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29/11/2009 - 20h49

Venda de espumantes brasileiros nas festas do final do ano deve crescer 30%

Mesmo com dólar em baixa, vinhos estrangeiros não devem incomodar liderança do produto nacional
Raphael Hakime

R7

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

 

O mercado de vinhos espumantes nacionais prevê um crescimento de 30% nas vendas no Natal e no Reveillon de 2009, na comparação com o mesmo período de 2008. Os moscatéis, vinho pouco mais adocicado que os outros frisantes, terão um incremento ainda maior, em torno de 40%. As projeções realizadas pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) foram divulgadas com exclusividade ao R7.  As vendas de espumantes produzidos no Rio Grande do Sul, onde estão mais de 90% das vinícolas brasileiras, avançaram 14,6% entre janeiro e outubro de 2009 na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

 

Ao todo, foram comercializados 6,5 milhões de litros de espumantes neste ano - contra 5,7 milhões de litros no mesmo período de 2008. No caso dos moscatéis, a ampliação comercial foi ainda maior - crescimento de 22,6% nas vendas.  O presidente do Ibravin, Denis Debiasi, aponta a qualidade dos vinhos brasileiros e o investimento em pesquisa e infraestrutura como os principais fatores do sucesso do setor. Para Debiase, o dólar em queda não será capaz de comprometer as vendas do fim do ano.

 

- A qualidade do nosso espumante [brasileiro] está muito boa para o paladar do consumidor. Além disso, houve uma melhoria na estrutura das vinícolas, estamos aplicando recursos na parte cultural [para incentivar o brasileiro a tomar mais vinho] e no marketing do produto nacional. Isto faz com que o espumante do Brasil marque presença no mercado.

 

Apesar do otimismo do setor, os vinhos estrangeiros terão lugar cativo na prateleira dos supermercados brasileiros. Isso porque o dólar em baixa favorece a importação de espumantes, que, apesar de mais caros por causa das taxas alfandegárias, vão disputar a preferência do consumidor. De acordo com Pedro Paulo Medeiros, sócio-diretor da importadora fluminense Solex Brasil, a comercialização de espumantes de outros países deve saltar 20% no Brasil no período Natal-Ano Novo em relação a 2008. Medeiros comemora o bom momento do setor e já relata faltar produto em estoque.

 

- Há pouco mais de um mês, trouxe um contêiner de prosseco [um tipo de espumante], que já se esgotou. Só em novembro, vendi mais que o primeiro semestre inteiro. Já encomendei outra carga, que deve chegar em cima da hora [das festas de fim de ano].  Embora o espumante importado também tenha caído no gosto do brasileiro, o vinho nacional deve permanecer na liderança das vendas. A previsão é de que a participação de mercado fique 60% com produto nacional e 40% com a bebida produzida no exterior. O próprio diretor da importadora reconhece a qualidade do produto brasileiro e confirma a tendência.

 

- Acredito que o espumante nacional terá um aumento expressivo nas vendas porque realmente é [um produto] muito bom. Ao mesmo tempo, mais de 70% dos vinhos importados não são de boa qualidade e, para completar, o consumidor sempre está de olho no preço. O principal prosseco que vendo chega ao consumidor final a R$ 25, enquanto o nacional custa por volta de R$ 17.



 
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