A Oi registrou, no segundo trimestre de 2011, lucro líquido de R$ 354 milhões. No período, a Oi obteve receita bruta de R$ 11,1 bilhões, um aumento de 1,8% em relação aos primeiros três meses do ano. Já a receita líquida atingiu R$ 7 bilhões, com crescimento de 2,1% em relação ao trimestre anterior. O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos depreciações e amortizações) consolidado foi de R$ 2,48 bilhões, e a margem Ebitda ficou em 35%. A evolução de 6,4pp da margem Ebitda no segundo trimestre e a alta de 4,3% na receita média por usuário (ARPU) da telefonia móvel em relação aos primeiros três meses do ano demonstram o aumento da rentabilidade do negócio e o acerto de nossa política de limparmos da base aqueles clientes que não usam o telefone móvel. O ARPU ficou em R$ 21,6 no segundo trimestre, e em R$ 20,7 no trimestre anterior.
"A companhia vem seguindo a estratégia de crescer de forma sustentável e rentável, por isso tem adotado políticas mais restritivas para a permanência de clientes inativos na base de clientes pré-pagos. Nosso objetivo continua sendo melhorar a rentabilidade do negócio", afirma o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig. Ao final de junho de 2011, a Oi tinha 66 milhões de clientes, mantendo o mesmo patamar registrado no primeiro trimestre e em linha com a política de rentabilização de sua base. Do total de clientes, 41,5 milhões estavam em telefonia móvel, 19,4 milhões em telefonia fixa, 4,6 milhões em banda larga e 334 mil em TV por assinatura.
Entre os destaques do trimestre estão as adesões ao plano convergente Oi Conta Total na Região Sul do país, cujo crescimento no período foi superior a 10%. Também vale ressaltar a base de pós-pago em São Paulo, que registrou expansão de 7,5%. As adições brutas da telefonia móvel no trimestre registraram a melhor performance desde 2008, com 6,4 milhões de novos clientes. Banda larga - Em banda larga, a empresa conquistou 130 mil novos clientes de abril a junho, um crescimento de 3% em relação aos primeiros três meses do ano. A Oi passou a oferecer banda larga em 153 novos municípios, totalizando aproximadamente 4,6 mil municípios cobertos com o serviço Oi Velox.
De acordo com a estratégia da companhia de aumentar as velocidades oferecidas aos clientes do Oi Velox, a média de velocidade de seu serviço de banda larga fixa passou de 1,91Mbps em março para 2,13Mbps em junho. Com isso, em um ano a velocidade média do Oi Velox praticamente dobrou. Vale ressaltar também que, ao final do segundo trimestre, 17% da base de banda larga fixa já possuía velocidade igual ou superior a 5Mbps. Custos e despesas operacionais - Os custos e despesas operacionais (excluindo depreciações/amortizações) totalizaram R$ 4,6 bilhões no segundo trimestre, uma redução de 7% no comparativo com os primeiros três meses do ano e, considerando a inflação do período, quase 10%.
Investimentos - Os investimentos realizados pela empresa entre abril e junho totalizaram R$ 1,04 bilhão, um aumento de quase 26% em relação ao volume investido no trimestre anterior. A Oi totalizou quase R$ 1,9 bilhão em investimentos no ano, mais do que o dobro do realizado no primeiro semestre de 2010. No segmento de telefonia fixa, o investimento concentrou-se na expansão da cobertura e no aumento da velocidade das ofertas de serviços de banda larga. Já no segmento de telefonia móvel, além da expansão da cobertura, o investimento foi direcionado também para o aumento de capacidade de tráfego de dados 3G, principalmente nas regiões II e III. A companhia mantém a expectativa de investir aproximadamente R$ 5 bilhões em 2011.
Resultado líquido - No segundo trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 354 milhões, como já mencionado, o que reflete basicamente melhor desempenho operacional e menores despesas financeiras. Endividamento - A dívida bruta consolidada da Oi apresentou redução de R$ 3,4 bilhões em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 24,9 bilhões no fim de junho, resultado principalmente de amortizações e pagamentos de dívidas com vencimento no período. A dívida líquida consolidada da Oi era, ao final de junho, de R$ 16,2 bilhões, um aumento de R$ 1,8 bilhão em relação ao trimestre anterior. Isso reflete principalmente o fato de parte dos recursos incorporados ao caixa na capitalização da companhia no primeiro trimestre ter sido usada para pagamento da taxa bianual do contrato de concessão, aquisição de participação acionária na Portugal Telecom e distribuição de dividendos relativos ao exercício 2010.
A companhia mantém sua estratégia de reduzir o custo e alongar o prazo médio das dívidas. O custo efetivo da dívida no segundo semestre foi de 90% do CDI, uma redução em relação aos 110% do CDI no mesmo período do ano passado. O prazo médio das dívidas alcançou 4,2 anos.