Criar espaços voltados ao empreendedorismo criativo é um dos principais objetivos de um projeto do governo federal desenvolvido em parceria com o Sebrae, por meio do qual serão aplicados recursos da ordem de R$ 26 milhões até 2014. Nos chamados Escritórios Bureau, haverá capacitação empresarial de acesso a linhas de crédito. O projeto começa em 2012 no Acre, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. "Queremos construir uma economia com linguagem artística, artesanato, tecnologia da informação e design. A ideia não é transformar todos os artistas em empresários, mas dar as informações para empreender", explicou a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, à Agência Sebrae.
Segundo Heliana Marinho, gerente de Economia Criativa do Sebrae no Rio de Janeiro, o país despertou para o potencial desta área. "A existência da secretaria nacional é fundamental para definição de políticas públicas necessárias ao desenvolvimento do setor", avaliou.
Economia Criativa
A primeira definição do termo foi desenvolvida pelo autor inglês John Howkins no livro The Creative Economy, publicado em 2001, segundo a qual as diversas atividades que compõem essa economia têm uma coisa em comum: são os resultados de indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando (ou precavendo-se de que outros venham a explorar) seu valor econômico. Segundo especialistas, trata-se da inteligência de novos modelos de negócios e processos, novas tecnologias decorrentes da criatividade, imaginação e inovações constantes. No entanto, ao enfatizar a criatividade, a imaginação e a inovação, a economia criativa vai além de produtos, serviços e tecnologias, englobando também processos, modelos de negócios e gestão.