Estudo do IBOPE Inteligência realizado exclusivamente para o Governo do Estado de São Paulo mostra que o consumo de álcool é um hábito instalado entre menores de idade: 45% dos adolescentes paulistas de 12 a 17 anos já consumiram bebida alcoólica e 39% já compraram pessoalmente o produto em algum estabelecimento comercial. Dentre os que já consumiram bebidas alcoólicas, 71% o fizeram no último ano e 18% bebem regularmente (pelo menos uma vez por semana).
Os resultados indicam ainda que o consumo começa cada vez mais cedo. A média de idade com que os menores experimentaram bebida alcoólica foi de 13,1 anos, enquanto que entre o público adulto, a média foi de 17,8 anos. Os finais de semana são os momentos de maior consumo para 35% dos menores e 39% dos adultos que já experimentaram bebidas alcoólicas. A cerveja ou chope é a bebida mais consumida tanto por adolescentes entrevistados quanto por adultos. A pesquisa mostra que entre os menores de 12 a 17 anos que já beberam, o consumo de vinho, vodca e bebidas ice é mais frequente do que no público adulto.
As pesquisas qualitativas e quantitativas revelam que o consumo de álcool por menores de idade em pequenas doses é aceitável e não oferece riscos à saúde. Além disso, é estimulado pelos hábitos de familiares e de amigos. Nesse contexto, outras ameaças amplamente divulgadas pela mídia, precedem a inquietação de pais com o álcool na adolescência, como consumo de drogas, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e violência. Apesar disso, 89% dos adultos e 88% dos adolescentes entrevistados concordam com a afirmação de que o álcool funciona como porta de entrada para outras drogas.
Legislação
A idade mínima para a compra de bebidas alcóolicas e para seu consumo é do conhecimento da maioria dos entrevistados. No entanto, para 89% dos adolescentes e 90% dos adultos, as leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas para menores não são obedecidas. Os paulistas são favoráveis a medidas de combate ao consumo de álcool entre menores de idade: 9 em cada 10 entrevistados apoiariam uma campanha de conscientização sobre os riscos relacionados ao consumo do álcool e são favoráveis a ações punitivas aos estabelecimentos que não respeitam a lei.
Sobre a pesquisa
Foram utilizadas diferentes metodologias de pesquisa:
Deskresearch
Pesquisas quantitativas realizadas no Estado de São Paulo com três públicos, entre os dias 25 e 31 de maio de 2011:
População com 18 anos ou mais: 1.204 entrevistas
Adolescentes de 12 a 17 anos: 1.008 entrevistas
Pais de adolescentes de 12 a 17 anos: 321 entrevistas
Margem de erro: nas pesquisas com população e adolescentes é de 3 pontos percentuais, considerando um intervalo de confiança de 95%; na pesquisa com pais de adolescentes de 12 a 17 anos é de 6 pontos percentuais, considerando um intervalo de confiança de 95%
Pesquisas qualitativas:
Realização de 14 grupos de discussão entre os dias 07 e 13 de junho, com pais e adolescentes de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, das classes A, B, C e D.
Entrevistas em profundidade com 16 donos de bares, casas noturnas e quiosques de praia localizados na capital, na região metropolitana, Campinas, Jundiaí e Baixada Santista, entre os dias 22 e 30 de junho.