O resultado do Banco do Brasil, nos nove primeiros meses de 2011, registrou lucro líquido recorde de R$ 9,2 bilhões, resultado 18,9% maior do que o apurado no mesmo período de 2010. Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 23,5%. No terceiro trimestre, o resultado líquido foi de R$ 2,9 bilhões, apresentando evolução de 11,2% sobre o mesmo período de 2010. Em nove meses o resultado recorrente alcançou R$ 8,7 bilhões e retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio recorrente (RSPL) de 22,4%, crescimento de 25,4% sobre o mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 441,6 bilhões em setembro de 2011, crescimento de 4,5% no trimestre e de 21,0% em 12 meses. O BB alcançou R$ 949,8 bilhões em ativos totais, evolução de 19,2% em relação a setembro de 2010 e de 5,0% sobre junho de 2011, permanecendo na liderança em ativos na América Latina. O Patrimônio Líquido alcançou R$ 56,7 bilhões em setembro de 2011, representando crescimento de 17,7% sobre setembro de 2010.
Neste trimestre o Banco do Brasil manteve a política de remuneração aos acionistas de 40% do lucro líquido (payout). Foram destinados R$ 796 milhões na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 361 milhões em dividendos. Desempenho é impulsionado pela ampliação do crédito, diversificação de receitas, absoluto controle de despesas e inadimplência melhor que o SFN. A carteira de crédito do BB de R$ 441,6 bilhões, que cresceu 21% nos últimos 12 meses, apresenta qualidade superior à média do Sistema Financeiro Nacional (SFN). As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C encerraram setembro de 2011 em 93,9% do total da carteira, contra 92,4% observados no SFN.
As receitas de intermediação financeira totalizaram R$ 30,3 bilhões no trimestre, 42,8% superior às do mesmo período do ano anterior. Desse total, as receitas provenientes das operações de crédito, arrendamento mercantil e TVM somaram R$ 28,5 bilhões representando 37,7% de crescimento em relação ao terceiro trimestre de 2010. Em continuidade à estratégia de diversificação de receitas, o BB somou R$ 4,7 bilhões em Receita de Prestação de Serviços no terceiro trimestre de 2011, resultado 14,1% maior que o verificado em igual período de 2010. O controle das despesas administrativas continua em foco no BB. Esse item registrou ao final dos nove primeiros meses de 2011 o montante de R$ 17,8 bilhões, evolução de apenas 7,8% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho é beneficiado pelos ganhos de sinergia provenientes da integração de aquisições e está em consonância com reajustes contratuais pactuados e com o crescimento orgânico das operações. A ampliação das receitas operacionais e o controle das despesas administrativas proporcionaram melhoria no índice de eficiência (quanto menor melhor) que apresentou redução de 300 pontos base no acumulado em 12 meses, registrando 41,1% ao final do terceiro trimestre de 2011.
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