A Intel prevê um crescimento de 25% a 30% no mercado de PCs no Brasil nos próximos três anos. De acordo com a fabricante de microprocessadores, em 2009 o País deve vender de 12,5 milhões a 13 milhões de computadores. Se a previsão se concretizar, o Brasil pode subir da quinta para a terceira posição entre os maiores mercados de PCs do mundo, ficando atrás somente de Estados Unidos e China, respectivamente, na primeira e na segunda posições. "Teremos um crescimento superior ao chinês, que deve apresentar uma alta de 15% em suas vendas no próximo ano", afirma o presidente da subsidiária brasileira da Intel, Oscar Clarke.
Em 2009, os notebooks representaram 41% do total das vendas, segundo dados da consultoria IDC apresentados pela fabricante de microprocessadores. Para 2010, a Intel acredita que os portáteis voltarão ao patamar de crescimento anual de 50%. Já as vendas de desktops devem crescer entre 19% e 20%.
Os computadores portáteis serão o principal motor de desenvolvimento do mercado brasileiro, afirma o diretor de desenvolvimento tecnológico da Intel Brasil, Reinaldo Affonso. Clarke diz que a compra do segundo computador também impulsionará as vendas neste segmento. "Em 2010, a América Latina será o grande motor de crescimento de desktops em todo o mundo e o segundo maior mercado de notebooks", avalia Affonso.
Segundo a Intel, no terceiro trimestre deste ano houve falta de componentes no mercado em breves períodos, devido à forte retomada da demanda por computadores e à desaceleração da produção por parte da indústria. No entanto, Clarke afirma que o mercado voltou à estabilidade. "Diferentes níveis da cadeia tinham estoques altos, o que ajudou a evitar que o consumidor sentisse os efeitos da falta de componentes", acrescenta Affonso.
A fabricante de microprocessadores estima que em 2013 haverá, em todo o mundo, 1 bilhão de dispositivos capazes de se conectar à web. "O Brasil responderá por 60 milhões", estima o presidente da Intel. Da base de 1 bilhão de aparelhos, 400 milhões serão notebooks ou desktops; 200 milhões serão netbooks; 200 milhões, smartphones; 100 milhões produtos eletrônicos e outros 100 milhões equipamentos com tecnologia de conectividade embarcada, como carros e setop boxes, por exemplo.