A Vale obteve excelente desempenho no segundo trimestre de 2011 (2T11), o qual reflete a qualidade superior de nossos ativos em um ambiente caracterizado por forte demanda global e preços elevados de minerais e metais. A performance operacional e financeira registrada no 2T11 evidencia melhoria significativa quando comparada ao trimestre anterior e gera momento positivo para o futuro. Dada a normalização das operações existentes e o ramp up com sucesso dos projetos concluídos recentemente diante de um cenário positivo de fatores sazonais e cíclicos, estamos posicionados para prosseguir na trajetória de melhoria contínua de desempenho.
Nossas receitas e geração de caixa atingiram valores recordes, enquanto o lucro operacional, margem operacional e lucro líquido foram os mais elevados para um segundo trimestre. A forte geração de caixa permite que Vale lide com sucesso com o trilema enfrentado pelas empresas em crescimento, satisfazendo simultaneamente à demanda pelo financiamento de oportunidades de investimento, a manutenção de um balanço do sustentável e o retorno do excesso de caixa aos acionistas.
O compromisso com a disciplina na alocação de capital e criação de valor para o acionista foi evidenciado mais uma vez por decisões tomadas até agora para retornar aos acionistas um valor recorde de caixa em 2011. O Conselho de Administração aprovou programa de recompra de ações, a ser concluído até 25 de novembro de 2011, no valor de até US$ 3,0 bilhões. Somando-se aos US$ 3,0 bilhões pagos no 1S11 e ao mínimo de US$ 2,0 bilhões a ser aprovado e pago em outubro, anunciamos hoje proposta da Diretoria Executiva para aprovação do Conselho de Administração da Vale de distribuição de US$ 3,0 bilhões em dividendos adicionais. O rigor da disciplina na alocação do capital foi também reafirmado pela decisão de encerrar acordo para a aquisição de ativos de cobre na África.
Como conseqüência de decisão da Justiça brasileira em processo relacionado à inclusão de receitas de exportação na base de cálculo para incidência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a Vale efetuará em 29 de julho de 2011 pagamento de R$ 5,83 bilhões, equivalente a aproximadamente US$ 3,8 bilhões, correspondentes à obrigação com o imposto devido. Não haverá impacto em nosso lucro líquido, dada a existência de provisão no balanço.
Os principais destaques do desempenho da Vale no 2T11 foram:
· Receita operacional de US$ 15,345 bilhões no 2T11, um marco recorde.
· Lucro operacional, medido pelo EBIT ajustado (lucro antes de juros e impostos)(a), alcançou US$ 7,747 bilhões, sendo o maior para um segundo trimestre.
· A margem EBIT alcançou 51,7%, subindo de 48,9% no 1T11, sendo o maior valor para um segundo trimestre.
· Lucro líquido de US$ 6,452 bilhões, equivalente a US$ 1,22 por ação diluído, 74,1% acima do 2T10, e um recorde para o segundo trimestre.
· Geração de caixa recorde, medida pelo EBITDA(b) ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 9,069 bilhões. O EBITDA ajustado dos últimos doze meses de US$ 35,929 bilhões também atingiu um valor recorde.
· Vendas recorde de bulk materials - minério de ferro, pelotas, manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico - de US$ 11,681 bilhões no 2T11, 22,7% maior que no 1T11.
· Investimentos atingiram US$ 4,0 bilhões, sendo US$ 3,1 bilhões gastos com execução de projetos e P&D.
· Posição de caixa de US$ 13,2 bilhões, o que dá suporte a um balanço extremamente saudável, com baixa alavancagem, medida pela relação dívida total / LTM EBITDA ajustado, igual a 0,68x e prazo médio da dívida de 9,8 anos.