa total de impostos que incidem sobre as empresas que atuam no País podem chegar a 67%, cita o estudo, com base em dados do Banco Mundial, reforçando que esse número é 20% maior do que a média dos demais paíse da América Latina e do Caribe.

 

Outro grande problema, segundo aponta o levantamento, é o fato de as empresas enfrentarem no Brasil uma grande demora para obter licenças de construção. De acordo com o ranking, as empresas instaladas no Brasil gastam cerca de 470 dias para completar 17 procedimentos para obter uma licença, o triplo do tempo médio nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

Veja a lista:

1º Venezuela

2º Ucrânia

3º Algéria

4º Filipinas

5º Nigéria

6º Índia

7º Indonésia

8º Brasil

9º Rússia

10º Argentina

 

Fonte: iG



 
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