O Índice de Custo de Vida da Classe Média (ICVM) do município de São Paulo acumula alta de 3,35% no primeiro semestre deste ano e elevação de 6,16% nos últimos doze meses. Em relação a maio apresentou leve variação de 0,03%. O indicador é elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). O impacto causado pelo aumento do preço do algodão no mercado internacional continuou a influenciar o grupo Vestuário, devido à importância da matéria-prima na confecção dos produtos com alta de 1,12% e atingiu 4,83% em doze meses. A principal alta foi registrada no preço de calçados e acessórios com acréscimo de 2,14%, seguido de roupas masculinas (1,16%), femininas (0,79%) e infantis (0,26%).
Os itens viagem de excursão e passagens rodoviárias e aéreas com elevações de 2,03% e 2,01%, respectivamente, foram os mais influentes para a alta do grupo Despesas Pessoais que fechou o mês de junho com variação de 0,79% ante 0,34% em relação ao mês anterior. Todos os subgrupos dessa classe de despesa aumentaram o ICVM em junho. São eles, recreação e cultura (1,10%), artigos de higiene e beleza (0,72%), fumo e bebidas com (0,55%), serviços pessoais (0,55%), e despesas diversas (0,46%).
Os produtos e serviços que contemplam o grupo Habitação registraram, em média, variação de 0,32% em junho e 4,18% nos últimos doze meses. Na categoria, o item que mais contribuiu positivamente para o ICVM foi a elevação de 0,82% no preço do aluguel de imóvel residencial que registrou alta de 6,10% no intervalo de doze meses. Com o encarecimento dos planos particulares, o grupo Saúde fechou o mês de junho com variação de 0,36%, além de registrar alta de 4,25% no primeiro semestre e 6,54% em doze meses. Apesar da redução de 0,11% no preço dos medicamentos no intervalo apurado, os beneficiários de planos de saúde já sentiram a alta de 0,66% pelo serviço contratado e, sobretudo, pelo acumulado de 6,99% nos últimos de doze meses.
Por fim, o grupo Educação apresentou variação média de 0,05%. Do início do ano até junho acumula alta de 6,48%. Os subgrupos Ensino Escolar, Material Escolar e Livros Didáticos completaram o mês de junho com índices de 0,05%, -0,07% e 0,36%, respectivamente. Já a queda no preço dos combustíveis em junho proporcionou retração significativa do item Transportes, que reduziu sua taxa de 0,38% em maio para -0,90% em junho. O acumulado deste setor neste ano até junho é de 4,96% e de 7,15% para os últimos doze meses. As retrações de 3,98% no preço da gasolina e de 10,38% no etanol tiveram participação importante no resultado do ICVM.
O grupo Alimentação também colaborou para o alívio da taxa do ICVM em junho com variação de -0,51% no período. No primeiro semestre deste ano, o acumulado do item é de 1,65% e 8,39% para o intervalo dos últimos doze meses. No subgrupo Semielaborados, a queda de 6,70% no preço do frango foi o resultado mais importante para o recuo de 1,83% em junho. Já o subgrupo Hortifrutigranjeiro teve redução de 3,07% e o resultado foi balizado pela variação dos preços nas categorias verduras (-5,73%), tubérculos (-5,21%), frutas (-4,22%), ovos (-1,01%) e legumes (3,34%).