A Estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil (DRS) completa hoje, 26 de agosto, oito anos, contabilizando mais de 1,4 milhão de beneficiários, em cerca de quatro mil municípios brasileiros e com uma carteira de crédito de R$ 11 bilhões. Durante esses anos, o DRS acumulou muitos casos de sucesso, desde o primeiro plano implementado, em Chapadinha, município maranhense.
Por meio do DRS, o Banco do Brasil promove a democratização de acesso ao crédito e a inclusão social produtiva com geração de trabalho e renda. Para a elaboração e implementação dos quase quatro mil planos de negócios existentes, é utilizada a metodologia DRS, que tem como base a estruturação de cadeias produtivas urbanas e rurais. Hoje, mais de 100 atividades são apoiadas, incluindo reciclagem, apicultura, artesanatos diversos, fruticultura, bovinocultura, entre outras.
Durante esses oito anos, uma das histórias de destaque tem como cenário Itapecuru-Mirim, no Maranhão. Lá, as mulheres quebradeiras de coco babaçu tiveram a atividade de extração fortalecida com o aprimoramento da produção e incentivo ao associativismo. Elas participaram de diversos cursos e treinamentos, permitindo incrementar a produção e melhorar a qualidade. O óleo de babaçu foi ganhando forma de sabonete e os resíduos passaram a ser utilizados no preparo de ração para animais. Com os benefícios sociais gerados, foi possível utilizar crédito do BB com mais segurança e agregar valor aos produtos, o que possibilitou aumento da renda mensal de 2300 mulheres.
Outro caso é a implantação da estratégia DRS junto a pequenos produtores de açafrão-da-índia, no norte de Goiás. O cultivo era realizado de forma totalmente artesanal e os agricultores precisavam de aperfeiçoamento. Assistência técnica, instrumentos mecanizados e cursos foram disponibilizados, para que esses trabalhadores pudessem acessar linhas de créditos do Banco do Brasil, para plantio e comercialização. Antes do DRS, a produção anual do açafrão não passava de dez toneladas. Hoje, os 200 beneficiários produzem 1500 toneladas por ano. O crédito vem dos cerca de R$ 5,8 bilhões aplicados através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Um terceiro exemplo vem de Joinville, Santa Catarina. O DRS de Confecção de Artigos em Tecido está contribuindo para a inclusão social e resgate da autoestima das costureiras. Por intermédio das parcerias, são oferecidos cursos de capacitação para aprimoramento de técnicas e incentivo ao cooperativismo. Antes do DRS, as costureiras produziam cerca de 100 bolsas por mês. Hoje, 30 mulheres produzem mensalmente até cinco mil bolsas reutilizáveis.