A Caixa Econômica Federal fechou o semestre com lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, um crescimento de 36,4% em relação ao mesmo período de 2010, quando atingiu R$ 1,7 bilhão. O resultado da Empresa foi reflexo do bom desempenho das operações de crédito, que evoluíram 38,0% em comparação ao mesmo período de 2010, alcançando o saldo de R$ 205,9 bilhões. Em linha com o crescimento da carteira, as receitas de operações de crédito atingiram R$ 12,7 bilhões, 44% maiores do que o primeiro semestre de 2010. Destaque para a receita do crédito habitacional, que evoluiu 59,1%, atingindo R$ 5,5 bilhões.
Mais de 90% da carteira está concentrada nos ratings de AA até C, e a inadimplência total (atrasos superiores a 90 dias) do crédito na CAIXA, durante o primeiro semestre de 2011, manteve-se estável em cerca de 2,1% e abaixo do percentual de junho de 2010, que foi de 2,3%. Nos créditos comerciais, o percentual de atraso fechou o semestre em 3,2%, enquanto no crédito imobiliário a inadimplência foi de 1,7%, igual ao registrado no mesmo período de 2010. As rendas de prestação de serviços, com R$ 6,1 bilhões, apresentaram evolução de 23,8%, alavancadas pelo crescimento da base de clientes e do número de transações bancárias, bem como das operações de crédito. Como principal agente operador dos programas sociais do Governo Federal, a CAIXA realizou no 1º semestre de 2011, cerca de 142,0 milhões de pagamentos. Os recursos distribuídos totalizaram R$ 70,6 bilhões.
Em junho deste ano, os ativos administrados pela CAIXA somavam R$ 937,2 bilhões. Desses, R$ 459,2 bilhões são próprios da Instituição e apresentaram evolução de 20,7% frente à igual período de 2010. Destacam-se, ainda, R$ 274,1 bilhões em FGTS e R$ 143,4 bilhões em fundos de investimento de rede e exclusivos. O patrimônio de referência da CAIXA atingiu R$ 34,7 bilhões ao final de junho, aumento de 13,3% em 12 meses, enquanto o índice de Basiléia se situou em 14,6%, superior ao mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o retorno sobre o patrimônio líquido médio alcançou índice anualizado de 28,9% (25,8% em junho passado) e os valores dos repasses com tributos e encargos sociais à União, estados e municípios somaram R$ 2,6 bilhões no semestre.